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autor:22/10/2023 10:41:01
Após prisão de policiais civis em SP, PF procura por traficante sorocabano

mencio ()

    21 de março de 2013, quinta-feira
    Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
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MAR.
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HOJE NA;HISTóRIA
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Marcelo Athiê tem a prisão preventiva já decretada por envolvimento com o grupoPublicada em 21/03/2013 às 21:50Compartilhe:IMPRIMIRINDICARCOMENTARMarcelo Athiê seria um dos traficantes que fazia contato com os estrangeiros (Foto: Divulgação)OPERAÇÃO DARK SIDE A Polícia Federal de Sorocaba procura pelo sorocabano Marcelo Athiê, acusado por integrar uma quadrilha de traficantes que contava com a ajuda de investigadores do Departamento Estadual de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc) de São Paulo para facilitar o tráfico internacional de drogas. Na tarde de ontem, a foto do procurado foi divulgada pela polícia. A identidade de outros dois procurados foi preservada para não atrapalhar as investigações.Na quarta-feira, a Polícia Federal prendeu os quatro policiais civis em São Paulo. No apartamento de um dos presos havia 175 kg de cocaína. As prisões fazem parte da “Operação Dark Side” iniciada em 16 de fevereiro passado, quando três policiais civis e dois traficantes foram presos em Jandira, com 133 kg de cocaína no carro. Os policiais são o investigador Glauco Fernando Santos Fernandes, que atuava no 8º Distrito Policial (DP), da zona norte; e Michael David Ruiz e Alexandre Lajes, do Denarc local.A operação teve início com base no envolvimento de traficantes da região com fornecedores internacionais. Durante as investigações, foi descoberto o envolvimento dos investigadores com o grupo. Os quatro agentes tinham mais de dez anos de profissão. Entre o início da operação e a prisão de quarta-feira, foram apreendidos 350 kg de cocaína, 87 mil dólares, 70 mil euros e valores em reais; além de armas sem registro.Na tarde de ontem, o delegado-chefe da Polícia Federal de Sorocaba, Roberto Borelli, ao lado da chefe do setor de Inteligência, Érika Tatiane Nogueira Coppini, e do chefe de operações, Fernando Bonsack, explicou sobre a operação e afirmou que ela está encerrada. No entanto as investigações continuam no intuito de descobrir possíveis ramificações criadas pela quadrilha.Conforme Borelli, os traficantes negociavam a compra de cocaína com colombianos e bolivianos, solicitando sempre lotes acima de 200 kg. Porém, a intenção deles era fazer com que o fornecedor trouxesse a encomenda para o Brasil e, então, aqui os policiais civis agiam fazendo a apreensão das cargas. Parte da apreensão era oficialmente informada à polícia, mas a maior parte era desviada para ser comercializada pelos integrantes do bando. Além disso, a quadrilha utilizava os “carros frios” que a Polícia Civil apreendeu e, com placas falsas, para fazer o transporte das cargas.Já Érika explicou que os traficantes se passavam por empresários e ostentavam vida de luxo, então, quando os fornecedores estrangeiros chegavam com as cargas, ficavam hospedados em casas de alto padrão em cidades como Guarujá. Nesses lugares, os investigadores agiam fazendo as apreensões e prendendo os fornecedores. “No momento da negociação, eles se identificavam como policiais e exigiam dinheiro para liberá-los. Muitos chegavam a pagar até R$ 1 milhão para ser liberados pelo grupo.”SENHOR DAS ARMAS – Dos estrangeiros que caíram no golpe da quadrilha está um boliviano conhecido como “Senhor das Armas”. Numa dessas apreensões feitas pelos policiais corruptos, o boliviano tinha trazido para o Brasil cerca de 700 kg de cocaína. A droga dele foi retida pelo bando e ele precisou pagar R$ 1 milhão para ser liberado. No entanto, no início do mês, ele foi detido ao tentar entrar no País pela divisa de Mato Grosso. Conforme a Polícia Federal, ele seria também o fornecedor de armas para uma facção que atua na Capital paulista. No telefone celular dele havia várias fotos de armas, laboratórios de drogas, pessoas mortas e feitas reféns. “Quando ele foi registrar sua entrada no País, constou com a prisão preventiva decretada. Acabou preso.”MARCELO ATHIÊ – No decorrer da operação, foram liberados pela Justiça 19 mandados de prisão preventiva, dos quais 16 já foram cumpridos. Desses, sete são policiais civis e nove são traficantes – dois bolivianos. “Ainda tem três pessoas foragidas”, informou Érika. Entre os foragidos está Marcelo Athiê, o sorocabano. As investigações apontaram que o pagamento dele era feito com cocaína, que ele vendia em bailes realizados na cidade. Borelli relatou que, na prisão do dia 16 de fevereiro, Athiê só não foi preso porque teve um compromisso. “Ele iria se encontrar com outro fornecedor de drogas e por isso não acompanhou os policiais no dia do flagrante.” Ainda de acordo com o delegado-chefe, Athiê está sendo monitorado e procurado incansavelmente pelos policiais. Se acusado, o grupo preso responderá por tráfico, associação ao tráfico, peculato, corrupção, extorsão mediante sequestro e formação de quadrilha. “Acreditamos que em seis meses essa quadrilha conseguiu adquirir cerca de três toneladas de cocaína pura com os golpes”, frisou Érika. Já Borelli, desacreditado dos policiais que traíram a profissão, concluiu a entrevista coletiva dizendo: “Os investigadores trabalham para combater o tráfico de drogas no País, mas esses não. Esses estavam trazendo drogas para o País.”Denúncia leva GCM a ponto de