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Brincadeira com farinha gerou medo de antraz e levou sorocabano à Polícia Federal
17 de outubro de 2001, quarta-feira
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Menos de um mês após a queda das Torres Gêmeas nos EUA, o comerciante Nélson Dias, de 39 anos, ficou apavorado quando recebeu um envelope contendo um pó branco em sua casa, no Parque Vitória Régia, zona norte de Sorocaba.

Pensando tratar-se de material contaminado com a bactéria Antraz, fez uma maratona pelos postos de saúde e distritos policiais, até descobrir que se tratava de brincadeira feita por um amigo.

O pó branco era farinha de trigo. Naquela altura, o envelope já tinha sido encaminhado à Delegacia da Polícia Federal. O amigo, cuja identidade não foi revelada pelo comerciante, foi intimado para prestar esclarecimentos.

Ele foi indiciado por crime contra a ordem pública. O envelope foi recebido por uma empregada de Dias. O cachorro da família mordeu o papel e, pelos furos, vazou o pó branco.

Assustado em razão das notícias sobre o terrorismo biológico, o comerciante colocou o envelope em um saco plástico e foi ao distrito policial. Orientado a procurar o laboratório da Faculdade de Medicina, de lá foi encaminhado para o Instituto Adolpho Lutz. Uma agente de saúde que não sabia como proceder, entrou em contato com o laboratório central, em São Paulo.

Orientado a procurar outra vez a polícia, Dias foi até a Delegacia Seccional e registrou a ocorrência.

O material foi apreendido e mandado para a Polícia Federal. Depois de toda a maratona, o comerciante já estava em sua pizzaria, no bairro onde residia, quando foi abordado pelo amigo, que revelou a brincadeira.

O delegado Ademir Alves, da Polícia Federal, lamentou a conduta do autor do trote. Segundo ele, ainda assim, o produto será analisado pela Vigilância Sanitária e o autor da brincadeira teve de responder a processo.

Fonte: Folha de São Paulo
https://www. facebook. com/sorocaba24hrs/

DATA:17/10/2001
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LUCIA
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