(. ) com o retorno de D. Francisco de Souza) para Portugal, em
1602, o engenho de ferro passou por diversos administradores até ser abandonado com a descoberta de ouro em
1629 no morro do Jaraguá.
[Página 104]A área que corresponde ao Sítio Arqueológico Afonso Sardinha se encontra a 4 km do núcleo da Fábrica de Ferro do Século XIX e instalado às margens do Ribeirão do Ferro e mais próximo das áreas de extração do minério. Escavações arqueológicas nos permitem identificar as funções e especialização dos espaços a partir das ruínas remanescentes em pedra. As estruturas foram encontras pelo historiador local José Monteiro Salazar no ano de
1977 e identificadas como os remanescentes da fábrica de ferro existente nos registros de Afonso Sardinha. Seis anos depois, em
1983, a professora e Arqueóloga Margarida Davina Andreatta iniciou seus estudos no sítio, campanha que durou até o ano de
1989 e foi responsável por confirmas algumas teses de Salazar (ZEQUINI, 2006).
[Página 108]O primeiro edifício que identificamos a se beneficiar com a força motriz gerada pela barragem do rio Ipanema é a Serraria. Construída entre
1815 e
1820, foi o segundo prédio da propriedade com essa finalidade: o "engenho de serrar", original teria sido erguido por Hedberg às margens do rio Vaivary, atual Rio Verde, antes da conclusão da barragem.
[Ruínas Paulistas, 2021. Renata Sunega, Marcos Tognon e Marcelo Gaudio Augusto. Página