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autor:29/12/2023 04:03:22
Marca Kolynos fica fora do mercado

mencio ()

    6 de dezembro de 1996, sexta-feira
    Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
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Em dezembro de 1996 ficou decidido que a Colgate-Palmolive teria que suspender o uso da marca Kolynos para cremes dentais durante os próximos quatro anos.

A decisão veio depois de muita discussão sobre a compra da Kolynos pela Colgate, levantada pela Procter & Gamble.

A Procter disputou com a Colgate a compra da Kolynos em uma licitação privada internacional, mas foi preterida diante da oferta de cerca de US$ 1,2 bilhão feita pela Colgate.

Diante disso, a empresa pediu ao Cade que analisasse a validade da negociação, já que a união das duas companhias daria à Colgate-Kolynos uma participação de mercado superior a 70%.

Segundo alegação da Procter & Gamble, essa situação de concentração de mercado inviabilizaria qualquer estratégia utilizada pela concorrência.

Isso criaria espaço, segundo o Cade, para que outras marcas possam ganhar mais participação dentro do mercado de higiene bucal brasileiro.

A vitória no caso foi inédita para a Procter & Gamble, empresa que distribui produtos para mais de 140 países e tinha faturamento anual superior a US$ 35 bilhões.

A estratégia da Procter & Gamble para o mercado de cremes dentais para este ano é ainda um mistério. A empresa admite, porém, que está reestruturando seus planos baseada na decisão do Cade.

Mas os projetos de um novo creme dental só devem ser divulgados a partir do final do próximo mês, depois que o Cade avaliar o projeto de estratégia de mercado apresentado pela Colgate.

A Procter & Gamble atuava no Brasil há cerca de oito anos e ainda não dispõe de nenhuma marca de creme dental fabricada no país.

Um pouco da história

O creme dental Kolynos foi criado nos EUA em 1908.

Em 1917, muitos acontecimentos ocorreram, tais como: entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), Revolução Russa (que tempos depois daria lugar a União Soviética), dentre outros, é nesse ano também, que a Kolynos chega ao país.

Inicialmente como produto importado do EUA. Tamanho foi o sucesso das vendas, que foi preciso criar uma fábrica para dar conta da alta demanda desse produto.

Talvez em toda história do Brasil nenhuma marca foi tão identificada com o país quanto a Kolynos. A começar pelo verde e amarelo, cores mais significativas da bandeira nacional.

Há quem diga que foi a Kolynos a responsável pela mudança na cor da camisa da Seleção Brasileira. Pois até a Copa de 1950 o Brasil jogava de branco, e,após derrota para o Uruguai no Maracanã, essa camisa foi aposentada de vez.

E, com isso, novas cores foram utilizadas e a Kolynos teria sido a inspiração. Sem fontes confiáveis, talvez seja boato.

Sempre inovando em suas propagandas, a marca era top de venda no país, deixando para trás, grandes concorrentes como Colgate e P&G (Procter e Gamble).

Quem não lembra dos comerciais sempre mostrando pessoas praticando esportes e no final aquela clássica frase no final de cada propaganda: "Kolynosssssss...Ahhhhhh"?

Além das cores chamativas, um fato chamava atenção da Kolynos: era um creme dental que vinha numa embalagem metálica, assim como muitas pomadas são hoje em dia.

Sinceramente não me recordo se os cremes dentais da época seguiam esse mesmo padrão. Mas, esse fato, é o que mais me recordo.

Aí veio a década de 90, muita coisa aconteceu aqui (no Brasil) e no mundo. A economia mundial estava passando por mudanças, até porque a URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) chegava ao fim juntamente com todos os países que outrora eram socialistas.

O capitalismo havia vencido a Guerra Fria. E, com isso, cada vez mais as multinacionais, principalmente, estadunidenses aumentavam drasticamente seus lucros.

No Brasil, o fato econômico mais marcante, foi sem sobra de dúvidas, a criação do Plano Real.

Não fosse a constante insistência do Economista Gustavo Franco para com o FHC (que era Ministro das Relações Exteriores, depois passou pra Ministro da Fazenda [de Itamar Franco] e depois Presidente do Brasil), certamente ainda estaríamos vivendo dias sombrios de alta inflação.

Ainda nos anos 1990, a Kolynos foi adquirida pela Colgate-Palmolive, que tinha planos ambiciosos para o Brasil.

Só para se ter uma ideia dos fatos, nessa época, a Kolynos detinha 52% do mercado de higiene bucal e beleza.

A Colgate possuía míseros 27%. Com essa aquisição a Colgate agora teria 79% do mercado. Teria...não fosse a P&G e as demais concorrentes, que protestaram junto ao CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Órgão responsável por manter a competitividade da economia no Brasil, impedindo monopólio).

O CADE acabou aceitando a "denúncia" e proibiu assim em 1997 que o nome Kolynos fosse utilizado. Somente em 2001 a Colgate-Palmolive poderia voltar a utilizar o nome Kolynos.

Ao invés disso, resolveram ainda em 1997 criar a Sorriso (que existe até os dias atuais), que se assemelhava em muito na embalagem antiga, o que também foi proibido pelo CADE.

Logo, substituíram pela embalagem atual: azul e branco (tudo bem ainda tem as cores da bandeira nacional, mas as cores coadjuvantes).

Numa pesquisa realizada em 2008, onde perguntavam sobre marcas de cremes dentais que mais marcaram a sua vida, a Kolynos ficou em 2o lugar, atrás apenas da sua atual dona Colgate. Isso mostra que o povo ainda têm um carinho especial por essa marca, mesmo que 11 anos tenham passado.

Já que estamos num momento onde a moda "retrô" cada vez mais ganha espaço, acho que seria muito válido a Colgate-Palmolive cogitar a possibilidade voltar com a nossa querida Kolynos.



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EMERSON


06/12/1996
ANO:89
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]