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autor:23/10/2023 02:58:12
Falecimento de Giuseppe Garibaldi aos 75 anos de idade

mencio ()

    2 de junho de 1882, sexta-feira
    Atualizado em 30/10/2025 19:04:00
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JUN.
02
HOJE NA;HISTóRIA
61

Giuseppe Garibaldi (1807-1882) foi um militar e guerrilheiro italiano. Participou do movimento nacionalista "Jovem Itália" que pretendia a unificação de toda a península sob a forma de república.

Exilado no Brasil, participou da "Guerra dos Farrapos" e lutou na guerra entre a "Argentina e o Uruguai". De volta para a Itália participou de várias lutas pela independência italiana.

Giuseppe Garibaldi nasceu em Nice, no sul da França, quando essa cidade pertencia ao reino da Sardenha, Itália, no dia 4 de julho de 1807. Filho do capitão da Marinha Mercante desde pequeno sonhou com aventuras marítimas.

Infância e juventude

Em 1825, com 18 anos, Garibaldi entrou para a Marinha Mercante e embarcou rumo a Odessa, na Rússia. A partir daí, sucederam-se inúmeras viagens. Em 1832 voltou para a Rússia no comando da nau “Nossa Senhora das Graças”.

Nesse mesmo ano, esteve na Ucrânia onde encontrou alguns exilados italianos integrantes do movimento nacionalista de unificação da Itália, na época dividida em vários Estados absolutistas.

O movimento "Jovem Itália", ao qual Garibaldi aderiu imediatamente era dirigido por Giuseppe Mazzini e pretendia a unificação de toda a Itália sob a forma de república.

Exílio no Brasil

Em 1834, Garibaldi liderou uma conspiração em Gênova, com o apoio de Mazzini, mas derrotado, foi obrigado a exilar-se em Marselha. Condenado à morte fugiu para o exilo no Brasil.

Em 1835 desembarcou no Rio de Janeiro, onde já se encontravam outros exilados. No dia 20 de setembro desse mesmo ano, eclodiu no Rio Grande do Sul um movimento republicano, chefiado por Bento Gonçalves da Silva.

Ao tomar conhecimento da revolução, Garibaldi apoiou a causa e, a República de Piratini colocou à sua disposição um veleiro, doze homens e alguns fuzis.

Durante a Guerra dos Farrapos, Garibaldi tomou a cidade de Laguna, em Santa Catarina, ampliando os limites da República.

Garibaldi e Anita

Durante esses anos de guerra, Garibaldi conheceu Ana Maria Ribeiro da Silva, que também lutava na revolução. Com a derrota dos republicanos, foi para Montevidéu com sua mulher que ficou conhecida como Anita Garibaldi.

Em 1842, estava no Uruguai quando eclodiu a guerra entre a Argentina e o Uruguai. O ditador argentino Juan Manuel Rosa ambicionava formar a Grande Argentina, incorporando os territórios dos países vizinhos.

Giuseppe Garibaldi comandou a frota Uruguaia que enfrentou no rio Paraná a armada argentina. Derrotado, fez incendiar todos os navios para que não caíssem nas mãos do inimigo.

Enquanto nova armada era construída, Garibaldi organizou uma legião de voluntários, constituída em grande parte por italianos exilados, que foi chamada de “Legião Italiana”.

Os legionários eram identificados pela camisa vermelha, que a partir dessa época foi usada por todos os soldados garibaldinos.

Depois de vencerem a batalha de San Antônio, em 8 de fevereiro de 1846, Garibaldi recebeu do governo uruguaio a promoção de “Comandante supremo das milícias de Montevidéu”.

Volta à Itália

Em 1848, Garibaldi soube que o rei Carlos Alberto da Sardenha havia declarado guerra à Áustria, então voltou para a Itália, sendo bem recebido em Milão.

Apesar de ser contra a monarquia, formou um corpo de voluntários para lutar ao lado do rei que também queria expulsar os austríacos e libertar a Itália dos estrangeiros.

Após ter conquistado algumas vitórias, foi surpreendido pela notícia de que a guerra terminara por meios diplomáticos: o rei, derrotado em várias tentativas para conquistar Milão, escolhera o armistício.

Garibaldi, no entanto, rejeitou esta solução e continuou na luta, mas a causa foi perdida e a Áustria continuou a manter sua supremacia sobre a Lombardia.

Dissolvida a força de voluntários, Garibaldi voltou para Nice, onde encontrou Anita e seus três filhos, que haviam nascido na América.

Em 1849 Garibaldi e Anita seguem em auxílio da recém-fundada República Romana, após a fuga do papa Pio IX. Defendeu a cidade contra o exército francês enviado para resgatar o governo papal.

