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Após 4 horas de casados, marido matou a esposa ainda vestida de noiva, durante a festa
Terça-feira, 28 de Setembro de 1971

Madalena Klosterman tinha 31 anos quando foi assassinada 4 horas após se casar com José de Barros, o assassino. Ele era seu primeiro namorado.

Ela vinha de uma de imigrantes alemães que haviam chegado na região um século antes. Gente trabalhadora. Entraram mato adentro, dominaram a terra, geraram filhos e progrediram.

Haviam se passado duras gerações de sua família, em paz, cultivando a terra. No clã dos Klosterman, todos haviam morrido de causas naturais até então.

José de Barros, o noivo, marido e assassino, tinha fama de trabalhador. Após, se casarem, iriam morar com a sogra, com a qual tinha um ótimo relacionamento. Foi ele quem preparou tudo, comprou os móveis, mandou fazer o terno e se preocupou com a comida para o banquete. Ele mesmo mandou fazer mais pães, porque queria fazer um baile na noite do casamento.

Contratou até o gaiteiro Juvenal, que ia tocar a noite inteira sem cobrar nada. Tinha até um substituto.

A cerimônia na igreja ocorreu num sábado.Ninguém achou estranho José não querer foto de casamento, algo tradicional na época. Mas todos perceberam que ele estava muito quieto. Não comeu. Bebeu apenas um copo de cerveja.

Madalena fumou o primeiro cigarro da sua vida, afinal, o dia do seu casamento, tudo era permitido. Todos concordaram que aquele era o silêncio de um homem que acabara de se casar e havia suportado toda a pressão.

A festa de casamento corria normalmente. 4 horas haviam se passado desde a cerimonia na igreja. José havia acabado de cortar um pedaço de churrasco na mesa quando apunhalou Madalena.

A faca penetrou seu peito atingindo o coração. O vestido branco da noiva ficou vermelho tamanha a quantidade de sangue. Madalena faleceu na hora.

Motivação do crime

José foi preso e sempre demonstrou arrependimento. Ele disse ao seu pai: "Claro que tenho saudades da Lena, ela era tão boazinha, não sei por que fui fazer um serviço desses."

Porém a motivação do crime passou a ser um questionamento com mais de uma resposta. Em seu depoimento José assegurou que havia matado Madalena porque não era mais homem e tinha medo de enfrentar o casamento.

Porém, não dava mais detalhes sobre o depoimento. Ria e apenas dizia que se limitou a repetir o que o agente pedia para ele dizer.

O delegado Ricardo Ehike não acreditava que este teria sido o motivo do crime.

Louco sim Mas muito homem!

Após o casamento na igreja José havia comentado com um dos convidados: "Nossa felicidade vai durar pouco". E Madalena havia dito a sua mãe estar chateada, pois uma cartomante havia feito uma previsão que havia deixado José muito triste e que "Não deviam fazer uma coisa daquelas com José, ele tão simples e crente".

Madalena, que era uma moça simples e inexperiente, havia comentado com a mãe, Izineide e com a irmã Cibila, que José havia falado do seu problema de virilidade.

No sítio onde moravam os pais de José e seus nove irmãos, o depoimento caiu como uma bomba. Lindolfo, seu irmão mais novo fico indignado: "Meu irmão é muito homem sim senhor, isso é calúnia.

Sete irmãos de José são casados e todos tem vários filhos. José é um pouco nervoso, sim. Ele as vezes não conseguia dormir de noite, tinha que ficar andando pelo quarto, mas isso dele não ser homem, não é verdade!"

A cartomante

Na sexta-feira, um dia antes do casamento, José havia dito para a senhora Almira Ferreira, esposa do inspetor de quarteirão e madrinha de Madalena, que ele ia morrer, mas que sua noiva iria junto com ele.

Segundo o irmão Lindolfo, neste mesmo dia, José chegou em casa dizendo que tudo estava acabado, que para ele não importava mais nada.

"Mais tarde tarde ele me contou que tinha ido na Mariazinha e ela previu a sua morte para terça-feira passada. Coisa de curandeira, moço, ora se isso fosse acontecer. Eu acho que aquela mulher botou tudo na cabeça do José, ele que não matava uma galinha de dó." disse Lindolfo.

facebook.com/ sorocaba24hrs/ posts /610220349743715


José de Barros
Acervo/fonte: Diário do Paraná
Data: 10/1971
Curitiba/PR em 1971
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Cibila chora no túmulo da irmã
Acervo/fonte: Diário do Paraná
Data: 10/1971
Curitiba/PR em 1971

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