Adolfo FrioliEssa data é um mistério que não interessa a gente embalada pela Lei Municipal que criou uma data supositicia que não é a verdade histórica e no Dia de Nossa Senhora da Ponte em 15 de Agosto (antes era em 21 de Novembro) que é uma data religiosa, acrescentaram um ano só para igualar com os festejos do 4o centenário de São Paulo, que também é duvidoso.
Foi em 1954, por intermédio da lei 310 sancionada pelo prefeito Emerenciano Prestes de Barroas, às vésperas do ano do III Centenário de Sorocaba em 1954, a partir de projeto apresentado ao Legislativo sorocabano em 1952 pelo então vereador professor Otto Wey Neto. Em dezembro de 1952 surgiu o consenso geral, a partir de célebre conferência elucidatória realizada pelo próprio dr. José Crespo Gonzales no Rotary Clube de Sorocaba, fixando o 15 de Agosto como o Dia da Cidade.
8º fonte - 2014Sérgio Coelho de Oliveira; “Baltazar Fernandes: Culpado ou Inocente?”. Sérgio Coelho de Oliveira, jornalista e historiadorExistem documentos historiando, além desses dois momentos, uma fundação em 1670
E, para finalizar, os historiadores divergem quanto à data da chegada de Balthazar Fernandes a Sorocaba, se em 1646 ou se em 1654. Existem documentos historiando esses dois momentos. Existem documentos historiando, além desses dois momentos, uma fundação em 1670 E tem mais: a tal casa do Balthazar. será que era mesmo? [Página 12]O que me surpreende é a falta de informações documentadas sobre o local e a data de nascimento e morte de Baltazar Fernandes, sendo ele um personagem de importância social, política e, economicamente ativo, da história de São Paulo. Contudo, as informações divergem de autor para autor e são sempre imprecisas. Baltazar Fernandes nasceu por volta de 1580, em São Paulo, nas proximidades do atual Ibirapuera, onde seu pai tinha fazenda. Ou pode ter nascido em Santa Ana de Parnaíba, onde viveu a família dos Fernandes por muitos anos. Morreu antes de 1667; mas, seguramente, depois do ano de 1662, após ter conseguido o documento de elevação de Sorocaba a Vila. Outra suposição: era setuagenário, cerca de 74 anos, quando se transferiu para a paragem de Sorocaba, em 1654.
Luís Castanho de Almeida (1904-1981)
conforme repetiram os cronistas e historiadores duzentos anos por um equivoco de Pedro Taques.
Desta vez, Pedro Taques silencia êsse dado histórico assim como as Atas, o Registro da Câmara, Documentos Interessantes, Sesmarias, Testamentos e Inventários e Cartas de Datas de Terra. Cita apenas que D. Francisco levantou pelourinho e denominou as minas de Nossa Senhora do Monserrate.
Um ou outro autor acrescentava Monte Serrate do Itapevussú, mas isso não aparece na obra de Pedro Taques de Almeida Pais Leme (1714-1777). E ele continua sendo a melhor fonte de pesquisas para aquela época em Araçoiaba.
Carta a d. João de Faro remetendo pesquisa feita no arquivo da Câmara de São Paulo para elaboração de mapa da costa que elucidaria questão entre a condessa de Vimieiro e a Casa de Cascais sobre posse territorial Pedro Taques de Almeida Pais Leme1714-177728 de mai. de 1759, segunda-feira
E Seu tataravô, Pedro Taques (1560-1644), acompanhou Francisco de Sousa 1540-1611Francisco de Sousa
Hexavô Brás Cubas (1507-1592)Carta de Brás Cubas (1507-1592) ao rei de Portugal, Dom Sebastião (1554-1578)25 de abr. de 1562, quarta-feira
três autores consagrados concordam que a vila de Sorocaba foi fundada em 1670.
afirmam que o fundador da vila de Sorocaba foi o donatário Conde da Ilha do Príncipe D. Luís Carneiro de Sousa, que de fato, na ocasião, era o "dono" da terra.
