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autor:23/10/2023 02:37:41
Marcola pensa em cometer suicídio, diz mulher do líder nº 1 de facção

mencio ()

    23 de março de 2020, segunda-feira
    Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
  
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MAR.
23
HOJE NA;HISTóRIA
60

Relato está em e-mail obtido com exclusividade pelo R7 em que a mulher do criminoso relata depressão e falta de notícias do maridoMárcio Neves, do R728/4/2020 às 12h00 Publicidade Marcola é escoltado por agentes federais ao chegar em hospital de Brasília (DF)GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDOMarcola é escoltado por agentes federais ao chegar em hospital de Brasília (DF)Cynthia Giglioli Camacho, mulher de Marcos Herbas Camacho, o Marcola, informou às autoridades do Ministério da Justiça que o marido, apontado pela polícia como chefe da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), pensa em cometer suicídio.O e-mail no qual Cynthia relata as questões psicológicas de Marcola foi obtido com exclusividade pelo R7. "Ele teria perdido a razão de viver" e pensa em cometer suicídio, escreveu Cynthia ao Depen (Departamento Penitenciário Nacional), vinculado ao Ministério da Justiça.No e-mail, enviado à Ouvidoria do Depen em 23 de março, Cynthia relata a preocupação com o marido, que está na penitenciária federal de Brasília há um ano, um mês e cinco dias. Marcola tem penas que somam mais 300 anos de prisão."Meu marido vem a um ano relatando que está em depressão e [com] pensamentos suicidas, até greve de fome estava cogitando fazer e ele afirma estar sem motivação para continuar a viver", escreveu Cynthia.Desde que chegou a capital federal, Marcola foi levado em duas ocasiões para fazer exames médicos, sob forte aparato de segurança, em um hospital da cidade. A última vez foi em 21 de janeiro deste ano, quando a operação chamou a atenção da imprensa e Marcola foi fotografado quando chegava ao local.Leia também: A vida (e as mortes) de Batata: um soldado do crime organizadoCynthia, que é empresária, vive em São Paulo, está casada com Marcola há 13 anos e tem 3 filhos com ele, também demonstra preocupação dela com a saúde do marido por causa da pandemia da covid-19.Até o envio da mensagem, a doença não havia chegado ao sistema penitenciário, mas cinco dias depois provocava o afastamento de um dos agentes da prisão onde Marcola cumpre pena."Me encontro desesperada porque já faz 15 dias que meu marido está sem visita e atendimento de advogado", escreveu Cynthia. "Como se encontra em isolado total, sem nenhum contato com o mundo externo, sem visitas, sem saber nada do mundo [...], estou muito preocupada com ele".As queixas da mulher de Marcola indicam que ele estava em regras mais rígidas de isolamento antes mesmo de entrar em vigor uma portaria do Depen, publicada em 16 de março. Na normativa, o órgão restringiu visitas, atendimentos de advogados, atividades educacionais e de trabalho, assistências religiosas e escoltas dos presos, como medida de prevenção e combate ao novo coronavírus.Cynthia relata também que as correspondências que tem enviado para Marcola no presídio federal não têm sido entregues a ele, isso depois dele ter sido transferido para a penitenciária federal de Brasília.A empresária reafirma a dificuldade para obter informações básicas sobre o marido. "Não consigo falar com ninguém da unidade, o telefone só toca, ninguém atende, gostaria de saber se ele está bem de saúde, se está saindo pro sol, se está revendo seus livros pra leitura", escreveu na mensagem.No fim do texto, Cynthia pede para que Marcola possa escrever uma "correspondência aos seus familiares" e cobra uma solução do Ministério da Justiça."Concordo com o isolamento social, mas a falta de notícias é inadmissível", finalizou Cynthia.Sem tratamento diferenciado, diz DepenA veracidade da mensagem de Cynthia ao Depen foi confirmada pela reportagem do R7, que teve acesso a documentos do Ministério da Justiça com os mesmos trechos do e-mail.ReproduçãoUm destes documentos, inclusive, relata que uma assistente social entrou em contato com Cynthia e conversou com ela, por telefone, e que informações sobre Marcola dependiam de uma autorização não especificada.O R7 procurou Cynthia Giglioli Camacho para repercutir a mensagem e o tratamento dado ao seu marido, mas até a publicação desta reportagem não recebeu resposta.O Ministério da Justiça e o Depen foram questionados pelo R7 sobre as afirmações de Cynthia sobre a situação de Marcola. O MJ informou que qualquer informação seria de responsabilidade do Depen, que, por sua vez, informou que "preza pelo irrestrito cumprimento da Lei de Execução Penal e que todas as assistências previstas no normativo são garantidas aos privados de liberdade que se encontram custodiados no Sistema Penitenciário Federal", disse o texto. "Não há tratamento diferenciado dentro do SPF [Sistema Penitenciário Federal], todos os presos recebem tratamento isonômico".A morte de Cláudio Roberto Ferreira, conhecido como Galo, suspeito de ter ligações com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), pode ter ocorrido por vingança dentro da organização criminosa que envolve outros membros da liderança. Só em 2018, quatro importantes integrantes foram eliminados: Gegê do Mangue, Paca, Waganinho e Galo. Execuções interligadas por uma disputa dentro do