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autor:22/10/2023 12:56:45
Geada negra: a queda do café e a chegada dos paranaenses a Sorocaba

mencio ()

    18 de julho de 1975, sexta-feira
    Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
  


JUL.
18
HOJE NA;HISTóRIA
84

Há45 anos, para ser mais exato no dia 18 de julho de 1975, foi registrada a geada negra que dizimou as plantações de café em várias cidades do norte do Paraná. Se você é de Sorocaba, provavelmente tem origem paranaense ou conhece alguém que tenha vindo dessa região. Fato é que o momento de avanço industrial que Sorocaba vivia na década de 70 tornou a cidade um refúgio para os paranaenses que viram a monocultura cafeeira se perder com a camada congelante que tomou conta das fazendas.Não são poucas as histórias contadas por imigrantes “pé vermelho” — como são chamadas as pessoas que nasceram nessa região do Paraná. “Tentar a sorte” em outro local foi a única saída, principalmente no ano seguinte, já que no dia da geada de 75 a colheita de café já tinha sido feita e as sacas, em sua maioria, já estavam vendidas. “O estrago mesmo veio em 1976, porque os pés de café não produziram nada e o solo estava ruim”, conta Benedito Valter de Carvalho, 64, que nasceu em Alvorada do Sul e no época da geada trabalhava em uma grande fazenda de café em Apucarana.O agrônomo Luis Monossora Takada, hoje com 69 anos, era recém-formado no dia do registro da geada negra. Ele atuava como pesquisador de café em várias instituições agrícolas na região norte do Paraná. “Eu prestava serviço em alguns sindicatos e associações e lembro que aquele dia foi tão triste, vi gente chorando, lamentando, temendo pelo futuro diante de tantas perdas”, relata. Atualmente o pesquisador, já aposentado, vive em Londrina.Takada relembra que em 18 de julho de 1975, logo cedo, ao saber das notícias da geada, pegou o carro do pai e foi em algumas propriedades que cultivavam exclusivamente café e muitos agricultores perguntavam se havia uma solução. “Recomendei que quem ainda não tivesse vendido as sacas, vendesse no pé mesmo, para não perder ainda mais. O ano seguinte seria um desafio e seria preciso pensar em outras culturas”, explicou. O agrônomo conta que o café é uma das plantas mais sensíveis ao fenômeno que provoca uma camada fina de gelo e o resfriamento rompe o tecido celular podendo danificá-la em algumas partes ou totalmente.As manchetes dos jornais no dia seguintes noticiavam que não havia restado um pé de café sequer e os termômetros chegaram a marcar -3,5 Cº. Fotos dos cafezais cobertos de gelo e de agricultores lamentando estamparam as capas dos jornais e tomaram os noticiários. Entre os que amargaram as perdas, estava também o então governador paranaense, Jaime Canet, que foi fotografado ao lado do cafezal queimado. Com o fim da era cafeeira, a soja passou a ganhar espaço, mas ainda assim a população rural teve, ao longo dos anos, uma redução de 60%, segundo dados do Governo do Estado do Paraná.Mudança na históriaEm 1976 começou um movimento migratório grandioso, o que fez, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), que o Estado do Paraná perdesse 13% de sua população. Além de São Paulo, Mato Grosso e Rondônia estão entre os destinos mais comuns no êxodo de aproximadamente 2,6 milhões de pessoas entre as décadas de 70 e 80.Enquanto a região norte do Paraná amargava anos difíceis diante da queda da monocultura cafeeira, Sorocaba se destacava com a formação de sua zona industrial, tornando-se sede de várias multinacionais. A metalurgia era o setor forte no município, que já não era mais a Manchester Paulista.Depois que a irmã casou e veio para Sorocaba relatando uma vida mais próspera, Benedito, recém casado com Irene Pessoa de Carvalho, 63, deixou Apucarana e toda a família para trás, embarcando em um trem e trazendo somente uma mala e a vontade de formar uma família. “Lá a gente não tinha perspectiva de uma vida mais confortável e nem tínhamos nada a perder. Moramos alguns meses com a minha irmã e meu cunhado, arrumei trabalho em serviços gerais em uma indústria e então fomos morar em uma casinha de aluguel”, relembra.Com o passar dos anos encontrou uma nova profissão, a de soldador, e ao longo de 13 anos