7 de janeiro de 2018, domingo Atualizado em 13/02/2025 06:42:31
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Profissionais de medicina do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), unidade responsável por atender 48 cidades da região, têm recebido salário mesmo sem atender pacientes. Eles participam do esquema conhecido como "farra do ponto", em que registram a entrada, deixam o hospital e só voltam no fim do expediente, para marcar a saída. O esquema foi denunciado pelo Fantástico neste domingo (7).A reportagem da TV TEM e do G1 flagrou dois médicos e um cirurgião dentista que fazem da prática uma rotina. Eles chegam, batem o ponto e saem do hospital. O destino varia: eles vão para casa, à padaria, à academia, fazem compras e até atendem em clínica particular. Enquanto isso, pacientes esperam atendimento pelo profissional que sequer está na unidade hospitalar, apesar de ganhar para isso.Esta não é a primeira vez que a "farra do ponto" é denunciada no Fantástico. Em 2011 foi descoberto um esquema em que médicos se ausentavam durante o horário de plantão. Para coibir a prática, o Hospital Regional instalou equipamentos de ponto eletrônico, mas a fraude persiste, como mostra a reportagem.Médicos batem o ponto e saem da unidade — Foto: Reprodução/TV GloboMédicos batem o ponto e saem da unidade — Foto: Reprodução/TV GloboMédicos batem o ponto e saem da unidade — Foto: Reprodução/TV GloboFlagrantesNo dia 20 de novembro, às 7h05, o médico anestesista Francisco Manoel dos Santos Mendes chega ao CHS, bate o ponto e vai até uma lanchonete na mesma rua. No estabelecimento, ele conversa com um amigo, compra um lanche e volta para o hospital.De acordo com o registro, próximo das 10h o médico sai novamente, só que de carro, ainda no horário de plantão. Em outro flagrante, em 7 de dezembro, Mendes chega às 7h10 e registra a digital. Menos de três horas depois vai até uma academia. As imagens mostram ele em uma esteira.Em seguida, às 12h14, o anestesista volta ao hospital. No fim do dia, com outra roupa, ele espera o horário para bater o ponto mesmo sem ter cumprido todo o plantão de 12 horas. O Portal da Transparência informa que o salário do médico é de R$ 20.927,29 por mês referentes a uma jornada de 20 horas semanais.Procurado por telefone, o médico disse à reportagem que “não tinha nada para falar”.Fico a distânciaElias Agostinho Neto, cirurgião dentista, foi flagrado realizando uma cirurgia em um hospital particular na cidade às 15h de 24 de novembro, dia e horário em que deveria estar de plantão no CHS. Ele é flagrado quando sai do centro cirúrgico para receber da enfermeira uma caixa de bombons enviado pela reportagem.No mesmo dia que Elias deveria estar no CHS, a paciente Lúcia Elena Zorzetto diz que caiu em casa e precisava ser atendida pelo especialista.“Eles [funcionários] não falaram o porquê [da ausência]. Deram soro, pingou devagarinho, mas não sei quem mandou eu tomar soro, não veio médico me ver”, lembra a aposentada.Segundo a escala daquele dia, Elias tinha que trabalhar das 7h até as 19h. No entanto, só retornou ao hospital para marcar o registro de saída, mesmo sem ter cumprido a jornada de trabalho.Os flagrantes da "farra do ponto" se repetem. Em 29 de novembro o cirurgião registra o ponto e segue para o centro de Sorocaba. No dia 1º de dezembro ele chega, bate o ponto e para em uma padaria antes de ir para o consultório particular na região central, às 9h30. De acordo com o Portal da Transparência, ele recebe R$ 4.471,85 para cumprir a jornada de 20 horas semanais.Por meio da câmera escondida, um funcionário confirma que a prática é comum e, mais do que isso, planejada.“É para ter dois médicos de escala, fica um só, daí um faz a primeira hora e o outro faz a segunda. Com certeza é feito um acordo entre eles”, afirma.O dentista foi surpreendido pela equipe de reportagem no consultório e destacou que cumpre os horários estabelecidos. “Fico lá, fico a distância um pouco, fico em casa, volto, mas estou sempre lá. Estou priorizando a dor do paciente”, afirma.Em nota, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo informou que casos como o descrito podem ser considerados infração ética. A pena varia de advertência até cassação do exercício da profissão.Dá uma olhada e vai emboraA reportagem da TV TEM e do G1 ainda flagrou outro médico que também participa da "farra do ponto". Em 14 de dezembro, às 7h, o cirurgião plástico Newton Canicoba é flagrado estacionando o carro em uma vaga de táxi antes de bater o ponto e voltar para a casa onde mora, em um condomínio na Zona Sul de Sorocaba (SP).O médico volta horas depois ao CHS, mas por pouco tempo. Segundo o registro da produção, ele vai para uma clínica particular, onde fica até as 12h e volta para a unidade para bater o ponto. Sem saber que estava sendo gravada, uma funcionária conta a rotina do médico. “Ele vem, dá uma olhada, vê se tem algum caso para resolver e vai embora.”Conforme o Portal da Transparência, Canicoba recebe R$ 7.918,97 para cumprir uma jornada de 20 horas semanais.A situação se repete no dia 21 de dezembro. O médico chega, fica cerca de meia hora no ambulatório e vai embora. Segundo a escala, ele tinha pacientes desde as 7h.No último dia de flagrante, em 4 de janeiro, o médico registra a digital, deixa o CHS de moto e vai para casa. Horas depois volta para o hospital, sai novamente e vai até uma loja de ferramentas. Canicoba retorna às 12h10 para encerrar o expediente. Neste momento ele é abordado pela reportagem, mas se recusa a falar sobre o assunto.Cerca de 30 minutos depois, o médico sai da unidade e fala sobre o flagrante. Ele alega que saiu para comprar o controle de um ar condicionado - e nega ter voltado para casa.“Eu voltei para cá logo em seguida. Tinha esquecido meu carimbo e minha caneta, e sem o carimbo e sem a caneta eu não consigo trabalhar. Como tinha pouco paciente, aproveitei para ir comprar um controle de ar condicionado, porque o nosso estava quebrado, aí fui comprar porque o estado não fornece. Foram três dias isolados, um eu abonei, o outro provavelmente foi o de hoje, que eu fui pegar o aparelho porque não tinha paciente para atender”, defende-se.Hospital de Sorocaba utiliza o ponto eletrônico — Foto: Reprodução/TV GloboHospital de Sorocaba utiliza o ponto eletrônico — Foto: Reprodução/TV GloboHospital de Sorocaba utiliza o ponto eletrônico — Foto: Reprodução/TV GloboPuniçãoLavínio Nilton Camarim, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), afirma que, se comprovada infração por abandono de plantão, o médico pode ser punido.“O Conselho Regional de Medicina é muito claro nisso. Ele é taxativo em orientar seus médicos para que, em regime de plantão, jamais abandone a não ser em situações especiais. Se realmente tiver infração médica, o médico poderá receber desde uma advertência até mesmo a suspensão ou cassação do exercício profissional.”O secretário-adjunto da Secretaria de Saúde de São Paulo, Eduardo Ribeiro Adriano, diz que as atitudes são de exceção "e, como tal, devem ser punidas exemplarmente". Se houver a confirmação, os profissionais deverão ser demitidos.“Mais do que isso, eles vão ter que devolver todo o recurso que receberam e foi objeto de não contrapartida de trabalho.”Veja mais notícias da região no G1 Sorocaba e Jundiaí
foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.
Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.
No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.
Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.
Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]
Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]
Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:
Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104
Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.
No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:
Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107
Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:
Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108
Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]