8 de junho de 2006, quinta-feira Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
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HOJE NA;HISTóRIA
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Marcos Willians Herbas Camacho nasceu em 25 de janeiro de 1968, no Bairro do Vila Yolanda em Osasco, no estado de São Paulo. Filho de pai boliviano e mãe brasileira.
Sobre seu pai, não se lembra, diz apenas, que "aquele que assinou sua certidão de nascimento está morto".
Sua mãe morre afogada e Marcos Camacho inicia sua carreira criminosa aos nove anos de idade, como ladrão na Baixada do GlicérioSábado, 1 de Janeiro de 1977
Marcos era órfão e devido ao uso de cola durante a infância na região da Praça da Sé ganhou o apelido de Marcola. Não possui religião, se autodenominando agnóstico.
Em 31 de janeiro de 1986, seis dias depois de completar 18 anos, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, foi preso em São Paulo pela primeira vez.
Era acusado de ter roubado uma empresa de segurança privada. Foi a primeira de uma série de prisões e fugas que dariam início à história de um dos maiores chefes do crime organizado na história do país.
O PCC foi fundado em 31 de agosto de 1993 por oito presidiários, no anexo da Casa de Custódia de Taubaté (a 130 quilômetros da cidade de São Paulo), chamada de "Piranhão", até então a prisão mais segura do estado de São Paulo.O PCC, que foi também chamado no início como Partido do Crime, afirmava que pretendia "combater a opressão dentro do sistema prisional paulista" e "vingar a morte dos cento e onze presos", em 2 de outubro de 1992, no "massacre do Carandiru", quando a Polícia Militar matou presidiários no pavilhão 9 da extinta Casa de Detenção de São Paulo.O grupo usava o símbolo chinês do equilíbrio yin-yang em preto e branco, considerando que era "uma maneira de equilibrar o bem e o mal com sabedoria".select * from nomes
Marcola foi preso pela última vezSegunda-feira, 19 de Julho de 1999Marcola foi preso pela última vez em 19 de julho de 1999, quando após meses de investigação, policiais das equipes 115 e 119 da 5ª delegacia de roubo a bancos DEPATRI conseguiram deter Marcola após reconhecê-lo, quando o mesmo fazia uso de um telefone público na Marginal Tietê.
Terça-feira, 21 de Agosto de 2001Marcos Willian Herbas Camacho, o Marcola, considerado o líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), presta depoimento na Comissão Especial de Combate à Violência em Brasília.
No dia 31 de agosto de 2002, o PCC completava nove anos. Depois da morte de Sombra, a facção tinha dois homens no topo: Geleião e Cesinha.
Junto deles vinha Marcola. Para celebrar a data, os chefões mandaram fechar o Vermelhinho, bar próximo ao Carandiru.
Nos convites para o evento, a mensagem: “Você é um convidado especial para comemorar a resistência contra a discriminação e a opressão carcerária”.
Na comemoração, regada a salgadinhos, refrigerante e cerveja, as esposas de membros do PCC, parentes e amigos vestiam camisetas com as inscrições Paz, Justiça e Liberdade.
| EDITAR | | ATUALIZAR ANOPCC encontra e "julga" Cabelo Duro antes da políciaQuinta-feira, 22 de Fevereiro de 2018no Tatuapé, zona leste de São Paulo, em 22 de fevereiro de 2018 (veja vídeo do momento do crime
Marcola já tem sucessor, diz JungmannPor Globo Online[08/06/2006] [19:00]
Marcos Camacho, o Marcola, apontado como principal líder da facção criminosa responsável pela onda de violência em São Paulo, já tem uma sucessor.É Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, segundo o deputado federal Raul Jungmann, membro da CPI do Tráfico de Armas. Jungmann estava entre os deputados que tomaram o depoimento de Marcola nesta quinta-feira, no presídio de Presidente Bernardes, interior do estado.
- A facção está sofrendo com a competição de outras organizações criminosas e Marcola já enfrenta contestações internas, que visam derrubá-lo e até eliminá-lo.Mas a estrutura da facção é interessantíssima e Marcola já tem até sucessor, o Gegê do Mangue - afirma Jungmann.
De acordo com o deputado, quando seu depoimento estava marcado para o Fórum da Barra Funda, na zona oeste da capital, a polícia descobriu um plano da facção para realizar um atentado no próprio fórum, com o objetivo de incriminar Marcola. O atentado teria sido planejado por seus opositores.
- Era para jogar ainda mais peso sobre ele - afirma Jungmann.Segundo Jungmann, Marcola é extremamente esperto e chegou a negar que seja a principal liderança da facção.- Mas, na combinação de perguntas e respostas, ele cai em contradição e mostrou todo o seu poder - diz o deputado.Durante o depoimento, Marcola confirmou a existência de um acordo com o governo do estado para terminar com a série de rebeliões em meados de maio. Segundo o deputado, o criminoso teria dito que o ex-secretário estadual da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, era negociador e, de repente, se tornou inflexível. Para a realização do acordo, entre as exigências estavam cobertores, melhoria da alimentação, visitas e também a suspensão do castigo em algumas unidades.- A ordem para parar as rebeliões foi dada pelo celular da advogada Iracema Vasciaveo. Como ele (Marcola) não fala no celular, um outro preso, o LH, foi chamado para dar a ordem - diz Jungmann.PublicidadePara o deputado, ficou claro que os advogados são um importante meio de comunicação entre os membros da facção.Além da defesa dos presos, eles levariam recados para outras unidades e para outros condenados dentro da mesma unidade.Sobre o tráfico de armas, Marcola explicou que elas são contrabandeadas de países vizinhos, como Bolívia, Paraguai e Uruguai, juntamente com drogas
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Prontuário Médico de Marcola Data: 23/08/1989 23/08/1989
ID: 3210
Marcos Herbas Camacho, o Marcola* Data: 01/01/1977 Créditos/Fonte: Crédito/Fonte: 01/01/1977
ID: 3209
Jeremias Simone Data: 01/01/2018 01/01/2018
ID: 3215
Wagner Ferreira da Silva Data: 24/02/2015 24/02/2015
ID: 3213
EMERSON
08/06/2006 ANO:97
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Sobre o Brasilbook.com.br
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]