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Exploração da reigão compreendida pelas folhas topográficas - Sorocaba, Itapetininga, Bury, Faxina, Itaporanga, Sete Barras, Capão Bonito, Ribeirão Branco e Itararé - Commissão Geographica e Geológica do Estado de S. Paulo

    1927
    Atualizado em 08/01/2026 04:54:22




Fontes (1)


grande região comprehendida pelas folhas topo-graphicas denominadas Sorocaba, Itapetininga, Bu-ry, Faxina, Itaporanga, Sete Barras, Capão Bonito,Ribeirão Branco e Itararé, que começa proximo á esta Ca-pital e extende-se até o rio Itararé, precisava ser estudadapara o seu util conhecimento geographico.

Ella abrange os municipios de Sorocaba, Una, Piedade,Campo Largo, Itapetininga, Sarapuhy, Pilar, S. MiguelArchanjo, Bury, Angatuba (Sul), Faxina, Bom Successo(Sul), Itahy (Sul), Itaberá, Itaporanga, Taquary (Sul),Ribeirão Vermelho, Xiririca, (Norte), Capão Bonito, Ri-beirão Branco, Capoeiras, Apiahy (Norte) e Itararé.

Este trabalho foi sendo executado aos poucos e attin-gio à uma somma tal de contribuições que nos animou ápublical-o, embora com alguns claros, afim de attenderaos interesses dessa parte do Estado, onde tudo faltavapara qualquer emprehendimento que viesse á precisar danoção exacta do territorio.

À marcha vertiginosa do progresso em todos os re-cantos do Estado torna-se muito exigente de modo a nosobrigar a attender á todas as zonas quasi a um tempo,pois todas se desenvolvem, todas multiplicam as suas ne-cessidades, todas querem emprehender melhoramentos epara auxilial-os torna-se quasi sempre necessario a cartageographica que mostre a posição exacta das cidades,umas em relação ás outras, as vias de communicação, querse trate de estrada de ferro ou de rodagem, a topographiado terreno, os rios e corregos com as respectivas cachoeirasde modo á constituirem elementos precisos para o pro-jecto ou realisação de qualquer melhoramento.

A carta geographica é sempre o pharol que orientatodas as grandes e uteis iniciativas.

Com o auxilio desse guia poderoso tudo podemosfazer, tudo podemos antever com perfeita firmeza.

Nada resta de misterioso, pois os elementos que pre-cisamos ahi se encontram com clareza e precisão na singe-leza das linhas que se entrelaçam para representarem afeição do solo e do que sobre elle existe produzido peloesforço humano.

Neste trabalho, ao lado das folhas topographicas,coliocamos uma collecção de photographias de toda a fai-xa que estudamos as quaes mostram fielmente e com niti-dez o que lá se encontra espalhado, quer se trate de cida-des, edificios publicos, templos, estabelecimentos de ensi-no, fabricas, vias de communicações etc, ou então anatureza com as suas dadivas generosas de modo a com-pletar a traducção das referidas folhas topographicas fa-cilitando a sua consulta e mostrando de um modo com-modo e attrahente o que lá possuem, em seu conjuncto.

Assim se ajuizará bem nitidamente do valor desseterritorio immenso que é bem differente dos outros do Estado pelo seu terreno, pela sua cultura e pelo seuclima.

À exploração do solo é feita de um modo muito varia-do e o producto que culmina na producção é o preciosoalgodão que ahi encontra optimos elementos para a suaextensa cultura e beneficio.

Todas as variedades dessa utilissima malvacea acham-se ali n´um conjuncto explendido para a acclimação dessamagnifica fonte de riqueza e tudo lhes é favoravel a co-meçar pela terra, a climatologia, a mão d´obra e finalmenteo aproveitamento da fibra, do oleo, da pasta, etc..

A pecuaria foi o marco inicial da exploração dessaregião, cheia de bellas campinas, pouco onduladas e suf-ficientemente regadas por um sem numero de pequenosrios do immenso vale do Paranapanema.