Pedro Taques de Almeida Pais Leme (1714-1777)Com certeza mais um dos "erros" de Pedro Taques. O "nosso" Balthazar não teria idade para isso.
mais
André de Zuñiga y de Ponce de León (1628-1687), além de genro, era Neto de Balthazar Fernando. Filho de Gabriel Ponce de Leon y Contreras e de Maria de Torales y Zunega Fernandes, casou com Cecília de Abreu (1638-1698)
onte - 1 de abr. de 1641, segunda-feiraAclamação de Amador BuenoEntretanto, outros historiadores têm interpretação distinta. Afonso d´Escragnolle Taunay, nos Ensaios Paulistas, diz à página 631:“Quando D. João IV de Bragança assumiu o trono de Portugal em 1640, no ano seguinte Amador foi aclamado rei em São Paulo pelo poderoso partido de influentes e ricos castelhanos, liderados pelos irmãos Rendon de Quevedo, Juan e Francisco Rendón de Quevedo y Luna naturais de Coria, partido ao qual ainda pertenciam D. Francisco de Lemos, da cidade de Orens; D. Gabriel Ponce de León, de Guaira; D. Bartolomeu de Torales, de Vila Rica do Paraguai, D. André de Zúñega e seu irmão D. Bartolomeu de Contreras y Torales, D. João de Espíndola e Gusmão, da província do Paraguai, e outros que subscreveram o termo de aclamação, a 1º de abril de 1641. Como os espanhóis não queriam ser súditos de D. João IV, que reputavam vassalo rebelde a seu soberano, resolveram provocar a secessão da região paulista do resto do Brasil, esperando talvez anexá-la às colônias espanholas limítrofes. (…) Oferecem o trono ao sogro, ele próprio filho de espanhol e homem do maior prol em sua república pela inteligência, a fortuna, o passado de bandeirante, o casamento, os cargos ocupados.
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SEGUNDA FUNDAÇÃO DE SOROCABA
Data: 1670
Fontes/referências: 17
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1º fonte - PEDRO TAQUES DE ALMEIDA PAIS LEME (1714-1777), HISTÓRIA DA CAPITANIA DE SÃO VICENTE
Data: 1755
Sorocaba foi fundada em 1670 pelo paulista Baltazar Fernandes, irmão dos povoadores das vilas de Parnaíba e Itu, com seus genros André de Zuniga e Bartolomeu de Zuniga, cavaleiros da província do Paraguai das índias de Castela. Eles construíram em sua própria fazenda a igreja matriz, casa de conselho e cadeia, assim a Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba foi elevada a vila por provisão do capitão-mor loco-tenente donatário Francisco Luís Carneiro de Sousa, Conde da Ilha do Príncipe.
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2º fonte - MANUEL CARDOSO DE ABREU (1750-1804), “MEMÓRIA HISTÓRICA DA CAPITANIA DE SÃO PAULO E TODOS OS SEUS MEMORÁVEIS SUCESSOS DESDE O ANO DE 1531 ATÉ O PRESENTE DE 1796”
Data: 1796
A Villa de Sorocaba de Nossa Senhora da Ponte, que é sertão da costa da vila de Itanhaem, foi ereta em 1670 pelo Paulista Bartholomeu Fernandez, com seus Genros os Cavalheiros Castelhanos Andre de Zuniga, e Bartholomeu de Zuniga; e foi aclamada em Villa por Provisão do Capitam Mor Loco Tenente do Donatário Francisco Luis Carneiro de Souza, Conde da Ilha do Príncipe.
No termo desta Villa há Minas de Ouro, Prata, e Ferro. No morro de Guaráçoyáva, onde já no anno de 1600 se achou em pessoa Dom Francisco de Souza, que depois passando ao Reino voltou a São Paulo, onde chegou em 1609, e faleceu em 10 de junho de 1611, tendo trazido a administração Geral das Minas com mercê de Marquez dellas com 30 mil cruzados de juro, e Erdade. No dito Morro de Guaráçoyava extrahio, e fundiu Prata Frei Pedro de Souza, enviado para estes exames em 1680; e ao depois nella se assentou a Fabrica de fundir as Pedras de Ferro, e Asso o mais excelente, que se pode apetecer; eque os antigos tiveraõ esta manobra com diversos Engenhos, que construiraõ, e Se destruiraõ pelos annos de 1629 com a morte de Francisco Lopes Pinto, Senhor dos ditos Engenhos.
