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IHS - Antiguos jesuítas en iberoamérica
Las minas de oro de los jesuítas del Paraguay
11 de junho de 2021, sexta-feira



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Luego de largos antecedentes sobre el tema que involucraron a Ruiz de Montoya como descubridor de oro, según el gobernador Dávila, quien pronto se desengañó y se retracto ante el Consejo de Indias. El tema lo retomó el obispo Cárdenas (quién otro!) informando lo mismo a la Audiencia de Charcas y al gobernador Láriz quien rápidamente organizó una expedición en busca de las mentadas minas y que obviamente no halló. Hubo otros, pero nos ha llegado un mapa “confeccionado” por el indio Domingo, guaraní de Yaguarón, a instancias del capitán Cristóbal Ramírez de Fuenleal, quien le hizo testificar que había trabajado en las minas de los jesuitas y que se ubicaba en el poblado de Concepción.

Un oidror de la Audiencia salió a verificar el sitio con Domingo, pero al no encontrarlo confesó su falso relato agregando que era encomendado de Fuenleal, que nunca estuvo en Concepción ni en ninguna reducción y que ni siquiera sabía dibujar. El juez dio por cerrado el caso en 1657 dando por falsas y calumniosas las declaraciones presentadas… Pero la historia de las minas continuó… y fue una de las tantas fake news de la época… (mapa AGI, MP-BUENOS AIRES, 19 y 19 bis)TRANSCIPCIÓN:

1- San Pablo y adviértase que está en las cabezas de los ríos más o menos la proporción.

2- Río del Paraguay a estas riberas está la Asunción

3- Río Paraná las poblaciones de las reducciones

4- Río Uruguay, dije que está diez y seis leguas del Paraná, algo será más o menos.

5- Mina de oro rinde poco y dice el indio que es para mentir porque cuando les dicen sacan mucha riqueza de oro, muestran esta mina y dicen veis aquí como es mentira.

6- Laguna brava adonde dice que no dejan entrar sino muchachos y Padres.

7- Mineral rico y que viene agua por debajo de la tierra y que sacan el oro con cucharones grandes de hierro lavando en unos instrumentos como bacinillas.

8- Capilla en que dicen misa.

9- Desde el primer número que hasta el postrero son cerros altos a la frente del río y que es temple caliente y el color colorado y altos que no pueden bajar por ellos

10- En ambos lados estos números dice que es muralla altísima de piedras. Él llama paredes y de ancho señaló en el bufete como vara y media y así lo dijo el vara y media y por la parte superior cierra con los montes y por la inferior con el río.

11- Es el río que por aquella parte hace muro y aquellas que tiene el muro ventanas son troneras, él dice que por allí los de dentro pelean.

12- Estos números de una y otra parte dice que son casas y asilos llama y que de ahí hacen centinelas y que hay en cada una cien hombres.

13- Ambos números trece son fortificaciones fuertes y bien guarnecidas. Ahí están las puertas para entrar, no dejan entrar reconocen y piden razón y solo entran y salen la gente que está dentro y asiste en estas faenas y dijo que son señalados los padres que asisten allí. Nunca vienen por acá y que los otros padres no van allá.

14- Es el palacio incluso, en esta fortificación están y ejecutaban las cosas sobre dichas, dice que hay catorce mil indios de pelea con las armas sobre dichas que es niñería la gente que hay en Potosí y en estos colegios de estas ciudades no hay Padres qua allá hay muchos en las reducciones y en aquel sitio.

15- Bastidores de acaballo que corren de una garita y reconocen tomando razón los unos de los otros y vuelven y dice que de una puerta a otra los números diez hay ocho leguas de distancia en círculo.

16- Piezas de artillería de hierro.

17- Versos pequeños él les da otro nombre que barren la muralla por adentro si entrare el enemigo.

18- Hasta allí llegó don Pedro de Lugo y no llegó a las reducciones porque no le dejaron los Padres.