Essa industria foi e ha de ser explorada conveniente-mente para o aproveitamento de excellentes condiçõesnaturaes que trarão a riqueza e o bem estar para seushabitantes muito principalmente devido á sua proximidadecom esta Capital a qual constitue um grande centro deconsumo e extraordinario emporio industrial que dentrode pouco tempo será o maior e o mais variado da Americado Sul,C clima é muito agradavel e ameno devido á altitudee á latitude de 240 Sul que é a média da parte em questão.Tudo isto faz com que a gente seja sadia, forte echeia de coragem.*A folha topographica Sorocaba está comprehendidaentre os parallelos de 23030”, e 240 Sul e os meridianosde 4º e 4030" Oeste do antigo Observatorio do Morredo Castello, no Rio de Janeiro.E” limitada ao Sul pela verdejante Serra do Mar queé conhecida pelo nome de Serra do Paranapiacaba e temquasi no centro a Serra de S. Francisco, cheia de escarpase que attinge á 960 metros sobre o nivel do mar a qualcontem em seus contrafortes muita rocha calcarea que dáorigem á uma grande industria de fabricação de cal, egual-mente contêm granitos de lindas côres, sobresahindo overmelho.E” atravessada pelos rios Sorocaba, Pirapóra, Sara-puhy e Turvo.O ric Sorocaba ao atravessar uma depressão da Serrade S. Francisco forma magnificas cachoeiras que são apro-veitadas para a producção de energia electrica.A maior repreza dessas aguas é feita pela obra gigan-tesca que ali construio a Light & Power acima da serra;depois de armazenal-as, inundando alguns valles, formaum bellissimo lago artificial, pela vastidão e pela irre-gularidade de suas margens, onde as curvas as mais [p. 10]

caprichosas se succedem formando paizagens encanta-doras.D´ahi as aguas são tiradas por um canal que atravessaa serra em tunnel e em seguida por meio de conductoforçado chegam á uzina com uma differença de nivel su-perior á duzentos metros.E” uma das obras mais importantes n´esse genero,realisadas em nosso paiz.A energia electrica é transportada para S. Paulo ondeé distribuida e applicada na illuminação, tracção dos bon-des e força para as multiplas e variadas fabricas, egualmen-te segue para Jundiahy e depois para as sub-estações deLouveira, Rebouças e Cordeiro para ser utilizada pelamodelar Companhia Paulista de Estradas de Ferro, naelectrificação de suas linhas até Rio Claro, com o quetem feito uma enorme economia na importação de carvãode pedra e no consumo de lenha, combustivel este queinfelizmente vae excasseando e tornando-se . cada vezmais carc contribuindo para tantos males devido á impre-videncia dos fazendeiros.

Além desses beneficios a Companhia Paulista estádando uma patriotica e financeira lição ás outras emprezasferroviarias, mostrando-lhes o novo caminho a seguir.

Depois de serem utilizadas pela Light & Power asaguas do rio Sorocaba são reprezadas de novo para for-necerem energia electrica á S. A. Fabrica Votorantim aqual tambem é utilizada na tracção em uma pequena es-trada de ferro entre Sorocaba e a uzina da Light, em suafabrica de tecidos e na illuminação de Votorantim.Bemfazejas aguas e grandes iniciativas tem sabidotirar dºellas todo o seu utilissimo e multiplo proveito.G rio Pirapóra nasce na serra do Mar e é affluentedo rio Sarapuhy que tambem nasce lá e em seu cursoforma algumas cachoeiras bem bonitas e de valor.No rio Sarapuhy tambem encontram-se outras, salien-tando-se pelo seu encanto o salto da. Rozeira.

A cidade de Sorocaba acha-se situada no extremoNorte da folha, cortada pelo rio Sorocaba, servida pelaE. F. Sorocabana e é uma das mais antigas do Estado,pois sua fundação data do anno de 1654 quando BalthazarFernandes, seus genros André de Zunega e Bartholomeude Zunega, acompanhados de suas familias ahi elevaramuma capella sob a invocação de Nossa Senhora da Ponte,sendo essa a primeira semente da actual cidade.

As famosas minas de Araçoyaba serviram de attracção para esse logar que prosperou e foi elevado á cidade com a lei provincial em 5 de fevereiro de 1842.

Hoje é uma das mais importantes do Estado, devido quasi que exclusivamente á industria pois é o segundo emporio manufactureiro do Estado.

Quando nos approximamos dessa cidade pela estrada de ferro e a comtemplamos em quasi toda sua plenitude, admiramos com alegria o bello espectaculo que offerecem as ondas de fumaça misturando-se nas alturas e desprendendo-se das esguias chaminés das fabricas attestando largamente o valor da producção e o quanto já manufacturamos de modo á concorrer bastante para a nos sa emancipação economica.

S. Paulo não é só café, como muitos pensam; S. Pauloé um complexo de elementos varios de producção agricolae industrial que assombra e avulta na balança nacionaltanto na quantidade como na qualidade e faz de nós to-dos, que observamos, verdadeiros optimistas á força de- estudar e ver o que elle é e o que deverá ser, muito embreve.