consumo de drogas e prostituiçãoA denúncia de uma munícipe, na manhã de ontem, levou equipes da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), da Guarda Civil Municipal (GCM), até a região do Jardim Santa Marina. A equipe patrulhava a área da Escola Municipal "Basílio da Costa Daemon", quando foi informada sobre um ponto de tráfico e consumo de drogas numa casa da rua Leonor Nascimento Pacheco Ramos. As informações davam conta de que o local serviria, também, como ponto de prostituição infantil.Ao chegar ao endereço, Saulo Felipe da Silva Gomes, 23 anos, estava parado na frente do imóvel e entrou correndo ao avistar as viaturas. Lá dentro, outras cinco pessoas, das quais duas menores de 14 e 15 anos, e uma jovem de 19 anos de nome Lizandra, foram flagrados sem roupas íntimas. Alexsandro de Araújo, de 30, e Maicon Raick, 20 nos, confirmaram que estavam ali para fazer programas com as garotas. Segundo informaram aos soldados, eles pagariam entre R$ 20 e R$ 40.Além dessa informação, os indivíduos indicaram aguardar um outro rapaz; detido ao chegar ao imóvel e identificado como Lucas Mota Moreno, 19 anos. Com ele foram encontradas 12 porções de maconha que seriam consumidas pelos ocupantes da casa.Dentro do imóvel, a GCM encontrou invólucros vazios de entorpecentes, bebidas alcoólicas que seriam consumidas por todos, o que incluiria as adolescentes, e um cigarro de maconha. Em um televisor, o grupo assistia a um filme pornográfico.Diante da situação de flagrante, os guardas municipais levaram os envolvidos ao plantão policial norte, onde o delegado Francisco Fraga da Silveira autuou Lucas Moreno por tráfico de drogas, enquanto Saulo Felipe Gomes, Alexsandro de Araújo e Maicon Raick foram autuados por corrupção de menores e exploração sexual de adolescentes. O trio ainda vai responder pelo fornecimento de bebidas alcoólicas a menores. Tanto as adolescentes quanto Lizandra foram ouvidas e liberadas.A GCM apurou, ainda, que o imóvel onde os fatos aconteceram está alugado pela menor de 15 anos, por R$ 400 mensais. A responsabilidade da locatária será apurada pela Polícia Civil.Trio é detido com carro roubado na zona norteEm patrulhamento pela região do bairro Lopes de Oliveira, na zona norte da cidade, policiais militares da Rocam avistaram, na tarde de ontem, um VW Gol, G5, de cor prata, circulando pela travessa Sete. Os quatro indivíduos que estavam no veículo, ao verem os PMs, saíram correndo a pé em direção a um brejo, onde tentaram se refugiar.No entanto, os PMs foram atrás deles, conseguindo deter três. Alexandre Alves Ribeiro da Silva, 27 anos, Ângelo Eduardo de Oliveira Matos, de 20, e um adolescente de 17, foram revistados, mas com eles nada de ilícito havia. Já em pesquisa da placa do veículo, os militares constataram que era produto de roubo praticado no último dia 19.Questionados, os três detidos confessaram que tinham adquirido o carro para desmanchá-lo e vender as peças. Eles afirmaram não ser os autores do roubo. Então, o sargento Canzano e o soldado Nanias levaram o trio para a delegacia do plantão sul, onde eles foram autuados por receptação. Matos já tinha passagem por tráfico e junto com Silva seria recolhido ao Centro de Detenção Provisória (CDP), enquanto o adolescente seria entregue à Fundação Casa. A operação contou com o apoio de mais viatura da PM, inclusive a do Canil.Mulheres são flagradas com drogas em porta de escolaNo final da noite de quarta-feira, uma equipe das Rondas Ostensivas Municipal (Romu), que patrulhava pelas imediações da Escola Estadual “Darlene Devasto”, recebeu uma denuncia do pai de um aluno sobre duas moças que estariam vendendo drogas no portão de entrada da escola.A equipe foi até o local e encontrou Luana Ferreira de Oliveira, 18 anos, junto com uma garota de 16. Os GCMs as questionaram e elas acabaram assumindo que ali traficavam drogas. Com Luana, foram encontradas 31 pedras de crack, R$ 20 e três pedras de crack; já com a adolescente, havia mais 10 pedras de crack. As jovens informaram também que vendiam as drogas na porta dessa escola, há cerca de duas semanas.No plantão policial norte, a mãe da garota informou aos guardas que, há duas semanas atrás, Luana, em companhia de um desconhecido, chamaram a adolescente em sua casa e não retornaram mais. Luana foi autuada em flagrante por tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores, e encaminhada para a cadeia feminina de Votorantim. A adolescente foi autuada por ato infracional de tráfico de drogas, e liberada para sua mãe.OUTRA DENÚNCIA DE UM PAI – Um adolescente de 16 anos também foi detido na noite de quarta-feira, após ser denunciado pelo pai de um aluno. Ele foi flagrado com drogas em uma praça do bairro João Romão. O fato ocorreu quando uma equipe da Patrulha Escolar Comunitária, que rondava a Escola Estadual “Ida Yolanda Lanzoni”, foi informada pelo pai de um aluno de que naquela praça havia um garoto vendendo drogas livremente.Os agentes seguiram para a praça e encontraram o menor e com ele localizaram 15 porções de cocaína. Os GCMs encontraram também mais 10 porções de cocaína e 10 de crack em um contêiner, e mais 32 porções de cocaína sobre um muro. O garoto tinha ainda R$ 250 em dinheiro. Depois de assumir que vendia as drogas naquela praça, ele foi conduzido ao plantão policial sul, onde foi autuado por ato infracional de tráfico de drogas. Ao final da ocorrência, foi liberado para sua mãe.



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Marcelo Athiê
Data: 01/01/2013
01/01/2013


ID: 241



EMERSON


21/03/2013
ANO:160
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]