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3º fonte - JOSÉ DE SOUSA AZEVEDO PIZARRO E ARAÚJO (1753-1830), MEMÓRIAS HISTÓRICAS DO RIO DE JANEIRO
Data: 1822
Vila de Sorocaba, situada na margem direita do Rio deste nome, em latitude austral de 23° 39´, e longitude contada daquela Ilha de, 303° 23´, distante da Capital 48 léguas. Sua fundação em 1670 se deveu ao Donatário Conde da Ilha do Príncipe D. Luiz Carneiro de Souza. Nossa Senhora da Ponte é a padroeira da Igreja Matriz, em cujo Termo habitam 10:248 almas. O terreno, apesar de saudável em grande parte, contem alguns bairros, onde se encontram homens papudos, e mudos. Distante desta vila 3 léguas está a famosa Fábrica de Ferro de São João de Ipanema de que falei sob a nota (27), a qual não prospera pelo sabido pecado, com que são feitos até agora todos os estabelecimentos portugueses.
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4º fonte - DANIEL PEDRO MÜLLER (1785-1841), ENSAIO D´UM QUADRO ESTATÍSTICO DA PROVÍNCIA DE SÃO PAULO
Data: 1838
Esta povoação foi fundada em 1670, e depois ereta em Vila. É considerável e florescente, tanto por ser o lugar onde se trata de negociações dos animais cavalares, muares, e vaccum, que se conduzem das partes do sul, e onde se cobram os direitos de passagem; como por estar perto da mesma a Fábrica de Ferro, edificada nas fraldas do Monte de Arassoiava.
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5º fonte - DANIEL PEDRO MÜLLER (1785-1841), “ENSAIO” DE UM QUADRO ESTATÍSTICO DA PROVÍNCIA DE SÃO PAULO
Data: 1839
Esta povoação foi fundada em 1670, e depois ereta em vila. E considerável e florescente, tanto por ser o lugar onde se trata negociações dos animais cavalares, muares e vacum, que se conduzem das partes do sul, e onde se cobram os direitos de passagem, como também por estar perto da mesma, a fábrica de ferro das faldas do monte de Arassayava.
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6º fonte - MILLIET DE SAINT ADOLPHE, “DICCIONARIO GEOGRAPHICO, HISTORICO E DESCRIPTIVO DO IMPERIO DO BRAZIL”, TOMO II
Data: 1845
Sorocába - Nova cidade e antiga vila da província de São Paulo, na margem do rio do mesmo nome, 20 léguas ao sudoeste da cidade de São Paulo, em 23 graus e 39 minutos de latitude. Foi fundada em 1670 por D. Luiz Carneiro de Souza, conde da Ilha do Príncipe, e começou-se a aumentar sensivelmente no cabo de vinte para trinta anos, quando Afonso Sardinha, já residia em Jaraguá, descobriu minas de ferro (em São João de Hipanema) e de prata, que foram desemparadas por causa das minas de ouro de Mato Groso e de Goyáz. Acha-se esta vila entre a província de São Pedro do Rio Grande e a do Rio de Janeiro, situação de grande vantagem para o comércio do gado vacum, cavalar e muár, e consta de mais de 1000 casas todas térreas. A rua principal é calçada, mas não assim as demais. Tem cadeira de latim e duas escolas de primeiras letras. Os edifícios mais notáveis são um hospício de Bentos, e igreja matriz, de que é padroeira N. S. da Ponte, com mais duas, uma de invocação de N. S. do Rosário, e outra da de Santo Antônio, e um recolhimento. Na feira que ali se faz todos os anos vendem-se a dinheiro contado ou em letras, sobre os melhores negociantes da província, 15.000 cabeças de gado de toda espécie, e os direitos que o governo recebe por estas vendas andam por perto de 15 contos de réis. O distrito da vila de Sorocaba é vasto, fértil, temperado e sadio; porém os habitantes que moram nas serras são sujeitos boeios. Em 1810 a população era de 10.181 habitantes, e atualmente passam de 12.000, sendo as duas terças partes deles brancos. Lavra-se neste distrito canas, milhos e mais viveres; colhe-se bastante algodão de que se faz pano um pouco grosseiro que serve para os escravizados, e que também se exporta para o Rio de Janeiro: encontram-se nele minas de ferro abundosas, pedra de cal e pederneiras, e em suas terras invernam as boiadas que vem de Curitiba e de São Pedro do Rio Grande. Se se fizesse uma estrada em direitura da vila de Sorocaba até o ponto em que o rio Iguape começa a navegação, o comércio da vila deste nome se aumentaria, e a cultura do café e do tabaco faria grandes progressos nas terras de seu distrito que são para ótimas.