S. Paulo é um conjuncto de gente nova e infatigavel,de todas as raças, onde muito se trabalha, em tudo e portudo. recebendo todos o premio do seu esforço e da suacapacidade alliada á honestidade.

A area do municipio é de 1.050 kilometros quadrados e a população de 52.708 habitantes (31 de dezembro de 1925) dando 50 de densidade por kilometro quadrado.

A cidade tem mais de 24.000 habitantes sendo a ter-ceira do interior e conta mais de 4.400 predios, sendoalguns de valor e outros interessantes pela sua architecturaantiga.

Sorocaba deve-se vangloriar por ter sido o berço donotável historiador Francisco Adolpho de Varnhagen (Vis-conde de Porto Seguro) pois elle nasceu em Ipanema quenessa epocha pertencia-lhe.

Fallar em Varnhagen, pai ou filho é olhar um poucopara o passado e torna-se então necessario recordar o queforam as primeiras eras do Ipanema e depois evocar osseus dias faustosos e de jubilo.

O nosso illustre e erudito patricio snr. Dr. EugenioEgas com a sua penna cheia de amor patrio conta-nos emalgumas paginas de sua brilhante conferencia "O sorocabano Visconde de Porto Seguro" o que era a terra gloriosa onde nasceu esse inesquecivel paulista e o que elle foi e o quanto trabalhou em favor do Brasil esse grandepatriota, digno da nossa veneração e respeito.

Conhecendo-a, não podemos deixar de transcreveraqui alguns trechos:

"A serra da Araçoyaba, (que tambem lhe chamam Biraçoyaba ou Hybiraçoyaba) de pura formação metallurgica, ergue-se na planicie que se dilata ao poente da cidade de Sorocaba, da qual dista cerca de 14 kilometros. Della brotam duas correntes d´agua, que são as mais im-portantes: Ipanema, que verte para o oriente, Sarapuhy, para o occidente.

Araçoyaba significa coberta de sol. Os indios lhe deram esse nome, porque a sua sombra cobre larga extensão de terra.

As aguas, que della descem vão ter primeiro, ao rio Sorocaba, e, depois com as deste ao Tieté, incorporando-se, assim, ás do rio sagrado, que encerra nos seus mysterios e na sua historia a epopéa desses ousados exploradores, que dilataram as nossas terras e osnossos sertões tenebrosos.

No cume mais alto de Araçoyaba existe a lagõa Dourada, onde a lenda e a poesia fazem habitar os phantasmas defensores e guardas dos thesouros, que os deuses ali esconderam!...

Em 1589, Affonso Sardinha sahira para as mattas em busca de ouro, mas encontrou ferro. D. Francisco de Souza, governador geral dasCapitanias do Sul, fundou a povoação de Itapeboçú, com o fim de reunir gente, que explorasse o ferro descoberto por Sardinha. A povoação não prosperou, e os seus poucos habitantes recolheram-se a Sorocaba.

D. Antonio de Souza, Francisco Lopes Pinto e Diogo de Quadros, (o primeiro era filho do governador geral) tentaram impulsionar oengenho de ferro. Não foram felizes.
[p. 11]

Em 1681, frei Pedro de Souza, mineralogista de nomeada, veio do reino para estudar as minas de Araçoyaba, mas os seus estudos ficaram no eterno silencio das cousas ignoradas. Frei Pedro de Souza foi acompanhado em sua viagem de estudos pelos arrojados sertanistas Paschoal Moreira Cabral, Manoel Fernandes de Abreu e capitão-mór Martim Garcia Lumbria. Novo insuccesso.

Egualmente infeliz foi o capitão Luiz Lopes de Carvalho.

Em 1800, o capitão-general Antonio Manoel de Mello, acompanhado do coronel Candido Xavier de Almeida e Souza e do chimicobJoão Manso, visitou a fabrica, e conseguiu fundir algum ferro.

Em 1803, o coronel Martim Francisco Ribeiro de Andrada esteve no Ipanema, a serviço, e propoz reformas e melhoramentos, que fo-ram approvados, mas não executados.