A república Romana – que existiu de 3 de junho a 1 de julho, não pode ser salva e foi obrigada a ceder, embora o exército de Garibaldi tivessem derrotado as tropas francesas e também o exército das duas Sicílias que também apoiava o papa.

Giuseppe Garibaldi teve de fugir, mas foram perseguidos. Vestida de soldado e gravida de cinco meses, Anita adoece, em Orvieto, próximo à província de Ravena, acometida por febre tifoide e não resiste.

Triste e derrotado, Garibaldi alcança a república neutra de San Marino e em seguida exila-se nos Estados Unidos e depois no Peru.

Regresso à Itália

Em 1854 Garibaldi teve permissão para regressar à Itália e retirou-se para a ilha de Caprera, perto da Sardenha, que havia adquirido.

Numa nova guerra contra a Áustria, em 1859, assumiu o posto de major-general e dirigiu a campanha que terminou com a anexação da Lombardia pelo Piemonte.

Comandou as célebres camisas vermelhas, entre 1860 e 1861, que utilizando táticas de guerrilha aprendidas na América do Sul, conquistou a Sicília e depois o reino de Nápoles, até então sob o domínio dos Bourbons.

Após a realização de plebiscitos nas regiões centrais da Umbria, Marcas e o reino sulista das Duas Sicílias, Garibaldi renunciou aos territórios conquistados, cedendo-os ao rei de Piemonte, Vítor Emanuel II.

Em 1862, liderou uma nova expedição contra as forças austríacas e depois dirigiu suas tropas contra os Estados Pontifícios, convencido de que Roma deveria ser a capital do recém-criado estado italiano.

Na batalha de Aspromonte Giuseppe Garibaldi foi ferido e aprisionado, mas logo libertado. Participou depois da expedição para a anexação de Veneza.

Em sua última campanha, lutou ao lado dos franceses em 1870 e 1871, na guerra franco-prussiana. Participou da batalha de Nuits-Saint-Georges e da libertação de Dijon.

Por seus méritos militares, Garibaldi foi eleito membro da Assembleia Nacional da França em Bordéus, mas voltou para a Itália em 1874, sendo eleito deputado no Parlamento italiano.

Giuseppe Garibaldi viveu seus últimos anos em retiro na ilha de Caprera, Itália, onde faleceu no dia 2 de junho de 1882.



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Giuseppe Garibaldi aos 59 anos
Data: 01/01/1866
Créditos/Fonte: Crédito/Fonte: Wikimedia / commons
01/01/1866


ID: 2939



EMERSON


02/06/1882
ANO:67
  testando base


Sobre o Brasilbook.com.br

foi publicada a segunda edição na língua inglesa. Pouco depois, em 1848, o relato foi publicado em língua alemã em Dresden e Leipzig, atual Alemanha.A edição em português ocorreu em 1942, na Coleção Brasiliana, intitulada Viagens no Brasil: principalmente nas províncias do norte e nos distritos de ouro e do diamante durante anos 1836-1841, da Companhia Editora Nacional.No ano de 1856 foi publicado o relato Life in Brazil; or, a journal of a visit to the land of the cocoa and the palm de Thomas Ewbank ela Harper & Brothers, Nova York, sendo lançada também na Inglaterra. Nos Estados Unidos houve uma edição em 2005.No Brasil, o relato em português foi publicado com o título A vida no Brasil: ou Diário de uma visita ao país do cacau e das palmeiras, em 1973, pela editora carioca Conquista, em dois volumes.O relato de Henry Walter Bates foi publicado em 1863, em dois volumes, com o título The naturalist on the River Amazons, a record of adventures, habits of animals, sketches of Brazilian and Indian life, and aspects of nature under the Equator, during eleven years of travel by Henry Walter Bates, em Londres pela John Murray. A segunda edição ocorreu um ano depois, com supressão de algumas partes pelo autor, seguida por mais de dez edições na língua inglesa em Londres e nos Estados Unidos. No Brasil O naturalista no Rio Amazonas foi editadoem 1944 pela Editora Nacional.

Em 1869, Richard Burton publicou a primeira edição de Explorations of the Highlands of the Brazil; with a full account of the gold and diamond mines. Also, canoeing down 1500 miles of the great River São Francisco, from Sabará to the Sea by Captain Richard F. Burton, F.R.G.S., etc., em Londres por Tinsley Brothers, em dois volumes. A obra recebeu destaque em finais do ano passado e foi publicada em Nova York no centenário da primeira edição, e nos últimos dezesseis anos teve três edições nos Estados Unidos.

