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Francisco Adolfo de Varnhagen
HISTORIA GERAL DO BRAZIL ANTES DA SUA SEPARAÇÃO E INDEPENDENCIA DE PORTUGAL - 2.ª EDIÇÃO. MUITO AUGMENTADA E MELHORADA PELO AUTOR
1854, domingo
   
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HISTORIA GERAL DO BRAZIL ANTES DA SUA SEPARAÇÃO E INDEPENDENCIA DE PORTUGAL. PELOVisconde de Porto Seguro, Natural de Sorocaba. 2. ª EDIÇÃO. MUITO AUGMENTADA E MELHORADA PELO AUTOR. TOMO PRIMEIRO. 348 XXII. — MANUEL TELLES BARRETO. A PARAHIBA. TRES ORDENS RELIGIOSAS. que a chronica ¹, alias de testemunha ocular, embora nos diga que, como religioso que era (jesuita), a escreveu pelo preceito da obediencia, o que o obrigaria a ser imparcial. Com sete navios hespanhoes e dois portuguezes, de Diogo Vaz de Veiga, que tinham vindo do Reino com o governador Telles Barreto, sarpou Diogo Flores da Bahia, fazendo rumo para Pernambuco, aonde com a frota passava de visitação o bispo D. Antonio Barreiros, que ahi estivera quando, perto de oito annos antes, chegára da Europa. — Aos vinte dias de viagem, fundeava a pequena esquadra diante do Recife, e Diogo Flores ia a terra concertar-se com D. Filippe de Moura, (capitão e logartenente do donatario e irmão de D. Christovam de Moura) e mais autoridades, ácerca da maneira como deveria effectuar-se a marcha por terra até a Parahiba dos auxiliares reunidos ja ali e em Igaraçú e Itamaracá, em quanto elle Diogo Flores seguia por mar. — Era D. Filippe de Moura casado no Brazil com uma filha de Filippe Cavalcanti ², e desde pouco fôra provido no logar que occupava, a consentimento do governo da metropole; que, havendo-se esforçado em fazer partir o donatario, encontrando nelle desculpas e resistencias, accedêra por fim a consentir que mandasse em seu logar „algum homem cavalleiro de confiança. “ As resistencias de Jorge d´Albuquerque (que pouco antes succedêra na capitania a seu irmão fallecido) ³ a soffrer novos trabalhos, podem explicar-se pelos muitos que em vida passára, assim no mar, onde em 1565 estivera quasi perdido, como nos campos infaustos de Alcacerquibir, onde esteve a ponto de perecer. Elle porém allegava primeiro os projectos de um casamento 4, e depois o não ter ainda successão. — Seu tio Jeronymo d´Albuquerque____________________¹) O autor deste livro que podemos intitular „Da Conquista do Rio Parahiba“ foi o padre Jeronymo Machado, segundo do proprio texto se deduz. ²) Por 2ª. vez com D. Genebra Cavalcanti. Sua 1ª. mulher fôra D. Isabel de Albuquerque. Este D. Felipe falleceu em 1611. ³) Liv. 3º. de Felipe 1º. fol. 282. 4) Conta-se que no curativo, durante sete mezes, das ferida recebidas por Jorge de Albuquerque em Alcacerquibir, lhe tiraram 20 ossos, e que depois andára em muletas quatro mezes, e que offerecêra uma dellas ao altar da Senhora da Luz em 23 de abril de 1582. De sua [p. 348]368 XXIII. — O BRAZIL EM 1584. MISERICORDIAS. LITTERATURA CONTEMPORANEA. entre nós se diz muito. — A primeira casa de misericordia em Portugal foi a de Lisboa, instituida pela Rainha D. a Leonor, em agosto de 1498; — bem que recommendada a instituição ás outras cidades e villas do reino, pela C. R. de 14 de março de 1499, como. „uma confraria para se as obras de misericordia haverem de cumprir, especialmente acerca dos prezos pobres e desamparados. e assim em muitas