Em 1808, o conde de Linhares, homem deespirito clarividente, e estadista de largo des-cortino, ministro de d. João VI, já então no Riode Janeiro, mandou vir de Portugal o enge-nheiro militar Frederico Luiz Guilherme deVarnhagen, acompanhado de uma turma de ope-rarios mineiros, contractada no norte da Eu-ropa.Organizou-se uma empreza com o capitaldividido em 60 acções de 800$000 cada uma,que foram subscriptas, 47, por particulares, e,13, por d. João VI, que tambem enviou paraa fabrica 85 escravos da nação. O directordos trabalhos era o sueco Herdberg; e a juntadirectora da empreza compunha-se do mare-chat Arouche, coronel Martim Francisco e ca-pitão Varnhagen.Para logo se travou lucta entre Herdberge Varnhagen, da qual sahiu vencedor o majorVarnhagen. Foi-lhe confiada a direcção ex-clusiva da fabrica de ferro do Ipanema, queafinal funccionou e produziu. O sorocabanoque mais tarde havia de ser o Visconde de Por-to Seguro narra, em sua "Historia Geral", ahistoria da fabrica do Ipanema, e o fez comaquelle amor e respeitoso carinho que os bonsfilhos sabem tributar aos seus paes.

"Jaz ainda escondida, só em ferro, uma das maiores riquezas latentes do Brasil, e talvez do Universo todo, exclama o historiador."

O engenheiro Frederico Varnhagen servi-ra com muita distinção ao exercito do norte,bateu-se mais tarde contra os francezes, queinvadiram o reino, tomou parte na acção doVimeiro, de modo que aportava ás plagas ame-ricanas depois de passar pelo baptismo do fogo.Desembarcado no Rio, seguiu em companhiado coronel Martim Francisco para Sepetiba,onde em canôa se dirigiu pela costa até Paraty,e, dahi, pela villa de Cunha a S. Paulo.Em abril de 1810, chegou á mina de ferro.Contava, pois, 27 annos de edade. Estava noesplendor da sua mocidade. Só em 21 de fe-vereiro de 1815 tomou conta do regio estabe-lecimento o novo director (Varnhagen) e pou-cos mezes se haviam passado, quando já a jun-ta directora costumada a vera morosidade, con-fusão e imperfeição das obras de Herdberg,não podia deixar de render a Varnhagen o me-recido: louvor por sua incansavel actividade eboa ordem, com que tinha principiado os tra-balhos, reconhecendo-se muito minorada a des-pesa em comparação do que antes se gastavaem fazer e desfazer.O sargento-mór Varnhagen, escrevia o ca-pitão-general para a Córte, principia a Jesem-penhar o conceito que delle fez S.A.R.: — assuas obras me parecem feitas com justeza, se-gurança, pericia e economia.«Foi no dia de Todos os Santos, primeirode novembro de 1818, que o ferro fundido numdos fornos altos, corria liquido e candente pe-los regos e ia calhar-se nas fôrmas de tres enor-mes cruzes, que ainda hoje se conservam inau-guradas nas immediações.Frederico Varnhagen commoveu-se de ju-bilo, sem lhe passar pela mente a idéa do trium-pho; e a todos os empregados, que estavampresentes, tratou de occultar as duas lagrimasque de alegria dos olhos lhe brotaram, dando-lhes ordens para que passassem juntos á Capel-la e render graças ao Altissimo pela nova glo-ria do que havia outorgado ao reinado do sr.d. João.A maior das mencionadas tres cruzes, demil e tantas libras de pezo, foi conduzida emprocissão, e collocada no alto do visinho morro,em memoria deste feliz successo tão gloriosopara o seu inventor, como interessante para oBrasil, por attestar a origem de uma nova in-dustria.Apezar de sua simplicidade, é ainda hojeum dos monumentos do Brasil a que se ligamrecordações preciosissimas.»Na cruz grande, e nas menores, só se lêesta inscripção 1818.Em 1821, Frederico Varnhagen, com todaa família, retirou-se de Ipanema para o Rio deJaneiro; e desta cidade, deixando nella a fami-lia, embarcou para Portugal em fins de maiode-1822.** *O pequeno Francisco, o futuro historiador,contava então apenas seis annos e tres mezes.Tempos depois seguiu para Portugal, fazendoem Lisboa seus estudos preparatorios. Matri-culou-se num collegio militar, alcançou o postode tenente de artilharia, confessando elle pro-prio não sentir vocação para a carreira dasarmas.** *Falleceu em Vienna a 20 de junho de 1878.. Contava 62 annos dos quaes mais de 40consagrados ao estudo da historia patria. OImperador D. Pedro II fizera-o barão, em 14de agosto de 1872, e visconde de Porto Seguro,em-16 de maio de 1874.Varnhagen commovera-se profundamentecom o titulo de baronato e viscondado. De fa-cto, o Imperador fôra de uma gentileza tão fi-dalga quanto propositalmente escolhida. Por-to Seguro fôra o inicio de toda a nossa historia, [p. 15]