PCCMontagem/R7A morte de Cláudio Roberto Ferreira, conhecido como Galo, suspeito de ter ligações com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), pode ter ocorrido por vingança dentro da organização criminosa que envolve outros membros da liderança. Só em 2018, quatro importantes integrantes foram eliminados: Gegê do Mangue, Paca, Waganinho e Galo. Execuções interligadas por uma disputa dentro do PCCUma emboscada, no dia 16 de fevereiro, acendeu o alerta: o Primeiro Comando da Capital, o PCC, estava oficialmente em disputa interna. Foram três execuções em uma semana, sendo duas de membros da sintonia final geral, a cúpula da facção. Rogério Jeremias de Simone, conhecido como Gegê do Mangue, era a maior liderança do PCC nas ruas, foi assassinado na reserva indígena de Aquiraz, a 30 quilômetros de Fortaleza, no Ceará. Com ele, também foi encontrado morto Fabiano Alves de Souza, o Paco ReproduçãoUma emboscada, no dia 16 de fevereiro, acendeu o alerta: o Primeiro Comando da Capital, o PCC, estava oficialmente em disputa interna. Foram três execuções em uma semana, sendo duas de membros da sintonia final geral, a cúpula da facção. Rogério Jeremias de Simone, conhecido como Gegê do Mangue, era a maior liderança do PCC nas ruas, foi assassinado na reserva indígena de Aquiraz, a 30 quilômetros de Fortaleza, no Ceará. Com ele, também foi encontrado morto Fabiano Alves de Souza, o Paco O setor de inteligência da polícia acredita que o grupo tenha partido de helicóptero para o Ceará já com a missão dada pela cúpula para matar os chefes. A aeronave havia saído de São Paulo, levando pelo menos cinco homens. O piloto foi identificado como Felipe Moraes. Os outros pertenceriam a facção.
Divulgação/Polícia CivilO setor de inteligência da polícia acredita que o grupo tenha partido de helicóptero para o Ceará já com a missão dada pela cúpula para matar os chefes. A aeronave havia saído de São Paulo, levando pelo menos cinco homens. O piloto foi identificado como Felipe Moraes. Os outros pertenceriam a facção.Casa de Gegê do MangueGegê do Mangue e Paca viveram seus últimos meses numa mansão no Condomínio de Luxo Alphaville, no Porto das Dunas, em Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza. A dupla comprou uma casa no local por R$ 2 milhões, além de ter quatro carros de luxo na garagem e um helicóptero a disposiçãoReprodução"Afilhado" de Gegê do Mangue, Wagner Ferreira da Silva, conhecido como Cabelo Duro ou Wagninho, era suspeito de ser o autor do homicídio de seu "padrinho". Segundo investigadores, Wagninho seria um dos identificados como ocupante do helicóptero utilizado no momento da morte de Gegê e PacaReproduçãoWagninho foi fuzilado em frente ao Hotel Blue Tree Towers, na zona leste de São Paulo. Segundo o Ministério Público de São Paulo, o motivo seria “queima de arquivo” a mando da própria facção. Segundo as investigações, a organização criminosa entendia que Wagninho poderia ser preso e se tornar alvo de investigaçãoDivulgação/DeicDe acordo com o promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial contra o Crime (Gaeco) Lincoln Gakiya, Claudio Roberto Ferreira, o Galo, foi uma das lideranças da organização que teria atraído Wagninho, conhecido como Cabelo Duro, para uma reunião em um hotel de São Paulo, onde foi morto também com tiros de fuzilMarcelo Gonçalves/Agência Estado - 24.07.2018Galo morreu baleado na região do Tatuapé, zona leste de São Paulo, por volta das 23h desta segunda-feira (23). Segundo a PM, cerca de quatro suspeitos armados interceptaram o carro da vítima, dispararam diversas vezes e fugiram. O . A blindagem não foi suficiente para proteger o motoristaA lista de crimes nos quais Claudio Roberto Ferreira, conhecido como Galo, suspeito de integrar a facção criminosa do PCC (Primeiro Comando da Capital) se envolveu é extensa. Não se tratam de delitos simples. Pelo contrário, são pelo menos cinco ações cinematográficas desde 2006 até sua morte
Divulgação PFA lista de crimes nos quais Claudio Roberto Ferreira, conhecido como Galo, suspeito de integrar a facção criminosa do PCC (Primeiro Comando da Capital) se envolveu é extensa. Não se tratam de delitos simples. Pelo contrário, são pelo menos cinco ações cinematográficas desde 2006 até sua morteO primeiro deles ocorreu no dia 1º de setembro de 2006, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A Operação Toupeira prendeu um grupo formado por 26 pessoas, entre elas, Galo e um de seus parceiros mais próximos, Carlos Antonio da Silva, conhecido como Balengo. Um plano ousado havia sido desenhado pelo grupo para assaltar a agência central do Banrisul, com uma ramificação para a Caixa Econômica Federal, localizadas a poucos metros de onde o grupo se instalou para escavar o túnel Divulgação PFO primeiro deles ocorreu no dia 1º de setembro de 2006, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A Operação Toupeira prendeu um grupo formado por 26 pessoas, entre elas, Galo e um de seus parceiros mais próximos, Carlos Antonio da Silva, conhecido como Balengo. Um plano ousado havia sido desenhado pelo grupo para assaltar a agência central do Banrisul, com uma ramificação para a Caixa Econômica Federal, localizadas a poucos metros de onde o grupo se instalou para escavar o túnel



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EMERSON


23/03/2020
ANO:285
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]