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7º fonte - INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE MINAS GERAIS, REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE MINAS GERAIS, 1858
Data: 1858
A villa de Sorocaba de Nossa Senhora da Ponte, que é certão da costa da villa de Itanbaen foi erecta em 1670 pelo paulista Bartbolomeu Fernandes com seus genros os cavalheiros Castelhanos André de Zuniga, e Bartbolomeu de Zuniga; e foi aclamada em villa por provisão do capitáo- mór loco tenente do donatário Francisco Luiz Carneiro de Sousa, conde da ilha do Príncipe. No termo desta villa ha minas de ouro, prata e ferro. No morro do Guracoyava.
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8º fonte - REVISTA TRIMENSAL DO INSTITUTO HISTÓRICO, GEOGRÁPHICO E ETNOGRÁPHICO BRASILEIRO, REVISTA TRIMENSAL DO INSTITUTO HISTÓRICO, GEOGRÁFICO E ETMOGRÁFICO DO BRASIL
Data: 1861
A villa de Sorocaba de Nossa Senhora da Ponte, que é sertão da costa da vila de Itanhaém, foi ereta em 1670 pelo paulista Bartholomeu Fernandes com seus genros os cavalheiros Castelhanos André de Zunega e Bartholomeu de Zunega; e foi aclamada em vila por provisão do capitão-mór loco-tenente do donatário Francisco Luiz Carneiro de Sousa, conde da Ilha do Príncipe. No termo desta vila há minas de ouro, prata e ferro.
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9º fonte - FRANCISCO LUIZ D´ABREU MEDEIROS (1820-1864), “CURIOSIDADES BRASILEIRAS”, F. L. D´ABREU MEDEIROS. DIÁRIO DE SÃO PAULO
Data: 6 de out. de 1865, sexta-feira
Acerca de sua fundação diz o Ensaio de um quadro estatístico da província de São Paulo, publicado em 1839:
Esta povoação foi fundada em 1670, e depois ereta em vila. E considerável e florescente, tanto por ser o lugar onde se trata negociações dos animais cavalares, muares e vacum, que se conduzem das partes do sul, e onde se cobram os direitos de passagem, como também por estar perto da mesma, a fábrica de ferro das faldas do monte de Arassayava.
O Sr. Varnhagen, na sua História do Brasil, diz o seguinte: "D. Francisco de Souza indo em 1610 á Biraçoiava (Ypanema), e vedo que não prosperava ali a vila que dez anos antes criara, ao mesmo tempo que espontaneamente se iam agrupando muitos moradores três léguas áquem junto a uma ponte do rio Sorocaba, onde os Beneditinos levantavam já um hospício, transferiu para alí o pelourinho, com ideias, diz-se, de fundar uma cidade com o nome de São Felipe por gratidão ao soberano, que pouco antes o agraciara.
Nos livros antigos livros da Câmara e do mosteiro de São Bento acha-se escrito que a povoação de Sorocaba foi fundada primeiramente no bairro Itavuvu pelo governador D. Francisco de Souza, e que a requerimento do capitão Balthazar Fernandes, com informação do ouvidor da capitania, Antonio Lopes de Medeiros, foi mandada transferir com o título de vila, para o lugar onde se acha presentemente, por provisão do governador geral Salvador Correia de Sá.
(...) Como se vê, descombinam os escritores acerca da fundação de Sorocaba; o que é certo é que esta povoação foi elevada á categoria de cidade pela Lei Provincial N° 5 de 5 de fevereiro de 1842, sendo presidente da assembléia, depois de o ter sido da província por dua vezes, o ilustre sorocabano brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar.
