 | | | João Batista de Castro Junior |
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“Hospícios da Terra Santa no Brasil”, de Clarisse Martins VillelaRetomando-se a definição dada por Bergier, hospícios adquirem, na Terra Santa, o sentido de conventos da ordem seráfica. Essa caracterização trazida pelo abade diz respeito à pertença dos frades franciscanos, que remonta ao século XIII.
Entre 1219 e 1220, São Francisco teria encontrado o sultão egípcio Melek AlKamel e dele obtido um salvo-conduto para movimentar-se com seus frades em todos os territórios de seu domínio, o que incluía a Terra Santa.
As expedições militares foram substituídas por esses religiosos pacíficos, desarmados, e, já no segundo quartel do século XIV, a presença constante do apostolado franciscano havia garantido aos frades menores o cuidado de quatro lugares sagrados: o Santo Sepulcro, o Cenáculo, o Vale de Josafat e a gruta do nascimento, em Belém.
Aos poucos, outros lugares associados à vida de Cristo, de Maria, dos apóstolos e de João Batista foram confiados aos franciscanos e, em suas mãos, se mantêm até os dias atuais (Teixeira-OFM). A fim de manter sua missão na Terra Santa, os frades menores (franciscanos) lograram o estabelecimento de instituições religiosas no Oriente Médio desde os primeiros anos de tutela.
A proliferação de casas franciscanas significava um maior número de fiéis naqueles territórios e melhores condições para a peregrinação de fiéis católicos (Santo Antônio, 1741, p. 197) [Figura 4 – p. 39]. O conjunto de casas constituído por hospícios, conventos e oratórios formavam a Província da Terra Santa17, tida como a mais importante da Ordem (OFM, s.d.a.)