obras piedosas¹ etc. “ Em Santos foi a instituição introduzida em 1543 por Braz Cubas, e não nos consta de povoação brazileira que antes a tivesse. — Nas cidades do Salvador e de S. Sebastião foram ellas erigidas contemporaneamente com as mesmas cidades; e tanto a ellas, como ás de outras cidades do Brazil, os reis não tardaram em conceder privilegios analogos aos de que gosava no Reino a de Lisboa. Além das Misericordias para os pobres desamparados, havia tambem irmandades, ou comunidades, em que sob a invocação de algum santo, e com certas practicas devotas, os irmãos se obrigavam, por compromissos, a se prestarem varios auxilios. — Dessas irmandades, as ordens terceiras, que depois se estenderam tanto, annexas a ordens religiosas ou dellas derivadas, produziram, e produzem ainda, com seus hospitaes, beneficios incalculaveis. O Brazil se podia considerar a mais importante das possessões portuguezas que Filippe II havia aggregado á sua corôa, pois que as colónias da Asia iam em manifesta decadencia, e o commercio do Oriente, desde o principio, longe de criar raizes em Lisboa, não serviu senão a dar maior importancia ao mercado de Amsterdam, e a fazer levantar a Hollanda. — Portugal se locupletára, sim, com as primeiras riquezas da Asia; mas por outro lado perdêra a sua prosperidade real, despresando a agricultura e a industria; de modo que, apenas lhe faltou a fôrça, não pode nutrir o commercio--------------------------------------------------¹) O seu compromisso foi confirmado por alvará regio de 4 de julho de 1564, reformado em 10 de maio de 1618. O compromisso dado á dita misericordia de Lisboa se declarou extensivo á do Espirito Santo por Alv. do 1. º de julho de 1605; á de Olinda por resolução regia de 26 de janeiro de 1606, e a de Itamaracá por dita de 8 de abril de 1611. — O Alv. de 18 de out. de 1806 o fez extensivo a todas as misericordias que não tivessem outro. A Ordem terceira de São Francisco da Penitencia do Rio data de 1622. [p. 368]378 XXIV. — GOVERNOS INTERINO, DE D. FRANCISCO, E DE DIOGO BOTELHO. fundou um verdadeiro arraial, a que ja deu o nome de cidade. De modo que da „fortaleza e cidade de S. Christovam do rio de Sergipe“ datou várias sesmarias, começando pela, antes doação, que, em 9 de abril (de 1590), fez a seu filho Antonio Cardozo de Barros (para não dizer a si proprio) „de todas as terras desde o mesmo rio até o de S. Francisco“. — E, depois de haver distribuido outras terras, deixando ahi por capitão a Thomé da Rocha ¹, dos que o ajudaram na empreza, e incumbindo a Rodrigo Martins de perseguir o gentio, que se havia escapado para a banda do norte do mesmo rio de S. Francisco, se recolheu á Bahia. Os pastos de Sergipe eram de bastante boa qualidade, e os moradores começaram logo a metter gado nelles; e, com tanta fortuna, que dahi a poucos annos, esta nova capitania abastecia de bois os engenhos da Bahia e até os de Pernambuco. Os primeiros moradores não se deram entretanto muito bem no local escolhido pelo fundador da colonia, e preferiram passar-se a um outeiro na outra margem ², fazendo ahi nova fortaleza, e levantando a igreja matriz, com a invocação tambem de S. Christovam, como a primeira, que, em honra do dito fundador, Christovam de Barros, deram igualmente á nova cidade. Como as terras ao norte do rio de S. Francisco eram de Pernambuco, não