TRADUÇÃO:

AS MINAS DE OURO JESUÍTAS DO PARAGUAI. Após longos relatos sobre o assunto envolvendo Ruiz de Montoya como descobridor de ouro, segundo o governador Dávila, que logo se desiludiu e retratou-se perante o Conselho das Índias, a questão foi retomada pelo bispo Cárdenas (quem mais!), que a relatou à Audiência de Charcas e ao governador Láriz, que prontamente organizou uma expedição em busca das referidas minas, a qual, obviamente, não as encontrou.

Houve outras, mas temos um mapa "desenhado" pelo indígena Domingo, um guarani de Yaguarón, a pedido do capitão Cristóbal Ramírez de Fuenleal, que o fez testemunhar que havia trabalhado nas minas jesuítas e que estas se localizavam na cidade de Concepción. Um juiz da Audiência foi verificar o local com Domingo, mas ao não o encontrar, Domingo confessou sua história falsa, acrescentando que estava sob o comando de Fuenleal, que nunca estivera em Concepción ou em qualquer assentamento missionário e que nem sequer sabia desenhar. O juiz arquivou o caso em 1657, declarando as afirmações apresentadas falsas e caluniosas… Mas a história das minas continuou… e foi uma das muitas notícias falsas da época… (mapa AGI, MP-BUENOS AIRES, 19 e 19 bis) TRANSCRIÇÃO:

1. San Pablo, e observe que está localizada aproximadamente na nascente dos rios.

2. O Rio Paraguai: Assunção fica em suas margens.

3. O Rio Paraná: os assentamentos das reduções jesuítas.

4. O Rio Uruguai: eu disse que fica a dezesseis léguas do Paraná; é mais ou menos a mesma distância.

5. A mina de ouro produz pouco, e o índio diz que é mentira, porque quando lhe dizem que extraem grande riqueza em ouro, ele mostra esta mina e diz: "Vejam só como é mentira. "

6. Uma lagoa selvagem onde, dizem, apenas meninos e padres têm permissão para entrar.

7. Um rico depósito de minério onde a água corre subterraneamente e o ouro é extraído com grandes conchas de ferro, lavadas em instrumentos semelhantes a bacias.

8. Uma capela onde se celebra missa, localizada a oito léguas de distância em círculo.

9- Do primeiro ao último número, são colinas altas voltadas para o rio, com clima quente e cor avermelhada, tão altas que ninguém consegue descer.

10- De ambos os lados, esses números, ele diz, são muros de pedra muito altos. Ele os chama de muros e indicou sua largura na superfície de escrita como uma vara e meia, e assim ele disse, uma vara e meia. É delimitado no topo pelas montanhas e na base pelo rio.

11- É o rio que forma um muro daquele lado, e aquelas janelas no muro são ameias; ele diz que os que estão dentro lutam por elas.

12- Esses números de cada lado, ele diz, são casas e abrigos, e que sentinelas estão postadas ali, e que há cem homens em cada um.

13- Ambos os números, treze, são fortificações fortes e bem guarnecidas. Há portões de entrada, mas não deixam qualquer um entrar. Eles reconhecem você e perguntam os motivos, e somente as pessoas que estão lá dentro e auxiliam nessas tarefas podem entrar e sair. Ele disse que os pais que frequentam o local são discriminados. Eles nunca vêm aqui, e os outros pais também não.

14- É até o palácio; nesta fortificação são realizadas as coisas mencionadas anteriormente. Ele diz que há quatorze mil índios combatentes com as armas mencionadas, que o povo de Potosí são meras crianças, e que nesses colégios dessas cidades não há padres, enquanto que há muitos nas reduções e naquele lugar.

15- Carroças puxadas por cavalos vêm de um portão e trocam nomes entre si, retornam e dizem que de um portão ao outro, o número dez corresponde a oito léguas em círculo.

16- Peças de artilharia de ferro.

17- Ele lhes dá outro nome para pequenos versos que varrem a muralha por dentro se o inimigo entrar.

18- Dom Pedro de Lugo chegou até lá, mas não alcançou as reduções porque os padres não permitiram.
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Fonte: ERRO!

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