 | | | 1º fonte - 8 de dez. de 2025, segunda-feira | História Islâmica; História Islâmica |
Um dos argumentos sionistas mais comuns em relação a deslegitimação da ‘’Palestina’’ é de natureza etimológica. Segundo atestam alguns, o termo teria sido cunhado pelo imperador romano Adriano para punir os judeus da província romana da Judéia após a Revolta de Bar Kokhba e sua expulsão, mudando seu nome para o relacionado à uma nação inimiga que vivia ali, a dos filisteus. Mas seria isto verdade? Em curta palavra, não.
Por volta de 135 d.C, a Síria Palestina era uma província romana que foi estabelecida pela fusão da Síria Romana e da Judéia Romana, pouco antes ou depois da Revolta de Bar Kokhba, e da diáspora judaica. Existem apenas evidências circunstanciais que ligam Adriano à mudança de nome e a data precisa não é certa. A visão comum de que a mudança de nome pretendia "cortar a ligação dos judeus com a sua pátria histórica" é contestada. O historiador Zachary Foster em sua dissertação de doutorado afirma que "a maioria dos estudiosos acredita que o imperador romano Adriano mudou o nome administrativo provincial da Judéia para Palestina para apagar a presença judaica na terra", e opina que "é igualmente provável que a mudança de nome tenha pouco a ver com o ódio aos judeus e mais a ver com o caso de amor de Adriano com a Grécia antiga’’, pois, a região já era assim conhecida pelos gregos.