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autor:23/10/2023 02:38:57
Alto escalão das Forças Armadas entram na briga entre Executivo e STF

mencio ()

    13 de junho de 2020, sábado
    Atualizado em 31/10/2025 02:39:47
  
  


JUN.
13
HOJE NA;HISTóRIA
75

Militares da Força Aérea Brasileira (FAB) entraram de vez na crise entre o Executivo e o Supremo Tribunal Federal (STF). integrantes da corporação compuseram um manifesto crítico ao ministro Celso de Mello. O texto endereçado ao magistrado afirma, dentre outras coisas, que "nenhum Militar é comissionado para cumprir missão importante, se não estiver preparado para levá-la a bom termo".O texto foi divulgado neste sábado (13/6). Um dia antes, o ministro Luiz Fux concedeu uma liminar afirmando que as Forças Armadas não podem atuar como "poder moderador entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. No mesmo dia, Jair Bolsonaro respondeu. Disse que "as Forças Armadas não cumprem ordens absurdas", que exemplificou como a tomada de poder, mas que também não aceitarão "tentativas de tomada de poder por outro poder da República.Celso de mello, por sua vez, é o relator do inquérito contra o presidente, a respeito da acusação do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, de que Bolsonaro teria tentado interferir na nomeação do diretor-geral da Polícia Federal para beneficiar os filhos. O manifesto, que partiu de oficiais da Força Aérea brasileira (FAB), conta com a anuência de oficiais do alto escalão das demais forças. O texto foi revelado pelo jornal Estado de São paulo, na manhã desta segunda (15/6). Leia o manifesto:VOCÊ PODE GOSTARToalhas Umedecidas Huggies Max Clean 192 ToalhasDroga RaiaAo Sr. José Celso de Mello Filho.Ninguém ingressa nas Forças Armadas por apadrinhamento. Nenhum Militar galga todos os postos da carreira, porque fez uso de um palavreado enfadonho, supérfluo, verboso, ardiloso, como um bolodório de doutor de faculdade.Nenhum Militar recorre à subjetividade, ao enunciar ao subordinado a missão que lhe cabe executar, se necessário for, com o sacrifício da própria vida.Nenhum Militar deixa de fazer do seu corpo uma trincheira em defesa da Pátria e da Bandeira.Nenhum Militar é comissionado para cumprir missão importante, se não estiver preparado para levá-la a bom termo.Nenhum Militar tergiversa, nem se omite, nem atinge o generalato e, nele, o posto mais elevado, se não merecer o reconhecimento dos seus chefes, o respeito dos seus pares e a admiração dos seus subordinados.E, principalmente, nenhum Militar, quando lhe é exigido decidir matéria relevante, o faz de tal modo que mereça ser chamado, por quem o indicou, de general de merda.Rio de janeiro, 13 de junho de 2020Lúcio Wandeck de Brito Gomes, Coronel da Aeronáutica;Luís Mauro Ferreira Gomes, Coronel da Aeronáutica;Luiz Sérgio de Azevedo Ferreira, Coronel da Aeronáutica;Antoniolavo Brion, Professor;Rodolfo Tavares, Presidente da FAERJ;Alfredo Severo Luzardo, Coronel da Aeronáutica;Napoleão Antonio Muños de Freitas, Coronel da Aeronáutica;Airton Francisco Campos Tirado, Coronel do Exército;Paulo Marcos Lustoza, Capitão de Mar e Guerra;Marcos Coimbra, Economista;Luiz Felipe Schittini, Tenente-Coronel PMERJ;Mauro Roberto Granha de Oliveira, Engenheiro Civil;Samuel Schneider Netto, Coronel da Aeronáutica;Manoel Carlos Pereira, Major-Brigadeiro;Paulo Frederico Soriano Dobbin, Vice-Almirante;José Mauro Rosa Lima, Coronel da Aeronáutica;Sílvio Potengy, Coronel da Aeronáutica;Oswaldo Fagundes do Nascimento Filho, Capitão de Mar e Guerra;Marcos Henrique Camillo Côrtes, Embaixador;Aileda de Mattos Oliveira, Professora Doutora em Língua Portuguesa;Hartman Rudi Gohn, Coronel da Aeronáutica;Carlos José Pöllhuber, Coronel da Aeronáutica;Reinaldo Peixe Lima, Coronel da Aeronáutica;Walmir Campello, Capitão de Mar e Guerra;Sérgio Tasso Vasquez de Aquino, Vice-Almirante;Wilson Luíz Ribeiro, Coronel da Aeronáutica;Justino Souza Júnior, Coronel da