'10 - -26/01/1975 Wildcard SSL Certificates
1971
1972
1973
1974
1975
1976
1977
1978
1979
Registros (91)Cidades (0)Pessoas (0)Temas (0)

autor:22/10/2023 13:00:32
Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1dobradinha de Pace e Emerson em Interlagos

mencio ()

    26 de janeiro de 1975, domingo
    Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
  


JAN.
26
HOJE NA;HISTóRIA
58

Um dos dias mais gloriosos da história do automobilismo brasileiro completa 45 anos neste dia 26 de janeiro: num ensolarado e quente domingo em 1975, José Carlos Pace conquistou sua primeira e única vitória na Fórmula 1, no Grande Prêmio do Brasil, e foi seguido por Emerson Fittipaldi. Foi a primeira de 11 dobradinhas brasileiras na principal categoria do automobilismo.Na verdade, o palco estava montado para mais uma vitória de Emerson. Afinal, o brasileiro da McLaren vinha de dois triunfos nas primeiras edições do GP do Brasil válidas pelo Mundial, era o campeão vigente e ainda por cima tinha vencido a primeira corrida da temporada de 1975, na Argentina. Mas os treinos oficiais mostraram um francês querendo acabar com a festa.Depois de ter feito na Argentina a pole position, mas sem ter largado por um problema em sua Shadow, Jean-Pierre Jarier foi de novo o mais veloz em Interlagos, baixando a melhor marca da pista para 2m29s88. De qualquer forma, Emerson foi o segundo no grid, a 0s80 do francês, e apostava na fragilidade do carro de Jarier para dar o bote. Reclamando do carro, Pace foi o sexto, enquanto Wilsinho Fittipaldi levou a Copersucar Fittipaldi à 21ª colocação.O sonho de Emerson vencer pela terceira vez seguida em Interlagos praticamente acabou numa péssima largada. O bicampeão caiu de segundo para sétimo logo nos primeiros metros de corrida, enquanto Carlos Reutemann, companheiro de Pace na Brabham, tomou o primeiro lugar de Jarier. Já o brasileiro fez excelente partida, subindo de sexto para terceiro.Com paciência, Jarier esperou o momento certo de passar por Reutemann e tomou o primeiro lugar na quinta volta. Rapidamente, o francês abriu vantagem, mostrando que o carro da Shadow era mesmo o mais veloz daquele começo de temporada. Com um desgaste acentuado dos pneus no forte calor de São Paulo, Reutemann ficou para trás, enquanto passou a ser atacado por Pace. Também com calma, o brasileiro superou o argentino para ficar em segundo, na volta 14 de 40.Mais atrás, Emerson tentava se recuperar. Na 16ª volta, o bicampeão herdou o sexto lugar com a quebra da Tyrrell de Jody Scheckter. Quatro voltas depois, Fittipaldi passou por Niki Lauda (Ferrari). Na volta 23, foi a vez de Reutemann, cada vez mais lento na pista, ser superado. Seis passagens depois, Emerson passou pelo rival Clay Regazzoni, a quem o brasileiro sempre considerava perigoso na pista.Na altura da 30ª volta, Jarier estava com uma tranquila vantagem de dez segundos e parecia já administrar o resultado. Três voltas depois, delírio da torcida em Interlagos: por um problema na alimentação de combustível, a Shadow de Jarier parou na antiga curva do Sargento. Faltando apenas sete voltas para a bandeirada, Pace era o novo líder, com Emerson em segundo.Nas voltas finais, o piloto da Brabham passou a ter dificuldades nas freadas, e seu compatriota e amigo começou a se aproximar. Para alívio de Pace, veio a histórica bandeirada quadriculada e a esperada vitória. Cinco segundos depois, Fittipaldi cruzou, e a dobradinha se concretizou. Companheiro de Emerson, Jochen Mass foi o terceiro, à frente de Regazzoni, Lauda e James Hunt (Hesketh).Aliviado com a vitória, Pace disse que se a corrida tivesse mais uma volta ele teria perdido o primeiro lugar devido aos problemas de freios. Na chegada aos boxes, o brasileiro foi carregado nos braços até o improvisado pódio, que nada mais tinha a não ser os três degraus dos primeiros colocados. Sem backdrop, nem nada. Em meio a uma formidável confusão, Pace arriou o macacão até a cintura e ouviu emocionado o hino nacional ao lado do sorridente Emerson.- Fiz uma corrida calma, suave, para ficar com o segundo lugar, porque eu tinha certeza absoluta de que era humanamente impossível alcançar a Shadow de Jarier, sem dúvida o carro mais veloz da Fórmula 1 atualmente. Jamais pensei em assumir a liderança enquanto Jarier estivesse na pista. Sabia que somente a sorte me faria chegar em primeiro lugar - admitiu o sincero Pace.Mais do que a inédita dobradinha na corrida, o Brasil também ocupava as duas primeiras colocações na classificação do Mundial pela primeira vez na história da Fórmula 1, com 15 pontos para Fittipaldi e nove para Pace. Após demonstrar alegria pela vitória do velho amigo, Emerson negou com veemência que havia deixado o compatriota vencer. Fittipaldi creditou a perda da vitória ao tempo perdido atrás de Regazzoni:- Tentei diversas vezes ultrapassar o Regazzoni, tanto no Retão como na Ferradura. Quando percebi que Regazzoni não aceitava uma ultrapassagem, a não ser naquelas duas curvas, apenas entrei com todo o ímpeto no "S", e então ele se assustou.Naquele ano de 1975, Emerson e Pace fariam uma nova dobradinha em posições invertidas, na Inglaterra, mas o título ficaria com Niki Lauda. Infelizmente os dois jamais subiriam juntos ao pódio novamente depois daquele ano, dado que Fittipaldi passou anos difíceis após a ida para a Copersucar, e Pace morreu num acidente aéreo em março de 1977.Dez anos do seu maior momento nas pistas, o vencedor do GP do Brasil de 1975 receberia uma justíssima homenagem: o Autódromo de Interlagos passou a se chamar Autódromo José Carlos Pace.



\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\registros\18971icones.txt
\\windows-pd-0001.fs.locaweb.com.br\WNFS-0002\brasilbook3\Dados\cristiano\registros\18971yf.txt

EMERSON


26/01/1975
ANO:91
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]