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10º fonte - ALEXANDRE JOSÉ DE MELLO DE MORAES, CHOROGRAPHIA HISTÓRICA, CHRONOGRAPHICA, GENEALÓGICA, NOBILIÁRIA E POLITICA DO IMPÉRIO DO BRASIL. TOMO I
Data: 1866
A vila de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba foi povoação que fundou pelos anos de 1670 o paulista Balthazar Fernandes, irmão dos povoadores das vilas de Parahyba e Itú, com seus genros André de Zuniga e Bartholomeu de Zuniga, cavaleiros da província do Paraguay das Indias de Castella; e á custa da própria fazenda fizeram construir a igreja matriz, casa de conselho e cadeia, e se aclamou em vila por provisão do capitão-mór lugar-tenente do donatário Francisco Luiz Carneiro de Souza, conde da Ilha do Príncipe.
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11º fonte - ALMANAK DA PROVINCIA DE SÃO PAULO, ALMANAK DA PROVINCIA DE SÃO PAULO PARA 1873 ORGANISADO E PUBLICADO POR ANTONIO JOSÉ BAPTISTA DE LUNÉ E PAULO DELFINO DA FONSECA. SÃO PAULO: TYPOGRAPHIA AMERICANA, ANO 1
Data: 1873
A cidade de Sorocaba, ereta Villa em 1670 pelo paulista Balthazar Fernandes Mourão com seus genros, cavalheiros castelhanos, André de Zunega e Bartholomeu de Zunega, teve foral e foi aclamada Villa pela provisão do capitão-mór loco-tenente do donatário Francisco Luiz Carneiro de Souza, Conde da Ilha do Príncipe, com denominação de Vila de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba.
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12º fonte - INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SÃO PAULO, REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SÃO PAULO, VOLUMES 20-21
Data: 1918
A vila de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba foi povoação que, pelos anos de 1670, fundou a paulista Balthazar Fernandes, irmãos dos povoadores da vila de Parnahyba e Itú, com seus genros André de Zunega e Bartholomeu de Zunega, cavaleiros da província do Paraguay das Indias de Castella, e á custa da sua própria fazenda fizeram construir a Igreja matriz, casa de Conselho e Cadeia; e se aclamou vila por provisão do Capitão-mór loco-tenente do donatário de Itanhaém, Francisco Luiz Carneiro de Souza, conde da Ilha do Príncipe.
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13º fonte - LUÍS CASTANHO DE ALMEIDA (1904-1981), “MEMÓRIA HISTÓRICA DE SOROCABA: PARTE I”
Data: 21 de dez. de 1964, segunda-feira
Balthazar Fernandes já era falecido em 1667, éis tudo o que restou em documento por mão de seu filho Manuel Fernandes de Abreu. Como o seu inventário foi o primeiro aqui feito, seguindo- viu Silva Leme, a morte se deu mais perto de 1661 do quede 1667 e entre o jazigo, já, pronto, na igreja de São Bento, e a matriz em obras, a escolha da sepultura é tanto mais evidente quanto em São Bento os monges rezavam uma missa por mês por sua alma e, pelo costume, aspergiam (ou deviam fazê-lo) o túmulo real e não o simbólico do pano preto.
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14º fonte - SÉRGIO COELHO DE OLIVEIRA, “BALTAZAR FERNANDES: CULPADO OU INOCENTE?”. SÉRGIO COELHO DE OLIVEIRA, JORNALISTA E HISTORIADOR
Data: 2014
“Como se fosse coisa de Deus, a oportunidade de se fazer o pedido surgiu de "bandeja", com a visita do Governador a pronvíncia de São Paulo (Benevides era governador da província do Rio de Janeiro); (..) se Balthazar não foi pessoalmente (já possuiía mais de 80 anos) enviou seus assessores.” (“Baltazar Fernandes: Culpado ou Inocente?”, 2014. Sérgio Coelho de Oliveira)
A nossa história, oficial e acadêmica, trabalha com probabilidades, quando se trata de Balthazar Fernandes. Aliás, nem se sabe ao certo a grafia do seu nome, se é Baltasar ou Baltasar, se é Balthazar ou Balthezar, tal é a diversidade das informações contidas nos documentos. Apesar do "fundador" de Sorocaba ter sido um cidadão ilustre, na sua época, nem se sabe quando ele nasceu, nem o dia nem o ano, como também não se sabe quando ele morreu. Não se sabe, com certeza, quando ele se casou, nem a primeira e nem a segunda vez. Sempre as datas são acompanhadas do clássico "por volta de". Também, não se sabe se a sua primeira filha, única do primeiro casamento, Maria de Torales, era sua filha biológica ou adotiva. (...) os historiadores divergem quanto à data da chegada do “fundador” a Sorocaba, se em 1646 ou se em 1654. Existem documentos historiando, além desses dois momentos, uma fundação em 1670.