poupou dinheiro para construir uma casa própria, feita aos finais de semana, na folga do trabalho. “Aqui na zona norte a gente acaba encontrando muita gente de origem parecida e por coincidência no bairro tem um time de futebol batizado Esporte Clube Paranazinho”, conta o já aposentado, que reside no Jardim Maria Antonia Prado.A trajetória de Benedito é parecida com a de milhares de paranaenses que aqui fincaram raízes. Todas as férias em família possíveis, o destino é o mesmo: Apucarana e Alvorada do Sul. Benedito é meu pai e sempre se orgulhou de sua origem, mas pouco falava sobre o que, de fato, o trouxe até Sorocaba. Somente as pesquisas para elaboração desta reportagem e uma oportuna falta de energia elétrica em toda a zona norte da cidade propiciaram o relato sobre o dia da “inesquecível geada negra”.Para Irene a maior lembrança era o frio que fazia no dia 18 de julho de 1975. Ela dividia a casa com outros cinco irmãos e os pais, ambos agricultores. Outras três irmãs moravam nos empregos, longe do campo. “A gente quase não tinha roupa de frio, então o meu pai fez uma fogueira na sala, já que nem tinha como sair para trabalhar”, recorda ela, que depois de dois anos casou-se com Benedito.História semelhante é a de Neuza Alcântara da Cunha Pereira, 57. Ela, porém, é a única paranaense da família, entre 12 irmãos. “Todos são mineiros e meus pais foram para o Paraná para trabalhar e uma fazenda e eu, que sou a mais nova, nasci lá”, conta. Ela nasceu em Califórnia, mas ainda criança a família toda foi para Faxinal, próximo de Londrina. “A vida era bem difícil, mas a gente era muito feliz.”Em 1977 Neuza conta que a situação financeira ficava cada vez pior para a família e um dos irmãos teve notícias de amigos que estavam residindo em Sorocaba. “Vieram trabalhar em firmas e falaram que tinha bastante trabalho. Então meu irmão veio e logo depois a família toda deixou o Paraná”, relata ela, que inicialmente morou no bairro Vossoroca, em Votorantim. “Era tudo bem perto, as cidades não eram do tamanho que são hoje. Depois de alguns anos mudamos para o bairro Bela Vista e por último, onde moro até hoje, no Itanguá”, contou ela sobre a atual residência, na zona oeste sorocabana.O já aposentado João Pena Leme, 67, embora seja muito grato por tudo que conseguiu em Sorocaba, depois de 40 anos na cidade paulista, retornou para Arapongas, sua cidade natal. “A minha família trabalhava em uma fazenda cafeeira e eu lembro perfeitamente daquele dia e nunca vou me esquecer do meu pai chorando, triste e sem saber o que faria no ano seguinte”, relata. Ele já era casado com Odila Silva Leme, 66, e morava na mesma propriedade, arrendada.Ainda sem filhos, o casal se despediu da enorme família e seguiu para Sorocaba. “Um cunhado morava aqui e trabalhava na Fepasa, então eu vim e consegui emprego lá. Fiquei por alguns anos e depois trabalhei em metalúrgicas.” João e Odila tiveram três filhos sorocabanos e sempre fizeram questão de contar sobre a vida no Paraná. Depois de se aposentar, há pouco mais de cinco anos, ele voltou para onde nunca deixou de ser seu lar. “Devo muito a Sorocaba, fiz muitos amigos na Vila Formosa, mas o meu sonho sempre foi poder retornar e aproveitar a aposentadoria por aqui”, contou durante uma entrevista por telefone.Recanto paranaenseVila Formosa e Laranjeiras, ambos na zona norte de Sorocaba, somam dezenas de paranaenses entre seus moradores. O agente comunitário Josué Lima, que idealizou a Biblioteca Comunitária Milton Expedito, no bairro Laranjeiras, encabeçou uma ampla pesquisa sobre os imigrantes que vivem na região. “Começou quando as pessoas doavam livros e entre as páginas a gente encontrava cartões postais do Paraná, fotografias antigas e então veio a ideia de fazer um resgate da história das pessoas que fazem parte do bairro”, disse.As conversas com os moradores mais antigos do bairro mostraram que a origem paranaense era predominante. “A minha família veio do nordeste e há também gaúchos, mas a predominância é de paranaenses da região norte e a geada negra foi a principal motivação da mudança”, contou o pesquisador.



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EMERSON


18/07/1975
ANO:91
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]