O valor corresponde a 4, 95 vezes o piso federal atual, de R$ 1. 212Por Estadão ConteúdoPublicado em 08/02/2022 08:36 | Última atualização em 08/02/2022 08:46Tempo de Leitura: 2 min de leituraO salário mínimo ideal para atender às necessidades de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 5. 997, 14 em janeiro. É o que afirma a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e divulgada nesta segunda-feira, 7. O valor corresponde a 4, 95 vezes o piso federal atual, de R$ 1. 212. A estimativa do Dieese é realizada mensalmente e indica qual é o rendimento mínimo necessário para que um trabalhador e sua família possam suprir as despesas do mês com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. A estimativa do valor ideal para janeiro tem como base os preços da cesta básica de São Paulo, com custo de R$ 713 86, a mais cara do mês entre as 17 capitais que são analisadas na pesquisa. Segundo o Dieese, considerando o preço da cesta básica, o trabalhador que recebe um salário mínimo comprometeu em média 55, 20% do seu rendimento líquido de janeiro para adquirir os produtos alimentícios básicos, mesmo com o reajuste de 10, 18% dado ao salário mínimo. O valor ideal de janeiro, de R$ 5. 997, 14, representa um aumento de 3, 4% em relação à estimativa da pesquisa para o salário mínimo ideal de dezembro de 2021, que foi de R$ 5. 800, 98, também levando em conta a cesta básica de São Paulo. Em dezembro, o piso nacional era R$ 1. 100. Alta de preçosO Dieese indica também que o valor da cesta básica aumentou em janeiro em 16 das 17 capitais nas quais a pesquisa é realizada, com as maiores altas ocorrendo em Brasília (6, 36%), Aracaju (6 23%), João Pessoa (5, 45%), Fortaleza (4, 89%) e Goiânia (4, 63%). A cesta básica mais cara, como mencionado anteriormente, foi a de São Paulo (R$ 713, 86), seguida por Florianópolis (R$ 695, 59), Rio de Janeiro (R$ 692, 83), Vitória (R$ 677, 54) e Porto Alegre (R$ 673, 00). As maiores altas acumuladas em 12 meses ocorreram em Natal (21 25%), Recife (14, 52%), João Pessoa (14, 15%) e Campo Grande (14, 08%).
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