Porto Seguro fôra o ponto onde o almirantePedro Alvares Cabral ancorou as suas náus vi-ctoriosas, quando descobriu e se apossou dasterras de Vera Cruz. Porto Seguro era o titulohonorifico do nosso maior historiador.O que importa é que não se percam asobras de Varnhagen, que o seu espirito nãonos abandone, e que nos preste o benefícioinestimavel de nos unir, arregimentar e guiarna obra ingente do engrandecimento da Pa-tria.Amemos o Brasil, como Varnhagen o amou,Trabalhemos por elle, cumpramos o nosso de-ver. Estudemos como elle estudou. E a vi-ctoria será completa, luminosa e para breve,Não são as patrias que fazem os homens. Sãoos homens que fazem as patrias.Existe no Ipanema, no mais patente da-quelles montes de ferro, um monumento ergui-do á memoria de Varnhagen. O monumentoé aberto na propria rocha e descança sobre oferro. E” eterno. E como se não lhe bastassea eternidade da construcção, ali está para o de-fender, zelar e conservar, uma parte do nossoexercito. O monumento de Varnhagen descan-ça portanto no coração da propria Patria. Oseu monumento, como se fosse a propria nacio-nalidade, é defendido pelas armas brasileiras,Ali, naquella caserna, quando se fazem exer-cicios militares e se desfraldam aos ventos do-minantes os nossos estandartes, a alma de Var-nhagen rebrilha na limpidez offuscante das ar-mas que nos defendem e se agita nas côresque exprimem a nossa riqueza e a nossa espe-rança. Monumento singelo, tosco mesmo, po-rém, bello e importante.

Os seus dizeres, tão poucos e tão felizes,fallam ao presente e ao futuro: ensinam e acon-selham. Para o lado em que o sol se ergue,assim diz a inscripção: "A? memoria de Varnha-gen Visconde de Porto Seguro nascido na terrafecunda descoberta por Colombo. Iniciado porseu pae nas cousas grandes e uteis. .Estreme-ceu sua Patria e escreveu-lhe a historia. Suaalma immortal reune aqui todas as suas re-cordações".

Do lado em que a luz se extingue, a ins-cripção é esta: "Nasceu nesta fabrica a 17 defevereiro de 1816. Falleceu a 29 de junho de1878, em Vienna d´ Austria, onde repousam seusrestos mortaes".

Ha um altar em Ipanema. Ali, podemostodos sentir o espirito de Varnhagen, que noschama ás lutas em pról da Patria. Ali podemostodos aprender no exemplo do historiador oamor ao estudo, ao trabalho e á nacionalidade.Ali, podemos todos jurar, por nós e por nossosfilhos, que a nossa bandeira hade alcançar osaltos destinos, que lhe estão reservados; quea luz de nossas estrellas nos ha de guiar na con-quista de todos os bens terrenos; e que o se-ductor ruido das nossas cachoeiras, escondidasno mysterio verde das nossas florestas, ha denos dar a riqueza e a opulencia, quando, trans-formadas em hulha branca, movimentarem osmachinismos das fabricas e das usinas.Varnhagen está comnosco. Sua alma pairasobre nós, e descança no luminoso Cruzeirodo Sul.*Para escrever tanto e tão eruditamente,como o fez Varnhagen, é preciso ter madrugadona empreza, como bem diz um dos seus criticos,A lista dos seus trabalhos é enorme.Em 1839, Varnhagen publicou o «Diarioda Navegação da Armada, que foi á Terra doBrasil, em 1530». Foi o inicio da sua gloriosacarreira de historiador, sem egual, até agora,Varnhagen não se limitou a estudar, com-mentar, ampliar ou refundir os escriptos jáexistentes. Elle vai aos archivos, descobre pa-peis ineditos, confronta-os, critica-os, divulga-os e abre sobre a historia do Brasil novas luzes,que illuminam novos caminhos.Joaquim Manoel de Macedo, orador doInstituto Historico e Geographico Brasileiro,quando, na sessão de 15 de dezembro de 1878,fez o elogio dos socios fallecidos, referiu-se aVarnhagen em termos alevantados, e terminoua sua brilhante e substanciosa oração, com es-tas palavras: — «Varnhagen assumiu o elevadográo de primeiro historiador do Brasil até osnossos tempos, e basta isso para a glorificaçãodo seu nome e para a perpetuidade honorificade sua memoria.Rocha Pitta foi o precursor de Varnhagenna historia do Brasil; foi o patriarcha iniciador;mas, Varnhagen foi o escrupuloso illuminadorda historia do Brasil. Foi homem monumentopor seus trabalhos historicos, e, morrendo, dei-xou memoria monumental, que obriga a maismerecida gratidão da patria.»Varnhagen reconstituiu a historia de nossapatria. Varnhagen conquistou, para si e seunome, a immortalidade a que têm direito osgrandes homens. A sua preocupação foi a his-toria da America para proveito da historia doBrasil.Varnhagen nasceu em Ipanema. Não obs-tante requereu carta de naturalisação. Quizcom vontade propria adoptar a nacionalidadeque lhe podiam contestar pelo vício de origempaterna. Sacudindo da sua alma e do seu co-ração todos os preconceitos de raça e origem,elle quiz firmar, de uma vez por todas, e parasempre, a certeza da sua nacionalidade e o or-gulho de ser brasileiro. Não se contentava emse dizer brasileiro. Sublinhava o facto aindacom a restricção — natural de Sorocaba.Foi assim que se apresentou na primeiraedição da sua «Historia Geral» E como oseu nome se tornou um sol, a sua luz veio ba-



