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Falecimento de Anna da Costa

mencio ()

    27 de fevereiro de 1653, quinta-feira
    Atualizado em 24/10/2025 04:30:37
  
Fontes (0)


FEV.
27
HOJE NA;HISTóRIA
41

PROJETO COMPARTILHARCoordenação: Bartyra Sette e Regina Moraes Junqueirawww.projetocompartilhar.org S.L. 7º, 247 Cap. 3º; Capitão Domingos Fernandes, natural de S. Paulo, foi casado com Anna da Costa f.ª de Belchior da Costa, natural de Portugal, falecido em 1625 com testamento em Parnaíba e de sua 1.ª mulher Izabel Rodrigues, n. p. de Manoel da Costa e de Beatriz Diniz; n. m. de Bartholomeu Fernandes e de Anna Rodrigues; faleceu o Capitão Domingos Fernandes em 1652 com testamento em Parnaíba e teve: (C. O. de S. Paulo).1-1 Anastacio da Costa1-2 Thomé Fernandes da Costa1-3 Felippe Fernandes Cabral1-4 Izabel da Costa1-5 Anna da Costa1-6 Agostinha Rodrigues Subsídios à Genealogia Paulistana (Regina Junqueira) Ana da Costa, falecida em 1650, casada com o Capitão Domingos Fernandes inventariado em 1653 (SAESP vol. 27º, neste site). Notar:1-1 Anastácio da Costa falecido em 1650 e não em 1640 como está na GP (SAESP 13º, neste site). 1-2 Tomé Fernandes da Costa, falecido em 1648 (SAESP vol. 38º, neste site), deixando a viúva Ascença da Pinha. Silva Leme diz que deixou 3 filhos, e relaciona 4. A 4ª, Maria Fernandes, é filha natural, havida de uma serva, criada pela avó, conforme se vê no inventário abaixo. Casou com Francisco Vaz Coelho ( geração em SL 4º, 427, 2-11) 1-5 Ana da Costa, casada primeiro com Pascoal Delgado, falecido em 1650, (inventário neste volume), em 1653 estava casada em segundas com Antonio Rodrigues. ANA DA COSTAInventário e Testamento Vol 40, fls. 33 a 46Testamento: 1649Inventário:27-2-1653Juiz dos Resíduos: Domingos Gomes AlbernasEscrivão do Eclesiástico e Resíduos: M.el da Camara de BethencorAvaliadores: Manoel da Cunha e Domingos Machado.Local: Vila de Santa Ana da ParnaíbaDeclarante: herdeiros filhos da defunta. Testamento apresentado neste Juízo por parte dos herdeiros filhos da defunta que Deus tem Anna da Costa. TESTAMENTO Em nome da Santíssima Trindade (...)Saibam quantos este instrumento (...) aos 21-12-1649, eu Anna da Costa, faço este meu testamento.Encomenda a alma.Peço a meu marido e filho Felipe Frz. queiram ser meus testamenteiros.Declaro que temos filhos e filhas todos herdeiros de nossa Fazenda.Pedidos de missas, legados pios.---- neta minha, e filha de meu filho Anastazio da Costa, uma moça guayana por --- e assim mando mais que deixava uma moça guaiana a menina sua neta ----- Frz. e a meu filho Felipe Frz. uma negra por nome Faustina para servir suas filhas e assim disse mais que deixava uma saia e saio com que ia a igreja a sobrinha Clara filha de Manoel da Costa seu irmão.(...) havendo da terça algo sobejo deixo a minha neta Maria filha de Domingos Dias Dinis contanto que não dem molestia a seu avó.Temos uma menina em casa neta nossa que criamos por nome Maria, filha de nosso filho Tomé Frz. defunto peço e mando fique sua mãe com a dita menina isenta de servidão.Pediu seu corpo fosse sepultado na matriz desta vila junto ao dito seu filho Tomé Frz.E a mim Balthazar Frz. pedia lhe fizesse este testamento para ser aprovado pelo escrivão desta vila e ouve eu Balthezar Frz; o fiz assim como ela testadora mandou fazer e verdadeiramente eu assinei Balthezar Frz. - duas botijas de azeite a esta matriz, p.ª hoje.Aprovação: 1650 em Santa Anna da Parnaiba, em pousadas de Domingos Nunes da Silva, Anna da Costa, perante as testemunhas abaixo, entregou seu testamento para que lho aprovasse e eu Salvador Soares tabelião do publico Judicial e Notas o escrevi e aprovei. (aa) - Cristovão Ferrão - Baltesar Carrasco dos Reis - João Roiz -- - Gaspar Favacho - Salvador --------Contem. Santa Anna da Parnaíva 9-7-65 anos. Alvr.º Neto Bicudo.Cumpra-se como nele se contem. Santa Anna da Parnaíba 10-7-1650 anos. João Mendes Gr.do. fls. 37 - auto de inventário que se fez por morte e falecimento de Anna da Costa o qual mandou fazer o juiz ordinário e dos órfãos João Mendes Giraldo.Santa Anna da Parnaíba , 27-8-1650.Escrivão dos órfãos: Vicente Roiz BicudoDeclarante: Capitão Domingos Frz, o viúvoAvaliadores: Pero de Souza e Manoel Pais Fr.ª Herdeiros nesta fazenda:- o viúvo o Capitão Domingos Frz.- os filhos de Anastacio da Costa- os filhos de Tomé Frz. da Costa.- os filhos de Fellipe Frz. Cabral. Avaliações, dividas que deve esta fazenda a partes. Monte mor líquido 18$020 para partir com o viúvo e os herdeiros e se tirar a terça.- coube ao viúvo 9$010 réis- coube a terça 3$003 réis.- parte dos órfãos de Anastacio da Costa 2$002 réis- parte dos órfãos de Tomé Frz. da Costa 2$002 réis- parte dos órfãos de Felipe Frz. Cabral 2$002 réis. fls 43 - aos 26-1-1651 neste sitio e fazenda que foi de defunto D.os Frz. perante o juiz Antonio Bicudo de Brito fazendo inventário da fazenda que ficou do dito defunto D.os Frz. apareceu perante ele Ant.º Roiz dalmeda que esta casado com uma neta do dito defunto e por ele foi dito que por morte da avó Anna da Costa deixara declarado em seu solene testamento que da sua terça se desse a dita sua neta com que ele ora estava casado e por quanto ao tempo que se fez o inventário da dita defunta se não tirara a dita terça requeria tirar a dita terça. (...) partilhas dos órfãos.Depois de tirada a terça que se entregou a Ant.º Roiz dalmeda mandou o juiz se entregar as que couberam aos herdeiros, a suas mães por serem curadores de seus filhos por serem viúvas a saber: Asensa de Pynha/ Zabel Mendes / Catirina Diniz e por elas se acharem presentes assim deram por entregues. Recibos: - digo eu Clara Diniz que é verdade que me -- uma rapariga por nome Ventura que me deixou minha vó Anna da Costa . 20-6-1653



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EMERSON


27/02/1653
ANO:51
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]