Caxias escreve ao Imperador do Quartel general do exército pacificador na cidade de Sorocaba, 20 de junho de 1842 20 de junho de 1842, segunda-feira
Luís Alves de Lima e Silva, o então Barão de Caxias entrou a galope em Sorocaba, passando às 9 horas da manhã de 20 de junho de 1842, pela ponte de madeira. [Exército Brasileiro (eb. mil. br)] Aqui esteve para prender os revoltosos "liberais". Segundo a Tipografia Riograndense "tocou terror" entre os moradores de Sorocaba (imagem 1). Os liberais de São Paulo e de Minas tinham recorrido às armas para libertar, segundo diziam, o jovem imperador da coação em que estava, dominado pelo ministério, e para evitar que fosse aniquilada a constituição e rebaixado o trono com a execução das leis de criação do Conselho de Estado e da reforma do Código do Processo. Caxias apeou no Palácio do Governo onde o esperava Feijó, que ele enviou sob custódia, por não poder prendê-lo. A casa que serviu de quartel-general ficava na rua Dom Alvarenga, esquina da rua Álvaro Soares. IMAGEM 1 Que chegando a Sorocaba faz apoderar-se das família o terror, quando tudo estava delineado, maugrado seu, e convenientemente emboscada toda infantaria muito além das avenidas, daquela cidade, a repelir a agressão empreendida, retirando-se precipitadamente com a cavalaria a título de tomar a defensiva em posição vantajosa, ordenando depois á retirada da gente emboscada, que considerando-se atraiçoadas, recolheu-se em grande número em a suas casas, cujo pretexto bastou para destroçar o resto com a ezasiva de ter isso Instruções Superiores orientando ao General contrario dessa medida como se depreende do seu ofício de 20 de junho (Jornal do Commercio no. 181) motivando desta arte a formal contradição daquele quando no seu proclama aos individuos, debandados afiança que voltarão tranquilos a suas habitações os que desarmados se apresentassem no prazo de oito dias; ao mesmo tempo que no ofício do dia subsequente endereçado ao ministério da Guerra, afirma ter dado o último garrote á rebelião com a política de desarmar os prisioneiros rebeldos sem com tudo garantir-lhes coisa alguma!Era o grande homem cercado pela Providência Divina para iludir abusando da boa fé dos comprometidos, que prometendo o que não pode por execução não se seja em ser perante o respeitável Público contrádirio, sem que se possa acobertar com a favorita persuação de estratégia da guerra, por isso que convencido estava da debandada da força oposicionista!Como me tenha tornado prolixo, com a enumeração desses poucos fatos, omito outros, ainda que com eles melhor convenceria o Leitor do casual de vangloria-se o nobre Ajudante de Campo e atual Presidente criado pela Providência, de tantos triunfos reservando igualmente os feitos ocorridos em Minas para penas hábeis os descreveram, visto conservar em si este ameno solo Rio Grandense atletas esclarecidos, que por convicção, e não com a mira em particular interesse defendem os direitos da sua Liberdade dadivados pela natureza!Resta-me por agora rogar ao Liberal Redator o obzéquio de prestar a esta, no caso de a julgar admissível uma página de seu estimável Periódico. Assinado "O amigo da verdade" [Tipografia Riograndense] No
Diário do Rio de Janeiro Caxias escreve ao Imperador do Quartel general do exército pacificador na cidade de Sorocaba, 20 de junho de 1842
Exposição que reconta os detalhes da Revolução será aberta hoje
História da Revolução Liberal de 1842, José Antônio Marinho Assim, no dia 20 de junho, estava o general da legalidade na casa da presidência interina, e o honrado e dedicado senador Feijó, metido em uma caleça, caminhava, guardado por numerosa escolta, para a Cidade de São Paulo, levando sobre o semblante os traços de uma alma impassível na desgraça, e os sinais de uma consciência tranquila, pela convicção de haver fielmente preenchido o seu dever.
Os canhões de Ipanema: tecnologia, indústria, logística e política em 1840 No dia 20 de junho de 1842, as tropas governamentais entraram em Sorocaba, mas Tobias de Aguiarjá havia fugido e Feijó foi preso.Bloem ficou numa situação difícil, ao fim da revolta. Consta que eleencontrou Caxias no dia 20, horas antes da entrada em Sorocaba. Caxias deuordem para que ele perseguisse e prendesse Tobias.88 Bloem buscou-o nasredondezas, sem sucesso, e retornou à Fábrica em julho. Tobias só foi presoem novembro daquele ano, no Rio Grande do Sul. Na Corte, o jornal Sentinellada Monarquia, ligado ao senador Bernardo Vasconcelos,89 conservador, fezgraves críticas pessoais a Bloem, acusando-o de ter ajudado Tobias antes dachegada de Caxias, de ter comportamento duplo, de ser um “administradorrico de uma administração pobre” e de ser um absurdo que Bloem fosseencarregado de perseguir Tobias:mas como poderia ser preso Tobias se o Exmo. General foi iludido na confiança que depositou no major Bloem a quem encarregou de sua captura? Como poderia ser preso o chefedos rebeldes de São Paulo sendo o major Bloem o incumbido de prendê-lo? O major Bloem? Que benigno astro teria presidido ao seu nascimento ou a sua chegada ao Brasil?Destituído de préstimo, de conhecimentos, não tendo outro merecimento que alguma atividade, e esta mesma empregada em proveito individual, que de ordinário é avesso aos interesses públicos, como todos compreendem, tem obtido todavia tal consideração que selhe tem conferido empregos de grande importância e comissões de alta consequência, cujodesempenho tem sido como ninguém ignora, e tal é sua feliz estrela que tem sido conservado nesses empregos, e ainda mais premiado como bom serventuário da nação.90Aluísio de Almeida afirma que Caxias escreveu ao presidente da província,Costa Carvalho, para “que substituísse Bloem, por não andar às boas nem como Freitas, de Tatuí, nem com Carlos Augusto Oliva, comandante de Sorocaba”.
História de Sorocaba, consultado em Confederação Brasileira de Fotografia confoto.art.br Em 20 de junho seguinte aqui esteve o insigne Duque de Caxias, que, após vencer a Revolução, partiu daqui para Minas Gerais, que, também se revoltara, conjuntamente com São Paulo.
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