tardaram em oppor-se a Rodrigo Martins uns chefes de bandeira, que se diziam autorisados pelo donatario dessa capitania. Foi um delles Francisco Barboza da Silva, que, proseguindo nas emprezas em que andava contra os Indios, e em que fôra já uma vez desbaratado, veio nellas a perder a vida. Succedeu-lhe Christovam da Rocha, que--------------------------------------------------¹) Em 10 de dez. 1604 tiveram approvação regia novos empregados nomeados para esta capitania, mas não encontramos registo de patente regia de capitão della anterior á C. de 19 de maio de 1611 a João Mendes. ²) Provavelmente foi esta a mudança, a que, segundo refere Jaboatão, teve logar em 1595 ou 1596. Sabemos que este escriptor pretende que a segunda mudança foi para a margem direita do Poxim; mas, nesse caso haveria que admittir terceira para a S. Christovam de que se apoderaram os Hollandezes em 1637, e foi ao depois incendiada. [p. 378]XXIV. — GOVERNOS INTERINO, DE D. FRANCISCO, E DE DIOGO BOTELHO. 397Seguros, porém, o Rio Grande e a Parahiba, melhorada a fortificação no Recife, confiada ao cargo do seu novo capitão João Rodrigues de Almeida, e seguindo em obra cinco fortes para defender a Bahia, incluindo o de Santo Antonio da Barra (de que fôra pelo soberano nomeado capitão Sebastião de Brito Correa), julgou o governador poder aventurar uma visita ás capitanias debaixo, como então chamavam, no norte, ás do sul. Movia-o a isso especialmente a curiosidade de examinar por seus olhos as minas d´ouro, que ja em pequena escala se começavam a minerar em alguns districtos.

Deixando pois o mando da Bahia confiado ao seu capitão mór Alvaro de Carvalho, fez-se de vela em outubro de 1598, levando comsigo a sua guarda, um engenheiro allemão, chamado Geraldo, e um mineiro, igualmente allemão, por nome Jaques.

Aportou primeiro no Espirito Santo: e dahi despachou a Diogo Martins Cão para examinar as minas chamadas de Esmeraldas; e, em principios de dezembro, mandou, por via de Santos, o capitão Diogo Ayres de Aguirre, com duzentos Indios destinados a trabalharem nas minas de ouro em S. Paulo.

O espirito Santo estava em perfeita paz, desde que o seu capitão Miguel de Azeredo conseguira reduzir pelas armas o gentio Guaitacá, que com as suas frequentes correrias molestava os colonos. Já, em 1595, um Pero Luiz se encontrára, mui longe da capital, com dois Indios principaes, Ignacio de Azevedo e Arco Grande, e com ellas fizera pelo sertão um giro de umas quatrocentas leguas.

Seguiu para o Rio de Janeiro, onde pouco se demorou, passando a Santos; e em maio seguinte já se achava em S. Paulo. Daqui passou ao morro de Biracoyava ou Araçoyava, junto á actual fabrica de ferro do Ipanema; e ahi no local chamado „Fabrica Velha“, no valle das Furnas, onde Affonso Sardinha tinha já um forno catalão de fundir ferro, lançou o fundamento de uma villa, com o nome de Nossa Senhora de Monserrate, a qual não foi por diante. No 1º. de dezembro desse mesmo anno, achava-se de regresso em S. Paulo; e ahi confirmou a nomeação de Diogo Gonçalves, como capitão das minas descobertas. Em fevereiro de 1601 visitou as minas de Jaraguá e Vuturuna; e cinco [p. 397]

398 XXIV. — GOVERNOS INTERINO, DE D. FRANCISCO, E DE DIOGO BOTELHO. mezes depois nomeava André Leão para penetrar, com uma partida de tropa, no sertão, em busca de minas de prata.

