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Em Sorocaba 20 pessoas tiraram a própria vida

mencio ()

    10 de setembro de 2019, terça-feira
    Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
  
  


SET.
10
HOJE NA;HISTóRIA
59

Um total de 20 pessoas tirou a própria vida em Sorocaba em 2019. Os dados são da Vigilância Epidemiológica do município e revelam ainda que os homens se matam quatro vezes mais que as mulheres. Dos 20 casos, 16 são homens e quatro mulheres. A faixa etária com maior número de mortes foi a de 30 a 39 anos, com sete casos.Em todo o ano passado, a cidade totalizou 42 suicídios, sendo 33 homens e nove mulheres. A faixa etária predominante foi a de 20 a 29 anos, com 12 casos. O assunto ainda é considerado tabu e para tentar chamar a atenção para essa realidade hoje é comemorado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio por ano. Já no Brasil a OMS afirma que 32 brasileiros tiram a própria vida por dia, o equivalente a uma pessoa a cada 45 minutos.Setembro AmareloA campanha nacional ocorre todo ano no mês de setembro, que é chamado de amarelo porque a cor representa a vida. O “Setembro Amarelo” foi iniciado em 2015, por meio de uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina e da Associação Brasileira de Psiquiatria.Referência no Brasil, com unidades espalhadas por todo o país, o CVV conta atualmente com cerca de três mil voluntários, que atendem gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.Em Sorocaba também existe atendimento presencial, todos os dias, das 8h às 18h, na sede do CVV local, que fica na rua Nogueira Martins, 334, no Centro. As pessoas também podem ser atendidas pelo site da entidade via chat ou por e-mail.Uma das voluntárias, Jô Santos (nome fictício), disse que na cidade atualmente são 80 voluntários e que a entidade necessita em todo o país de mais pessoas. “De outubro de 2018 até março de 2019, em todo o Brasil, o CVV recebeu e respondeu 80 mil e-mails e atendeu no mesmo período cerca de 2,5 milhões de ligações”, diz.Leia mais OMS alerta para adoção de estratégias de prevenção ao suicídio Para o “Setembro Amarelo”, a entidade local, junto com outros parceiros, preparou uma programação especial com diversos evento. Hoje, voluntários do CVV vão estar, a partir das 8h, na Universidade de Sorocaba (Uniso), onde será exibido o documentário sobre prevenção ao suicídio chamado “Ouvidos Calados”, além de uma roda de conversa com alunos do curso de Psicologia.Já a partir das 19h o documentário será exibido na Fundec, que fica na rua Brigadeiro Tobias, 73, Centro. A entrada é franca, mas é preciso retirar o ingresso a partir das 8h30.Nos dias 21 e 22 (sábado das 8h às 19h, e domingo das 8h às 12h) será ministrado o curso “Caminho de Valorização da Vida”, da Escola de Valorização do CVV. O evento é gratuito e ocorrerá na EE Júlio Prestes de Albuquerque (Estadão), que fica na avenida Eugênio Salerno, 204.E no domingo (29) será realizado o “Piquenique Amarelo”, no Parque Campolim, das 10h às 15h, com apresentações musicais, tenda de massagens e comidas variadas e oficina das emoções, com voluntários do CVV e estudantes de Medicina da PUC.Para a médica psiquiatra da clínica Ápice Medicina Integrada, Ana Paula Ribeiro, “a prevenção começa com a conscientização da população em relação ao problema gravíssimo, por meio da disseminação de informações sobre o assunto e fornecendo o suporte necessário para o tratamento adequado”.UBSs realizam ações sobre o tema com a comunidadeCom o objetivo de promover a prevenção ao suicídio, a Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES) aderiu à campanha “Setembro Amarelo” com atividades em pelo menos seis unidades, com ações para conscientizar e sensibilizar a população sobre o tema.Na UBS Ulisses Guimarães ocorreu uma capacitação sobre suicídio com as agentes comunitárias de saúde e com pacientes presentes na sexta-feira (6).Nesta terça-feira (10), das 11h às 17h, a UBS Laranjeiras realizará uma roda de conversa com os servidores para abordar sobre a prevenção do suicídio. No acolhimento de enfermagem, as pessoas com problemas psicológicos serão priorizadas.Leia mais Ligação para prevenção ao suicídio passa a ser gratuita Já das 13 às 16h, a UBS Escola organizará uma orientação na sala de espera da unidade tratando da prevenção ao suicídio. Também será feita uma roda de conversa com gestantes sobre saúde mental na gestação e pós-parto. A ação terá o apoio do curso de Psicologia da Universidade Paulista (Unip).Na quarta (11), por meio de estagiários da área da saúde, ocorrerá uma orientação na sala de espera alertando sobre sintomas de depressão e problemas psicológicos.Na UBS Laranjeiras um convite intitulado “Descubra quem é a pessoa mais importante de sua vida”, tem a intenção de provocar nos usuários um olhar mais atento para si. Isso porque ao levantar a “cortina” que cobre o espelho, a pessoa depara com a própria imagem. De acordo com a coordenadora da unidade, Gabriela Aires, a intenção é buscar uma maior consciência sobre a valorização da vida. “Foi uma ideia de promover uma maneira lúdica para que os pacientes reflitam sobre o tema e de alguma forma o nosso trabalho evite o suicídio na sociedade”, diz.Já as UBSs Hortência e Brigadeiro Tobias colocaram em exposição cartazes informativos e motivacionais no ambiente interno das unidades.E a UBS Carandá, no dia 19, haverá uma roda de conversa para discutir sobre o tema. (Ana Cláudia Martins)Comentários



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EMERSON


10/09/2019
ANO:259
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]