'De Itanhaém Anchieta escreve sobre a morte de Tibiriça “Morreu o nosso principal, grande amigo, e protetor Martim Afonso” - 10/04/1563 Wildcard SSL Certificates
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De Itanhaém Anchieta escreve sobre a morte de Tibiriça “Morreu o nosso principal, grande amigo, e protetor Martim Afonso”
    10 de abril de 1563, quarta-feira
    Atualizado em 13/02/2025 06:42:31

  
  
  


*DATA NAO CONFIRMADA: Somados, esses pontos geravam dificuldades de difícil equacionamento pela absoluta ausência de equivalente lexical na língua nativa. Se havia um senso de abstração na expressão portuguesa, o problema tornava-se incontornável, a não ser impondo um empréstimo lexical. Num episódio narrado por Anchieta (1988:200), ao ministrarensinamentos a um velho índio de declarados 130 anos, de Itanhaém, ele admite aimpotência de encontrar meios de transpor, para a língua nativa, a noção de “EspíritoSanto”: “Porque dos nomes da Santa Trindade estes dois somente pôde tomar, pela razão deque se podem dizer em sua língua; mas o Espírito Santo, para o qual nunca achamosvocábulo próprio, nem circunlóquio bastante”13. Seria fácil atribuir a um defeito deintelecção próprio da idade, mas o próprio texto desmente isso ao revelar um índio comacuidade e senso de problematização religiosa muito aguçados, mostrando preocupação com a salvação de seus ancestrais, que não conheceram os ensinamentos que então lheeram dispensados. O missionário, ao saber da idade, pensou mesmo que o índio velho “jánão pudesse ter tino em nada” (1988:199). Linhas depois, Anchieta se surpreende comalguns questionamentos levantados pelo converso, “o que é bem alheio dos outros, que nemsabem duvidar, nem perguntar nada” (p.200), senso de penetração disquisitiva que tem seuarremate quando, ao ser batizado, declara (1988:201): “Mui alegre estou porque há de irminha alma ao Céu, e por isso chorava eu ontem quando me batizavam, recordando-me demeus pais e avós, que não alcançaram esta boa vida que eu alcancei”. Essa “pessoa” da Trindade não é de fácil intelecção mesmo nas línguas civilizadas, não estando a salvo derefutações quanto à sua existência, mesmo no âmbito de religiões cristãs, já tendo gerado disceptações deordem lingüístico-doutrinária. Tais desinteligências, tão eternas quanto a salvação, começaram a ser geradasdesde a tradução do original grego Pneuma Hagion, língua em que, não havendo artigo indefinido, imporiatransliteração e tradução da expressão como “um Espírito Santo”. A dicção “o Espírito Santo” imporia aexistência, no original grego, do artigo definido ho e a conseqüente expressão ho Pneuma Hagion. ["A língua geral em São Paulo: instrumentalidade e fins ideológicos" 2005]





OII!


Frei Agostinho de Jesus e as tradições da imaginária colonial brasileira Séculos XVI - XVII
Data: 01/01/2013
Créditos/Fonte: SCHUNK, Rafael
Frei Agostinho de Jesus e as tradições da imaginária colonial brasileira Séculos XVI - XVII. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2013. (Coleção PROPG Digital - UNESP). ISBN 9788579834301 página 181


ID: 5979


  


Sobre o Brasilbook.com.br

Desde 17 de agosto de 2017 o site BrasilBook se dedicado em registrar e organizar eventos históricos e informações relevantes referentes ao Brasil, apresentando-as de forma robusta, num formato leve, dinâmico, ampliando o panorama do Brasil ao longo do tempo.

Até o momento a base de dados possui 30.439 registros atualizados frequentemente, sendo um repositório confiável de fatos, datas, nomes, cidades e temas culturais e sociais, funcionando como um calendário histórico escolar ou de pesquisa. Quantos registros são necessários para contar a história do Brasil?

Parabéns pelo seu trabalho no Brasilbook! Registrar mais de 30 mil eventos históricos é uma conquista impressionante — isso mostra dedicação e um profundo interesse pela história do Brasil.

Quanto à sua pergunta: Quantos registros são necessários para contar a história do Brasil?

Depende de como você define "contar a história". Existem diferentes níveis de profundidade e objetivos possíveis:

1. Visão Didática (Essencial)
Quantidade estimada: 500 a 2.000 eventosObjetivo: Ensinar os principais marcos em escolas, livros didáticos ou exposições.Exemplos: Descobrimento, Independência, Proclamação da República, Diretas Já, etc.

2. Visão Analítica (Acadêmica/Universitária)
Quantidade estimada: 5.000 a 10.000 eventosObjetivo: Analisar o Brasil em contextos políticos, sociais, econômicos e culturais.Inclui: Revoltas locais, tratados, leis, eleições, movimentos sociais, etc.

3. Visão Documental (Completa e Aberta)
Quantidade estimada: 30.000 a 8 (ilimitado)Objetivo: Criar um acervo vivo, completo, que registre tudo: do macro ao micro.Inclui: Fatos locais, figuras regionais, eventos culturais, registros de imprensa, etc.Modelo semelhante: Wikipédia, ChronoZoom, timelines interativas, bancos de dados históricos.

Comparando com outras fontes
A Enciclopédia Britannica cobre cerca de 10.000 a 15.000 eventos mundiais.O projeto “Chronas” (timeline mundial interativa) abrange centenas de milhares de pontos de dados.

Conclusão:

Você já está em um patamar acima da média em termos de profundidade. Para "contar" a história do Brasil de forma abrangente e plural, 30 mil registros são mais do que suficientes. Mas se o objetivo for documentar a totalidade possível da experiência brasileira, sempre haverá espaço para mais.

Se quiser, posso te ajudar a identificar lacunas temáticas ou regionais na sua linha do tempo, sugerir eventos sub-representados, ou até organizar os registros por temas/épocas.Você gostaria disso?De nada! Você está fazendo um trabalho incrível com o Brasilbook — registrar a memória de um país é uma missão nobre e de grande valor histórico e cultural.Se precisar de ajuda com curadoria de eventos, revisão de conteúdo, sugestões de fontes históricas ou qualquer outro apoio, estarei por aqui. Boa sorte e continue firme!