No Brasil, a primeira edição de Viagens aos planaltos do Brasil: 1868, em três volumes,ocorreu no ano de 1941 pela Companhia Editora Nacional, que publicou a segunda edição em 1983. Houve uma edição em 2001 pelo Senado Federal intitulada Viagem do Rio de Janeiro a Morro Velho, volume único.

Em São Paulo, a Tip. Allemã de H. Schroeder publicou Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gaston e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba de John James Aubertin no ano de 1866.

Nesse mesmo ano foi traduzido para o inglês pelo autor e publicado em Londres pela Bates, Hendy & Co. com o título Eleven day’s journey in the Province of Sao Paulo, with the [p. 10]

Outro ponto, o parâmetro comparativo do algodão brasileiro e do norte-americano. A produção dos Estados Unidos figura como indicadora de qualidade e produtividade, em vista do país ter sido o maior fornecedor do mundo, e é trazida pelos viajantes quando desejam estimular a produção no Brasil, em especial, utilizando dados fornecidos por conhecedores do ramo.Nesse sentido, Richard Burton traz as considerações de um renomado pesquisador da cultura algodoeira, Major R. Trevor Clarke96 para quem “Aqui [no Brasil] o algodão tem mais penugem que o habitual; 600 quilos darão 250 de fibra limpa, ao passo que no Alabama são necessários 750 quilos. Em geral, o replantio do arbusto é feito em seu quarto ano”.97 E J. J. Aubertin traz a experiência dos americanos sulistas Dr. Gaston, Dr. Shaw e Major Mereweather, a quem ele acompanhou durante a passagem deles pela Província de São Paulo:Eramos cinco pessoas. Tres Americano sulistas, dr. Gaston, dr. Shaw e o major Mereweather, que ião fazer sua viagem prolongada, na exploração de districtos um pouco remotos, sob a direcção do sr. Engenheiro Bennaton, para esse fim nomeado; e, sendo informado dos seus preparativos, logo me aggreguei a elles, não menos por sympatia para com a antecipada immigração americana, como tambem pelo desejo de visitar em sua companhia algumas plantações de algodão, e tirar algumas instrucções de sua experiencia pratica, a respeito de uma cultura que, sendo hoje estabelecida na província, não póde deixar de influil-os cabalmente na resolução que definitivamente tenhão que tomar.98Durante a permanência na província paulista, o grupo visitou a região de Itu, Salto, Porto Feliz e Sorocaba, daí J. J. Aubertin seguiu para a capital paulista e eles continuaram viagem com destino à Itapetininga. As observações de diferentes aspectos da lavoura algodoeira e o processamento do algodão fizeram os norte-americanos considerarem o clima paulista adequado à produção e benéfico o fato de não haver mudanças bruscas na temperatura, como a ocorrência de geadas, possibilitando maior tempo de conservação do algodoeiro.99Esses dados são agregados por J. J. Aubertin àqueles fornecidos por produtores paulistas de que “emquanto o alqueire norte-americano, dando bem, produz de cem até cento e dez ou talvez 96 Richard Trevor Clarke (1813-1897) – “Army officer and horticulturalist. Major in the Northampton and Rutland Infantry Militia, 1862. Bred nearly thirty new varieties of begonias and many new strains of cotton. Awarded a gold medal by the Cotton Supply Association of Manchester. Member of the Royal Horticultural Society; served on the council and scientific committee for many year; awarded the society’s Veitchian medal, 1894”. BURKHARDT, Frederick et al (Ed.). Charles Darwin. The Correspondence of Charles Darwin (1866). Cambridge: Cambridge University, 2004, p. 502, vol. 14.97 BURTON, Richard Francis. Viagem de canoa de Sabará ao Oceano Atlântico..., op. cit., p. 29. [nota 3]98 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo com os Srs. Americanos Drs. Gastón e Shaw, e o Major Mereweather. 1865. Carta dirigida ao Illm. e Exm. Sr. Barão de Piracicaba. São Paulo: Typ. Allem[p. 159]

Os esforços de J. J. Aubertin devem ser compreendidos dentro desse contexto, em que ele se coloca como defensor da produção algodoeira paulista e atua em diferentes direções. No Brasil, escreveu para diversos periódicos nacionais e correspondeu-se com diferentes figuras da política brasileira para lhes solicitar o envolvimento com a lavoura algodoeira capaz de colocar São Paulo em posição favorável no mercado inglês, tal como fez o inglês em carta ao Comendador Fideles Prates:

Usai, vos peço, nesta vespera de uma nova semeadura, a vossa bem conhecida influencia entre os vossos amigos, e dizei aos cultivadores do algodão que redobrem os seus esforços na nova plantação, porque pela colheita futura é que se diciderá definitivamente a importante questão se a provincia de S. Paulo pode ou não pode occupar uma posição positiva nos mercados de Manchester.104

Aos agricultores interessados, ele também procurou difundir noções sobre a técnica de cultivar o algodão herbáceo e publicou folhetos sobre a cultura do algodão.105 Essa política de difundir informações sobre o cultivo foi uma atividade constante da associação inglesa, mesmo após o fim da guerra norte-americana.