Sorocaba/SP
Automóveis
Balthazar Fernandes
1577-1670
Catedral / Igreja Matriz
Geografia e Mapas
Bairro Itavuvu
Pedro de Sousa Pereira
1643-1687
Lagoa Dourada
Bartolomeu de Contreras y Torales
n.1610
Capão Bonito/SP
Habitantes
Angatuba/SP
António Manuel de Melo e Castro de Mendonça
1761-1812
Cachoeiras
Companhia Nacional de Estamparia
Afonso Sardinha, o Velho
1531-1616
Francisco Adolfo de Varnhagen
1816-1878
Itapeva (Serra de São Francisco)
João Manso Pereira
1750-1820
Lageado
Praça Fernando Prestes
Rio Cubatão
Rio Sarapuy
Rio Sorocaba
Rua São Bento
Eugênio Egas



Praça Fernando Prestes*
Data: 01/01/1923
Créditos/Fonte: Terezinha da Paulina
Rua São Bento. Igreja Matriz. Foto colorida digitalmente (ppl) (va-1900) (pfp) (pfpc)


ID: 9560


Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, vol. XLIV, 2° parte
Data: 01/01/1949
Página 17


ID: 13377


Bandeiras e Bandeirantes de São Paulo
Data: 01/01/1940
Créditos/Fonte: Carvalho Franco
Página 35


ID: 11349


Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, vol. XLIV, 2° parte
Data: 01/01/1949
Página 24


ID: 13378


Quadro histórico da província de S. Paulo até o anno de 1822
Data: 01/01/1897
Créditos/Fonte: José Joaquim Machado d´Oliveira 1790-1867
Página 210


ID: 12180


\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\imgsc\9622titulo.txt
Data: 01/01/1915
Créditos/Fonte: Crédito/Fonte: Terezinha da Paulina
01/01/1915


ID: 9622


Planta da região comprehendida pelas folhas topographicas
Data: 01/01/1927
Créditos/Fonte: *Exploração da reigão compreendida pelas folhas topográficas - Sorocaba, Itapetininga, Bury, Faxina, Itaporanga, Sete Barras, Capão Bonito, Ribeirão Branco e Itararé - Commissão Geographica e Geológica do Estado de S. Paulo


ID: 13094


Chácara/Fábrica Santa Maria*
Data: 01/01/1917
Créditos/Fonte: Museu Histórico Sorocabano
Atual esquina da Rua Newton Prado c/ a Rua Santa Maria. Á esquerda a residência do administrador Sr. Police. Vila Hortência (fábrica)


ID: 2887


Memória Histórica de Sorocaba VI
Data: 01/01/1969
Créditos/Fonte: Aluísio de Almeida
Página 313


ID: 11304


Cachoeira São Francisco
Data: 01/01/1927
Créditos/Fonte: Exploração da reigão compreendida pelas folhas topográficas - Sorocaba, Itapetininga, Bury, Faxina, Itaporanga, Sete Barras, Capão Bonito, Ribeirão Branco e Itararé - Commissão Geographica e Geológica do Estado de S. Paulo
Página 8


ID: 4880


\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\imgsc\7784titulo.txt
Data: 01/01/1938
01/01/1938


ID: 7784



EMERSON


01/01/1927
ANO:92
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]