Em 1602, sabendo que chegára a Bahia o seu successor, embarcou-se em Santos directamente para a Europa, depois de haver passado (18 de junho) procuração para a cobrança na Bahia de seus vencimentos atrazados. Durante a sua estada em S. Paulo, alguns navios hollandezes entraram na Bahia (23 de dezembro de 1599). Outros, sob Olivier van Noord pretenderam em vão fazer aguada no Rio; e Jaques Porcel, de Dieppe, foi tomado em Cabo Frio por quatro caravellas e varias canoas de Indios. A questão mais espinhosa em S. Paulo, como em todo o Brazil não era a das minas, que seguiam lavrando-se pacificamente, como ainda pouco rendosas; era a dos Indios, — aos quaes os religiosos da Companhia tanto queriam amparar, que chegava a ser impossivel a nenhum morador excepto aos mesmos religiosos, o valer-se do serviço delles, ainda mediante contractos de paga de aluguer ou soldada. E o peor era que os padres tinham tambem fazendas e engenhos, e os seus generos competiam no mercado com os do povo, que pagava mais caro os braços que necessitava para a sua indústria. Os moradores de S. Paulo, julgando-se opprimidos por arbitrios que classificavam de hypocritas e até de interesseiros, e necessitados de braços para a agricultura e a lavra das minas, em vez de fazer contractos com os que estavam sujeitos aos Jesuitas, ou de irem buscar negros além dos mares com barbara crueldade nos porões dos navios, assentaram de valer-se de outro meio, alias menos vil do que este último, por isso mesmo que mediava uma luta na qual expunham suas vidas. Organisaram-se em bandeiras, e começaram a ir prender Indios bravos mui longe, e fôra da jurisdicção dos Padres. Fizeram bem? Afirmal-o fôra tão pouco humano como defender menos nobremente qualquer outra escravidão. O certo é porém que os interesses do Estado, não estão em alguns casos (temporariamente) de accordo com os sentimentos da mais generosa philantropia, que alias desde seculos prega e proclama louvavelmente a Igreja. E´ assumpto melindroso sobre que mais vale discorrer menos. Não se nos leve porém [p. 398]418 XXV. — GOVERNO DE MENESES. RELAÇÃO. CEARÁ. SEPARAÇÃO DO SUL. officio neste Estado com tanto zêlo do serviço de V. M. que ainda que lhe pareça suspeito lhe hei-de falar verdade, — que merece que V. M. lhe faça muitas mercês e muitas honras; e lhe certifico, pela verdade que um vassallo deve a seu rei, que eu não sei quem melhor nem com mais pontualidade o fizera que elle; e assim é bem que V. M. faça differença daquelles que bem o servem dos que o não fazem, para que todos tenhamos animo para o fazer bem feito. E´ mui prudente, e de tudo que V. M. o encarregar dará mui boa conta; e eu me vali delle no que pude; e como quem o experimentou falo deste modo. "Cumpre aqui declarar que, depois de nomeado D. Diogo de Meneses governador geral, e pouco depois de haver elle partido de Portugal para o seu destino, tivera logar a nova organisação dos capitanias do sul em governo separado, o qual foi confiado ao ex-governador D. Francisco de Souza, mandando-se por isso sustar todo o processo de sua residencia e syndicancia; concedendo-se-lhe ao mesmo tempo, para tratar do descobrimento de minas, grandes privilegios, maiores ainda que os que havia trazido Gabriel Soares; de tudo o que nos reservamos a tratar mais detidamente no fim da presente secção. Ao chegar á Bahia, as primeiras providencias do governador se reduziram á installação da Relação, a final realisada nessa cidade; começando primeiro por ter que attender á conveniente aposentadoria do respectivo chanceller e desembargadores, que ahi chegaram a 5 de junho de 1609. De chanceller sabemos que veio Gaspar da Costa, homem honestissimo e que desde logo adquiriu na Bahia muito partido; mas pouco tempo viveu; pois