No plano internacional, empenhou-se em apresentar os algodões paulistas de boa qualidade na Exposição Internacional de Londres, de 1862, com o objetivo de mostrar os atributos do produto. Também foi intermediador entre Manchester Cotton Supply Association e órgãos brasileiros; em duas ocasiões, nos anos de 1862 e 1865, J. J. Aubertin solicitou à associação britânica que enviasse algodão herbáceo ao Ministério da Agricultura e à Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional.106 Em diferentes momentos enviou para a Inglaterra amostras do algodão paulista, em geral, com boas avaliações dos correspondentes.J. J. Aubertin arquitetou ações no Brasil ligadas aos interesses ingleses baseadas em informações colhidas por ele na província ou com base na experiência de nacionais e, principalmente, de norte-americanos, com o propósito de deixar claro as potencialidades de São Paulo e convencer os potenciais produtores paulistas. Para aqueles que mesmo assim estivessem em dúvida, ele escreve:

Deveras, já é tarde demais para duvidar do algodão de São Paulo; mas se ainda ha descrentes, apenas apello para os dous srs. Cultivadores que acompanhei, major Mereweather e dr. Shaw. Ambos elles me repetirão muitas vezes, que melhor algodão que aquelle que nos vimos não desejavão ver; que nas suas proprias plantações e com todos os seus meios perfeitos não costumavãoproduzir melhor. 107

Seus esforços renderam-lhe o reconhecimento da associação inglesa, que o condecorou com uma medalha de ouro, e o governo brasileiro honrou-o com o hábito da Imperial Ordem da Rosa. Nos veículos de informação brasileiros, nos quais tanto escreveu, vemos o reconhecimento de seus pares, como E. Hutchings, outro entusiasta da lavoura algodoeira em terras paulistas e intermediário entre a associação e o Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas:

Hoje, considerado, como um genero de exportação, o algodão, e sua cultura, é um dos factos estabelecidos na historia da provincia, e eu me aproveito desta occasião para patentear a gratidão que todos temos.Quem sabe, o que ha de mostrar-se nos anos que vem? Quasi todas as condições de prosperidade estão unidas nesta provincia; - Um clima sem rival, uma terra cheia de riquesa, e uma natureza, cuja uberdade é espantosa. Tudo isto aqui, e no outro lado do Oceano, a Inglaterra, offerece tudo quanto seja possivel afim de attrahir para lá, os productos da provincia, e com as devidas providencias, e constancia em trabalhar, tudo será possivel, e, sem esta, nada.Campinas, Mogy-mirim, Limeira e outros lugares vão caminhando na cultura do café, e o publico, bem como os particulares, são beneficiados. Parece que, para Sorocaba, resta ainda este outro manancial de prosperidade; - a cultura do algodão, e não ha homem ou natural, ou estrangeiro na provincia, que não abençoará a empresa.[...] Caminho da Luz, S. Paulo Agosto de 1865[...] E. Hutchings108

Evidentemente, tais esforços foram no sentido de produzir algodão adequado às necessidades da indústria inglesa. Foi estimulado o plantio da semente de Nova Orleans, em solicitação de uma circular da Manchester Cotton Supply Association109 e houve uma modificação na postura do produtor brasileiro: “O tipo de algodão tradicional no Brasil era o arbóreo mas o mercado consumidor passou a condicionar a produção ao tipo herbáceo dos 107 AUBERTIN, J. J. Onze dias de viagem na Província de São Paulo..., op. cit., p. 16.108 HUTCHINGS, E. “Aos Redactores do Diario de São Paulo”. Diario de S. Paulo, São Paulo, 11 agosto 1865, ano I, nº 10, p. 2. Em outras atividades, além do algodão: E. Hutchings foi um dos secretários da Comissão Julgadora de um concurso para criadores de animais pensado por J. J. Aubertin, tesoureiro do evento. O Comendador Fideles Nepomuceno Prates aparece como um dos Juízes. “Concurso industrial”. Correio Paulistano, Estados Unidos. As variedades mais procuradas eram a U[p. 161, 162]