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15º fonte - JORNAL DIÁRIO DE SOROCABA, “DE PEQUENO POVOADO A ERA TECNOLÓGICA”, JORNAL DIÁRIO DE SOROCABA
Data: 12 de agosto de 2021, quinta-feira
Por que 15 de Agosto?
Superadas as dúvidas históricas em torno da fundação de Sorocaba, para muitos até então fixada erroneamente em 1661, quando, na realidade, ocorrera a elevação do Povoado já existente à categoria de Vila, isto no início dos anos 50 do século passado, a partir de abalizados estudos conduzidos por historiadores locais, entre os quais monsenhor Luiz Castanho de Almeida, o inigualável Aluísio de Almeida, e o dr. José Crespo Gonzales, depois prefeito da cidade, estabelecendo como marco inicial os meses finais do ano de 1654, com a chegada efetiva do fundador Baltazar Fernandes e de sua gente de Santana de Parnaíba para aqui fixarem residência, restava a fixação de uma data, fictícia que fosse, para a celebração oficial do aniversário de fundação do Município, até então ocorrendo no 3 de março, o dia em que em 1661 o governador do Rio de Janeiro e das Capitanias do Sul, Salvador Corrêa de Sá y Benavides, assinara provisão criando a Vila de Nossa Senhora da Ponte de Sorocaba.
Foi assim que logo surgiu o consenso geral, a partir de célebre conferência elucidatória realizada pelo próprio dr. José Crespo Gonzales no Rotary Clube de Sorocaba, fixando o 15 de Agosto como o Dia da Cidade. Isto porque alguns meses ante, a 1º de novembro de 1950, em Roma, o papa Pio XII proclamara solene e publicamente como dogma de fé católico a Assunção de Maria Santíssima aos Céus em Corpo e Alma, transferindo-se para a data de 15 de Agosto muitas das solenidades em honra de Nossa Senhora espalhadas ao longo do ano dentro do calendário litúrgico, como era o caso da invocação à Virgem da Ponte, celebrada até então em 21 se novembro, Solenidade da Apresentação de Nossa Senhora Menina no Templo.
Desde então, sedimentando a fé cristã dos sorocabanos, o Dia da Cidade, comemorando o aniversário de fundação de Sorocaba, passou a ser convencionado a 15 de Agosto, juntamente com a festa litúrgico-religiosa em honra de Nossa Senhora da Ponte, a excelsa Padroeira da ‘Terra de Baltazar Fernandes’, por intermédio da lei 310 sancionada pelo prefeito Emerenciano Prestes de Barroas, às vésperas do ano do III Centenário de Sorocaba em 1954, a partir de projeto apresentado ao Legislativo sorocabano em 1952 pelo então vereador professor Otto Wey Neto.
