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Falecimento do maestro Marcos Antônio Portugal, na cidade do Rio de Janeiro
17 de fevereiro de 1830, quarta-feira ver ano
  

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1830 — Falecimento do maestro Marcos Antônio Portugal, nacidade do Rio de Janeiro, onde desde 1808 era mestre da CapelaReal, depois (1822) Capela Imperial. Nascido em Lisboa em 1762,adotara em 1822 a nacionalidade brasileira. Seus primeiros ensaios,como compositor de música sacra, datam de 1781. Com uma pensãodo príncipe dom João (depois João VI) foi aperfeiçoar-se na Itália, e aíadquiriu reputação, compondo oito óperas, seis burletas e sete farsas(1793-1799), que foram cantadas no Scala de Milão, em Veneza,Florença, Nápoles, Verona e Ferrara. Para os teatros de Lisboa,compôs (1800-1809) 13 óperas, 11 burletas, sete farsas, nove cantatase oito entremezes. O catálogo de suas missas e outras composiçõesreligiosas é muito extenso (ver Revista do Instituto Histórico, t.XXII). Compôs em 1808 um hino da nação portuguesa e, em 1822,ao mesmo tempo que o imperador dom Pedro I, a música para o hino EFEMéRIDES BRASILEIRAS139da independência, de Evaristo da Veiga; no entanto, a composição doimperador foi a que se adotou como hino nacional brasileiro até 1841,data em que o hino de Pedro II, composto por Francisco Manuel paraa cerimônia da coroação, fez esquecer os dois outros, e tornou-se ohino oficial e popular





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