que já, em principios de 1611, era no-________________________________________Mas, para certa herança, se provou juridicamente que a de que se trata fôra filha de Gaspar Leitão Coelho e D. Joana de Mesquita; mas se tal fosse não se descobre donde pode provir a essa D. Luiza o appellido de Mello, que tomaram os descendentes. Em todo caso, o dito Sebastião de Carvalho e Mello foi casado com D. Thereza Luiza de Mendonça, segundo Jaboatão (Chron. p. 207), neta do pernambucano Paulo de Moura, filho do governador D. Filippe de Moura e de D. Genebra Cavalcanti, e desse consorcio nasceu o, ao depois, Marquez de Pombal. [p. 418]424 XXV. – GOVERNO DE MENESES. RELAÇÃO. CEARÁ. SEPARAÇÃO DO SUL. o bispo foi informado como o governador reprovava alguns dos seus actos, principalmente pelo que dizia respeito ao desejo de adquirir, ou antes de juntar cabedaes, com intento segundo se dizia, de resignar, e ir-se ostentar as honrarias bispaes na Europa, aonde já ia passando valores em letras de cambio ¹. Não satisfeito o mitrado com estes desrespeitos ao decoro, e com muitas tropelias de jurisdicção, passou aos excessos de pôr interdicto na sé ao governador e ao thesoureiro geral, e de excommungar o dezembargador Pedro de Cascaes, que servia de provedor mór da fazenda; porque não pagavam de uma vez certos atrazados da folha ecclesiastica do modo que elle bispo entendia. Podéra com effeito crer-se que desejava liquidar seu negocio para voltar ao Reino. Appellou o provedor mór; e o bispo não acceitou a meppellação; aggravou aquelle para o juiz da coroa; passou a Relação ao bispo tres cartas em nome d´elrei. Não quiz levantar as censuras, — que haviam sido impostas por mão do seu vigario o deão da Sé, pois que elle bispo não saía de Pernambuco ². Mais: tão pouco executou outra sentença da Relação em que o juiz da confraria do Santissimo de Pernambuco aggravou para o dos feitos da coroa; e isto apezar de igualmente lhe escreverem tanto a Relação como o governador em nome d´elrei. — Para rematar o juizo ácerca da venerabilidade deste prelado baste dizer que havendo-lhe caido nas mãos um maço de cartas e de officios que, o governador dirigia ao Reino, não se contentando com abril-as, divulgou o conteúdo dellas, violando um dos sigillos mais sagrados, ainda para os que não vestem murça. Apezar de tantos abuzos e de tantas faltas, 1) „Sobre o mercador João Filter a pagar a D. Antonio Mascarenhas e D. Francisco de Bragança“ diz o governador a elrei em 7 de fev. de 1611. 2) As questões dos magistrados com o clero na Bahia motivaram talvez o alvará de 31 de julho de 1612 para que os vigarios geraes do Brazil, não cumprindo a terceira carta rogatoria do juizo da Corôa, fossem emprazados para na primeira embarcação seguirem a dar razão do seu procedimento á Meza do Dezembargo do Paço. — Esta providencia baixava por influxo deste tribunal, protector nato dos da relação. Mas por outro lado a C. R. de 3 de Oct. de 1615 e o alv. de 27 de abril de 1640 recommendavam aos dezembargadores que andassem a tento nas differenças com os ecclesiasticos. [p. 424]XXV. – GOVERNO DE MENESES. RELAÇÃO. CEARÁ. SEPARAÇÃO DO SUL. 425o bispo, ajudado pela influencia poderosa de certos religiosos, ficou victorioso, e apenas da côrte lhe veio uma recommen-dação para que se conformasse com as concordatas com queos bispos no Reino se conformavam. A isto replicava o go-vernador a elrei queixando-se, não ja da quebra que recebêrana jurisdicção ¹, mas da inquietação que o bispo causava aopovo com as perseguições que lhe fazia, „so a fim de ajuntardinheiro“; e acrescentava: „Não ha lei, nem bulla do Papa, nem concordata que se guarde, nem sentença de Relação, nemoutra nenhuma cousa, senão dinheiro, e só este texto é bome guardadouro, como faz