Aeronáutica;Luiz Carlos de Almeida Ribeiro, Capitão de Mar e Guerra;Sonia Maria Soares Almeida, Professora Ensino Superior;Bertucio Gomes dos Santos, Coronel da Aeronáutica;Marco Aurélio Erthal, Coronel da Aeronáutica;Carlos Aureliano Motta de Souza, Coronel da Aeronáutica;Fernando Almeida, Capitão de Mar e Guerra Reformado;Herman Glanz, Engenheiro;Celso Tavares, Coronel da Aeronáutica;Henrique Rodrigues Vieira Filho, Coronel da Aeronáutica;Hamilton Leda, Funcionário do Ministério de Ciência e Tecnologia;Augusto Borborema, Médico;Ney Martins de Lima, Engenheiro Civil;Luiz Thomaz Carrilho Teixeira Gomes, Brigadeiro;Aldo Langbeck Canavarro, Capitão de Mar e Guerra;Acácio Moraes Garcia, Procurador Federal e Professor;Antonio Luiz de Souza e Mello, Engenheiro Civil – Petrobrás;Rui Murat dos Reis, Tenente-Coronel da Aeronáutica;Sérgio Pedro Bambini, Tenente-Brigadeiro;Jorge Ruiz Gomes, Tenente-Coronel da Aeronáutica;Carlos Casado Lima, Coronel da Aeronáutica;Sergio Chouin Varejão, Engenheiro Mecânico e de Segurança do Trabalho;José Siqueira Silva, General de Brigada;José Carlos Lusitano, Contra-Almirante;Loretta de Queiroz Baltar, Fisioterapeuta;Henrique Aronovich, Coronel da Aeronáutica;Renato Tristão de Menezes, Coronel da Aeronáutica;Sérgio Pedro D’Angelo, Tenente-Coronel da Aeronáutica;Carlos Arthur Doherty Lassance, Contra-Almirante;Paulo Sobreira da Silva, Brigadeiro;Berilo de Lucena Cavalcante, Coronel da Aeronáutica;Helio Gonçalves, Brigadeiro;João Carlos Gonçalves de Sousa, Coronel da Aeronáutica;Alberto Siaudzionis, Coronel da Aeronáutica;Luiz Carlos Baginski Filho, Brigadeiro;Frederico de Queiroz Veiga, Major-Brigadeiro;Italo Regis Pinto, Brigadeiro;Guilherme Sarmento Sperry, Brigadeiro;Lúcio Valle Barroso, Coronel da Aeronáutica;Nélson Zagaglia, Coronel da Aeronáutica;Ivan Américo Gonçalves, Capitão do Exército;José Lindenberg Câmara, Capitão de Mar e Guerra;Mari de Souza Gomes, Funcionária do Itamaraty;Paulo José Pinto, Coronel da Aeronáutica;Mauro da Silva Amorim, Coronel da Aeronáutica;Helius Ferreira Araújo, Major da Aeronáutica;Carlos Claudio Miguez Suarez, Coronel do Exército;Paulo Filgueiras Tavares, Coronel do Exército;Jonas Alves Corrêa, Coronel da Aeronáutica;João Carlos Fernandes Cardoso, Brigadeiro;Carlos Rogerio Couro Baptista, Advogado;Domingos Miguel Antônio Gazzineo, General de Exército;Kleber Luciano de Assis, Almirante de Esquadra;Paulo Roberto de Freitas Mariano, Engenheiro Mecânico;Aparecida Cléia Gerin, Professora;Afrânio Ferreira Bressan, Economista;Jaime Rodrigues Sanchez, Major-Brigadeiro;José Carlos Ferraz, Economista;Sylvio Rubens Naccaratto Junior, Coronel da Aeronáutica;Helio Imbrosio de Oliveira, Coronel da Aeronáutica;Miguel José Neves dos Santos, Coronal da Aeronáutica,Edson Campos Reis, Coronel da Aeronáutica;Luiz Eduardo de Oliveira Figueiredo, Funcionário do BNDES, Aposentado;Ernesto Caruso, Coronel do Exército;Benone Augusto de Paiva, Aposentado;Manoel Soriano Neto, Coronel do Exército;Marco Felício, General de Brigada;Maria da Conceição Oliveira Campos, Advogada, ex-professora da PUC MG;Sérgio Pinto Monteiro, Tenente do Exército R2, Historiador;Gustavo Henrique Albrecht, Major da Aeronáutica;Leci Oliveira Peres, Brigadeiro;Brival Bello de Souza, Coronel da Aeronáutica;Wandimyr Fajardo Gasparello, Professor Universitário;Alcyone Samico, Advogado;Elson José Apecuitá, Capitão de Mar e Guerra;João Cherem Júnior, Capitão de Mar e Guerra;Eduardo Taquece Moura, Capitão de Mar e Guerra;Manoel Rodrigues de Amaral, Capitão de Mar e Guerra;José Batista Pereira, Coronel do Exército;Luiz Roberto Brandão Pires, Empresário;José Miguel Neves dos Santos, Coronel da Aeronáutica;Rubens Morgado Villa Real, Engenheiro Eletricista;Hamilton do Rosário Werneck, Auditor Fiscal.Vídeo: Vítimas da Covid-19 são homenageadas em 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EMERSON


13/06/2020
ANO:285
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]