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*História e poder: as experiências do passado, o domínio do presente e as possibilidades futuras do Estado Imperial (1838-1850)
2018, segunda-feira


 Imagens (1)
vez mais próxima daquela que era usada, de fato, por Rodrigues dos Santos em São Paulo), é diferente da que se vê na gravura de Sisson. A condecoração imperial de Oficial da Ordem da Rosa, presente na pintura de Barandier, está também na gravura de Sisson, sendo que nesta, na folha de papel sobre a escrivaninha, pode-se ler “1846”, referência, por certo, ao ano em que havia ocorrido a concessão da con-decoração por D. Pedro II, por ocasião da visita do Imperador a São Paulo, como uma distinção conferida ao condecorado em seu próprio ambiente político de origem.

Aqui é preciso assinalar que poucos anos antes, Rodrigues dos Santos estivera junto de Rafael Tobias de Aguiar na Revolução Liberal de 1842 e, como consequência, havia sido condenado à prisão, razão pela qual se exilou no sul do país, tendo sido absolvido dois anos depois.

Quando o retrato ficou pronto, Barandier veio trazê-lo a São Paulo. Organizou primeiro uma exposição no Hotel do Lefèbre, no qual se hospedavam muitos franceses como ele, recém-chegados ou de passagem por São Paulo.

Em 29 de maio de 1859, o Correio Paulistano publicou uma crônica noticiosa sobre esta exposição fala em “retratos de mr. Barandier” que estavam expostos, permitindo-nos compreender que havia uma série de retratos e não um apenas. De fato, depois de comentar mais demoradamente o retrato do Dr. Gabriel Rodrigues dos Santos, a crônica menciona também “os retratos das senhoras que primam na galeria de mr. Barandier”.

O Museu Paulista tem em seu acervo dois retratos femininos, de cor-po inteiro, de autoria de Barandier, que podem ter sido expostos nessa ocasião. São eles o retrato de Balbina de Toledo Oliveira, Baronesa de Mogi-Mirim, e de sua filha, Angelina Leopoldina de Oliveira Adams. São ambas de corpo inteiro e de grandes dimensões, com cerca de 2m50 de altura por 1m70 de largura. Vieram integrar o acervo do Museu Paulista juntamente com o retrato de Manuel Claudiano de Oliveira, Barão de Mogi Mirim, (1794-1887), também de autoria de Barandier, por doação de Ana Val de Oliveira Adams e seus filhos.

Ao afirmar “Não sei onde, em que lugar da academia, será depositado o retrato do professor ilustrado, do distinto parlamentar, do orador consumado, que tão cedo desapareceu da arena política e científica do Brasil”, por demonstrar incerteza sobre o lugar de colocação do retrato, o cronista nos faz supor que naquele momento não haveria de fato uma sala que se pudesse presumir como destino certo para a pintura.

A ideia de uma galeria de retratos na Faculdade provavelmente sequer existia ainda naquele momento. Depois, em 1862, em nova notícia so-bre o pintor Barandier, há menção ao “sublime retrato do Dr. Gabriel José Rodrigues dos Santos que existe numa das salas da faculdade de direito” 66 O uso da forma “numa das salas” leva-nos a crer que o retra-to não estivesse em nenhuma sala (ou salão) em especial, que pudesse estar preparada para receber outras pinturas. BustosBustos escultóricos também eram forma usual de representar figuras ilustres. Também nesta forma o Dr. Gabriel Rodrigues dos Santos foi representado. Um busto em gesso – em dois exemplares -, fazia parte do museu particular do Coronel Joaquim Sertório, que viria depois a se constituir no núcleo inicial de acervo do Museu Paulista. 67 (FIG. 8) 66 Correio Paulistano, 6 set. 1862, p. 3. [p.

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LUCIA
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