9 de agosto de 1908, domingo Atualizado em 04/11/2025 21:46:17
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HOJE NA;HISTóRIA
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José Carlos de Aguirre nasceu em 28 de abril de 1880, era quinta-feira na fazenda Paraíso, pertencente ao município de Rio Claro. Eram seus pais: Francisco Leopoldo de Aguirre e dona Maria Ercília de Campos Aguirre. Dom Aguirre era, portanto, rio-clarense, mas passou a primeira infância em São Carlos, cidade próxima à fazenda. Lá começou seus estudos primários com professores particulares.
Em 1891, aos 11 anos de idade, ingressou no Liceu do Sagrado Coração de Jesus, em São Paulo. Com 16 anos, em 1896, terminou seus estudos, ingressando no mesmo ano no Seminário Episcopal de São Paulo.
Em 8 de dezembro de 1904, então com 24 anos, José Carlos de Aguirre foi ordenado Presbítero e no ano seguinte, em 4 de fevereiro de 1905, passou a trabalhar como secretário e professor do Colégio Diocesano de São Paulo até 31 de dezembro de 1907.
Em 5 de março de 1911, então com 31 anos de idade, José Carlos de Aguirre foi nomeado Vigário de Bragança.
Em 4 de julho do mesmo ano, Ambrogio Damiano Achille Ratti, o Papa Pio XI assinou em Roma o documento que instituiu a Diocese de Sorocaba e nomeou José Carlos de Aguirre como o primeiro Bispo de Sorocaba. Ele tinha 44 anos.
Em 8 de dezembro, o Papa o nomeou oficialmente responsável pela Diocese de Sorocaba. No mesmo mês, no dia 31, José Carlos de Aguire chegou em Sorocaba e tomou posse no dia seguinte, em 1 de janeiro de 1925.
Segundo o Livro I do Tombo da Paróquia, datado de 6 de agosto de 1926, a cidade de Sorocaba estava crescendo muito e os “habitantes dos “Além Ponte”, ou seja, além do rio Sorocaba que banha a cidade, tinham dificuldades de ir à Catedral devido à distância.
Preocupado com essa situação, o então bispo diocesano, Dom José Carlos de Aguirre, encarregou o Pe. Antônio Francisco Cangro, coadjutor da Catedral, da construção de uma capela provisória, onde pudessem celebrar os ofícios religiosos.
Resolveu-se construir a capela provisória num terreno doado pelo sr. Alberto Kenworty (residente nesse tempo em Barueri), há uns 500 metros da igreja atual. Terminada a construção da capela, o então bispo criou a nova paróquia no dia 6 de agosto de 1926, dia em que se celebra a Festa do Senhor Bom Jesus, padroeiro da nova igreja.
Em maio de 1927, Aluísio de Almeida, então com 23 anos, passou a exercer as funções de Secretário do Bispo Dom Aguirre, de 47 anos, residindo junto ao Palácio Episcopal. E em 8 de maio do mesmo ano, Luís Castanho de Almeida, pelas mãos do Bispo Dom Aguirre, recebeu a ordenação sacerdotal.
Em 26 de dezembro de 1929 faleceu Frank Speers, fundador da Fábrica de Tecidos Santa Rosália, sogro de George Oetterer, em Sâo Vicente e recebeu a Unção dos Enfermos através de Dom Aguirre.
Em junho de 1930 foi dada e passada a provisão para a Capela de Santa Rita, através do bispo Dom Aguirre. E 1939 ele fundou o Seminário Menor São Carlos Borromeu.
Em 10 de janeiro de 1941, o vigário frei Eugênio Becker, com a aprovação de Dom Aguirre, inicia a construção da nova igreja, na rua cel. Nogueira Padilha.
Em 9 de agosto de 1942, foi lançada a pedra fundamental do Hangar Araçoyaba, benzida por Dom Aguirre, numa cerimônia com presenças importantes como a de Assis Châteaubriant e do brigadeiro do ar, Gervasio Duncam.
O engenheiro Costa Marques e Severino Pereira da Silva cederam as maquinas de terraplanagem para o local e também tiveram ajuda do prefeito Nascimento Filho e do Departamento de Estrada e Rodagem.
Em 7 de dezembro de 1949 estava presente no 2º Congresso Eucarístico, realizado na Escola Industrial Fernando Prestes. Ele estava com 69 anos de idade.
Em 8 de dezembro de 1953 ordenou José Carlos Castanho de Almeida presbítero da Solenidade da Imaculada Conceição, na Catedral, onde seria pároco.
Aos 74 anos 1954, José Carlos de Aguirre se tornou sócio honorário da Maçonaria.
Aos 9 de abril de 1957, Sábado de Aleluia, Dom Aguirre chama a seu escritório no Palácio Episcopal da rua XV de Novembro seu secretário particular padre José Carlos Castanho de Almeida e pede que telefone a todos os párocos, pois naquela manhã, em Roma, o Papa Pio XII, Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli, assinara a nomeação de um bispo-auxiliar para Sorocaba.
Em 27 de março de 1962, Angelo Giuseppe Roncalli, o Papa João XXIII, nomeou Dom José Thurler como bispo coadjutor de Dom Aguirre com direito à sucessão. Ele foi ordenado sacerdote em pleno desenrolar da II Guerra Mundial, em Roma.
José Thurler tomou no dia de junho do mesmo ano, na igreja da Catedral de Nossa Senhora da Ponte e passou a residir com Dom Aguirre.
Em março de 1964, às 09h30, tomou posse o Revmo. Padre Teodoro Bibiano da Silva, nomeado por provisão de Dom Aguirre. Terminado o ato da posse, celebrou-se a Santa Missa e às 19h30 foi rezada a Via Sacra.
Ele faleceu em 8 de janeiro de 1973, era segunda-feira. Ele estavacom 93 anos. Em 19 de julho as Indústrias Votorantim doaram Cr$ 20 mil para o pagamento de uma estátua de saudoso bispo de Sorocaba, dom Aguirre, esculpida por Osvaldo Saiane.
Dom Aguirre está enterrado na Igreja Catedral de Sorocaba. Seu lema do episcopado era “Por Ele, Com Ele, Nele”. Seus restos mortais estão sepultados numa cripta construída por sua iniciativa, à esquerda da porta principal da Catedral, junto ao Batistério na Catedral Metropolitana de Sorocaba.
Fonte: Textos de Aluísio de Almeida Celso Marvadão Site do Colégio Dom Aguirre
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]