a muito dinheiro que tem em umaarca em esse Reino, passado em mui boas lettras e caixas deassucar. “ — Ha que ponderar que os documentos publicosconfirmam o zelo que devia ter o prelado nos assumptos ecó-nomo-financiaes; e quasi de todo justificam as graves accu-sações do governador, por certo dos mais illustrados que vieramao Brazil. Em 30 de agosto de 1606 se haviam mandadopagar atrazados ao cabido da Sé da Bahia. Em 11 de feve-reiro de 1607 a coroa quitára ao bispo e cabido da mesma sécertos direitos de que eram devedores. Em 11 de novembrodo anno seguinte resolve negativamente a proposta da criaçãode mais dois bispados, um em Pernambuco, outro no Rio. —Quasi pelo mesmo tempo ² augmenta consideravelmente nãosó o ordenado do bispo, como, e nesta parte com toda a jus-tiça, muitos outros ecclesiasticos; com o que esta porção dasdespezas, incluindo a somma que recebiam os Jesuitas, foilogo elevada arriba de sete contos e oito centos mil reis, semincluir a paga a alguns vigarios das provincias do sul. Mais:para dar completa satisfação ao cobiçoso prelado, vinha umaprovisão (de 19 de nov. de 1611) dispondo que, nos arrenda-mentos que se fizessem dos dizimos, fossem logo separados osordenados e as ordinarias dos ecclesiasticos; para o que fica-vam estes munidos de poderes, a fim de independentemente__________________¹) Sobre este ponto providenciou depois o Alv. de 27 de abril de 1616. ²) Segundo J. Pedro Ribeiro em 30 de set. de 1608: porêm o autor dosAnnaes do Rio de Janeiro, Balthazar da Silva Lisboa, assevera maisde uma vez no tomo primeiro que o augmento teve logar por alvaráde 23 de novembro deste anno. [p. 425]428 XXV. – GOVERNO DE MENESES. RELAÇÃO. CEARÁ. SEPARAÇÃO DO SUL. que os pobres o percão, e as peitas que costumão dar-se a quem lhos administra, como tudo se saberá tirando-se devassa, daqui resultão grandes queixumes contra os Religiosos, os quaes se querem mostrar que castigão estas cousas com seus meos carceres privados ou açoutes, por levemente que sejão, estão os Indios tão mimosos e tão pouco praticos no uso da nossa justiça e obediencia, que logo se vão ao matto, donde fazem, como dito é, abominaveis vivendas e rito, juntando-se com os negros de Guiné tambem fugidos, do que resultão mortes, furtos escandalosos e violencias, por cujo respeito se não pode atravessar o sertão commodamente de umas partes a outras, nem dilatarem-se as povoações pela terra dentro. „Se os Portuguezes tomão as armas contra estas desordens, e com trabalho e custos de suas fazendas e vidas são contra estes mocambos ou ladroeiras, e desfazendo-as, trazem presos os ditos fugidos, logo a piedade dos padres e necessidade em que delles vivem os leigos buscão leis para os não castigarem, antes repartindo-os entre si os largam das prisões; das quaes tanto que se vem livres, tornão-se ás aldeas dos ditos padres, que como a gente livre e que elles tem em sua protecção, de boa vontade os recolhem e occultão, e se parece que ali todavia os buscão seus donos, tornão-se ao matto; de modo que fica sendo este dominio absoluto dos religiosos uma miseria secular dos leigos, que mostra não poder ter fim, e não tendo, bem se vê quão trabalhoso e quasi impossivel será o dito augmento. „Destas desordens tanto introduzidas, nasce que nenhuma obra do bem publico se coalha, e assim os Indios, sem os buscar quem pode, vão por donde querem mais barbaros e mais ociosos que nunca. “Apezar de haver D. Diogo exposto as suas idéas a este respeito, em carta ao rei, escripta em fevereiro de 1608, baixou da metropole uma lei, com data de 30 de julho de 1609, declarando os Indios inteiramente livres, e impondo penas severas aos que os tomassem ou conservassem como escravos. Protestaram contra semelhantes disposições o