A expectativa gerada pela iminente introdução dos bondes elétricos na cidade, fazia com que aumentasse o estranhamento e a irritação a respeito dos velhos carros de bois. A imprensa local repercutia esse estado de espírito de uma parte da população.
Em maio de
1914, o jornal Cruzeiro do Sul publica reportagem sobre o inconveniente causado pelo “
barulho entontecedor que produzem os carros de eixo móvel usado pelos lavradores do município. ” O texto termina com uma condenação veemente: “
Presentemente, com o grau de progresso a que atingiu, Sorocaba já não pode mais suportar esses costumes antigos conservados pelos que vivem longe da cidade. ” [Fisionomia da cidade: Sorocaba – cotidiano e desenvolvimento urbano – 1890-1943,
2008. Rogério Lopes Pinheiro de Carvalho. Página