Consulta 18 de ago. de 2026, terça-feira Francisco Xavier de Mendonça Furtado (Mercês (Lisboa), 9 de Outubro de 1701 - Vila Viçosa (Évora), 15 de Novembro de 1769) foi capitão general do Exército e um administrador colonial português. Fundador das cidades de Soure e São Domingos do Capim, no Pará. Em 1758, Francisco conseguiu a permissão da corte portuguesa para transformar o povoado de Macapá em vila, além de ajudar com recursos na construção da Igreja de São José, e instalar os poderes Legislativo e Judiciário na capital amapaense. Nascido em 9 de Outubro de 1701, na Rua Formosa (atualmente Rua de O Século), Francisco Xavier era filho de Manuel de Carvalho e Ataíde e de D. Teresa Luísa de Mendonça e Melo, irmão do ministro do Reino Marquês de Pombal e do cardeal e inquisidor-mor Paulo António de Carvalho e Mendonça, foi baptizado na Capela das Mercês em 12 de Outubro de 1701, tendo como padrinho Manuel de Azevedo. Foi governador geral do Estado do Grão-Pará e Maranhão de 1751 a 1759 e secretário de Estado da Marinha e do Ultramar entre 1760 e 1769. Ajudou na conspiração que levou à condenação à morte do padre Gabriel Malagrida e para a expulsão dos Jesuítas de Portugal pois a questão com Companhia de Jesus com Pombal começara no Brasil, pois ela denunciava a exploração da mão-de-obra indígena, [1] o que incomodava a governação absoluta proposta nessa altura por si e perda de rendimento para o Estado. Como governador geral do Estado do Grão-Pará e Maranhão, recebeu duas importantes diretrizes para a sua ação de governo: promover a secularização da administração das aldeias e a declaração da “liberdade” dos índios, com a consequente supressão do poder temporal dos religiosos nesses locais; ea criação de uma companhia geral de comércio para o Grão-Pará. Estas duas linhas de governo faziam emergir três questões indissociáveis: a “liberdade dos índios”, a abolição do governo temporal das aldeias controladas pelos missionários; e o incentivo à produção e ao comércio da capitania. Segundo as cartas informativas que enviou para o Rei, os colonos não dispunham de recursos para importar escravos da África. [2] Em 6 de Julho de 1752, foi informado de que fora designado como chefe plenipotenciário da missão demarcatória dos limites fronteiriços da bacia Amazônia, decorrentes do Tratado de Madrid. [3] Em 1759, regressa a Portugal. Faleceu com 68 anos em Vila Viçosa, encontrando-se sepultado na Igreja Matriz da dita vila. DATA:18/08/2026 fontes lentemp:2-1-8
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