[20862] Pedro Taques de Almeida Pais Leme (1714-1777), História da Capitania de São Vicente (1755)
[20862] Manuel Cardoso de Abreu (1750-1804), “Memória Histórica da Capitania de São Paulo e todos os seus memoráveis sucessos desde o ano de 1531 até o presente de 1796” (1796)
[20862] José de Sousa Azevedo Pizarro e Araújo (1753-1830), Memórias Históricas do Rio de Janeiro (1822)
[20862] Daniel Pedro Müller (1785-1841), Ensaio d´um quadro estatístico da Província de São Paulo (1838)
[20862] Daniel Pedro Müller (1785-1841), “Ensaio” de um quadro estatístico da província de São Paulo (1839)
[20862] Milliet de Saint Adolphe, “Diccionario geographico, historico e descriptivo do Imperio do Brazil”, Tomo II (1845)
[20862] Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, 1858 (1858)
[20862] Revista trimensal do Instituto Histórico, Geográphico e Etnográphico Brasileiro, Revista trimensal do Instituto Histórico, Geográfico e Etmográfico do Brasil (1861)
[20862] Francisco Luiz d´Abreu Medeiros (1820-1864), “Curiosidades Brasileiras”, F. L. d´Abreu Medeiros. Diário de São Paulo (6 de out. de 1865, sexta-feira)
[20862] Alexandre José de Mello de Moraes, Chorographia histórica, chronographica, genealógica, nobiliária e politica do império do Brasil. Tomo I (1866)
[20862] ALMANAK da Provincia de São Paulo, ALMANAK da Provincia de São Paulo para 1873 organisado e publicado por Antonio José Baptista de Luné e Paulo Delfino da Fonseca. São Paulo: Typographia Americana, Ano 1 (1873)
[20862] Instituto histórico e geográfico de São Paulo, Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, volumes 20-21 (1918)
[20862] Luís Castanho de Almeida (1904-1981), “Memória Histórica de Sorocaba: Parte I” (21 de dez. de 1964, segunda-feira)
[20862] Sérgio Coelho de Oliveira, “Baltazar Fernandes: Culpado ou Inocente?”. Sérgio Coelho de Oliveira, jornalista e historiador (2014)
[20862] Jornal Diário de Sorocaba, “De pequeno povoado a era tecnológica”, jornal Diário de Sorocaba (12 de agosto de 2021, quinta-feira)8 fontes
1º fonte - 1670
Segunda fundação de Sorocaba
2º fonte - 28 de mai. de 1759, segunda-feira
Pedro Taques de Almeida Pais Leme (1714-1777); Carta a d. João de Faro remetendo pesquisa feita no arquivo da Câmara de São Paulo para elaboração de mapa da costa que elucidaria questão entre a condessa de Vimieiro e a Casa de Cascais sobre posse territorial
3º fonte - dez. de 1952
José Crespo Gonzales defende a ideia de oficialização da data de 15 de agosto, em comemoração a fundação da cidade*
4º fonte - 21 de dez. de 1964, segunda-feira
Luís Castanho de Almeida (1904-1981); “Memória Histórica de Sorocaba: Parte I”
5º fonte - 28 de jul. de 1971, quarta-feira
Chico Xavier conseguiu a maior audiência da história da TV brasileira
6º fonte - 2014
Sérgio Coelho de Oliveira; “Baltazar Fernandes: Culpado ou Inocente?”. Sérgio Coelho de Oliveira, jornalista e historiador
E, para finalizar, os historiadores divergem quanto à data da chegada de Balthazar Fernandes a Sorocaba, se em 1646 ou se em 1654. Existem documentos historiando esses dois momentos. Existem documentos historiando, além desses dois momentos, uma fundação em 1670 E tem mais: a tal casa do Balthazar. será que era mesmo? [Página 12]O que me surpreende é a falta de informações documentadas sobre o local e a data de nascimento e morte de Baltazar Fernandes, sendo ele um personagem de importância social, política e, economicamente ativo, da história de São Paulo. Contudo, as informações divergem de autor para autor e são sempre imprecisas. Baltazar Fernandes nasceu por volta de 1580, em São Paulo, nas proximidades do atual Ibirapuera, onde seu pai tinha fazenda. Ou pode ter nascido em Santa Ana de Parnaíba, onde viveu a família dos Fernandes por muitos anos. Morreu antes de 1667; mas, seguramente, depois do ano de 1662, após ter conseguido o documento de elevação de Sorocaba a Vila. Outra suposição: era setuagenário, cerca de 74 anos, quando se transferiu para a paragem de Sorocaba, em 1654.
7º fonte - 12 de ago. de 2021, quinta-feira
Jornal Diário de Sorocaba; “De pequeno povoado a era tecnológica”, jornal Diário de Sorocaba