governador e povo todo do Brazil de modo tal que o rei se viu obrigado a reconsiderar o assumpto, e a revogar a mesma lei por meio de outra, em data de 10 de 1611, na qual começando por uma [p. 428]430 XXV. — GOVERNO DE MENESES. RELAÇÃO. CEARÁ. SEPARAÇÃO DO SUL. respeitava á economia e ordem no governo, e disso muito seoccupava em sua propria correspondencia. Como o seu predecessor, foi de parecer que conviria fabricarem-se navios nesteEstado, e mandando pelo mestre constructor Manuel Antonioproceder a um orçamento do preço por que se poderia fabri-car uma náo de quatrocentas tonelas, resultou que, empre-gando a embira e amarras de piaçába, poderia ella, sem arti-lheria, vir a importar em quatro contos quatrocentos e oitentae tres mil reis. Durante o seu governo, foi melhorado o con-tracto das balêas, sendo concedido por sete annos a dois so-cios, um dos quaes era francez, Julien Michel. Tambem tevelogar, uma grande melhora nos engenhos, adoptando-se ostres cylindros, ainda verticaes, os quaes, por meio de entrozas, se faziam girar com a rotação do do meio. Attendeu tambemo governador a melhorar a defensa da Bahia pela construcçãode um novo forte que foi chamado de S. Diogo, e que foiartilhado com tres colibrinas, uma espera e um passavolanteturquesco. E ás suas informações deve ter sido provavelmentedevida a providencia tomada pela metropole para que os ser-viços prestados no Brazil viessem aqui mesmo a ser recom-pensados, o que contribuiu a estabelecer certa unidade colo-nial, que depois se augmentou com a guerra hollandeza. Os serviços, porém, que mais que nenhuns outros immor-talizarão para sempre no Brazil o nome de D. Diogo de Me-neses serão a colonisação do Ceará e proposta para ser colo-nisada a maior parte da costa do norte, e o magnifico livrointitulado Razão do Estado do Brazil, quando deixou o governoem 1612. Este último, se bem que redigido pelo sargento morDiogo de Campos¹, foi evidentemente emprehendido por ini-ciativa do governador, e com muitas informações por ellepessoalmente fornecidas. Occupar-nos-hemos separadamentedestes dois pontos. Consultado officialmente² o governador acerca do modo__________________¹) Na propria obra se lê a respeito de uma parte da costa, onde nãoestivera D. Diogo, que fôra „vista e visitada por quem fez esta rela-ção etc. "²) C. R. de 11 de jan. de 1611. [p. 430]432 XXV. - GOVERNO DE MENESES. RELAÇÃO. CEARÁ. SEPARAÇÃO DO SUL. pitanias dá conta dos limites, rendimentos, cultura, população, armamento e municiamento. Foi redigido em Lisboa em 1613, de modo que inclue ainda algumas informações respectivas ao anno de 1612, depois de haver D. Diogo deixado o governo. Contêm mezesete mappas, sendo um geral do Brazil, outro da costa do norte, oito especiaes das oito capitanias, um do Espirito Santo, e os demais dos Ilheos e Abrolhos, rios de S. Francisco e Alagoas, plantas da Bahia, d´Olinda, do Recife, e da entrada da Parahiba, etc. A receita total dessas oito capitanias, avaliada ainda pelo governador, dois annos antes (1610), em quarenta e dois contos, era ja orçada em cincoenta, e a despeza que pouco passava então de trinta e cinco contos, ascendia já a quasi quarenta e sete. O Rio Grande era capitania pobre, de uns oitenta moradores brancos, dos quaes apenas vinte e cinco habitavam na capital. Limitava ao norte pelo Guarahy, ou actual Assú, e tinha umas desaseis aldeas d´Indios, mal governadas, um engenho no Cunhaú (de Jeronymo d´Albuquerque), alguma criação de gado, e proficuas salinas em Guamaré. Havia no forte nove peças de bronze, e desesete de ferro, maltratadas; elevando-se a guarnição a setenta e cinco soldados, com os competentes officiaes, cujos gastos se orçavam em 3. 183. 960, sendo o da igreja 268 $ 360 e o dos empregados 110 $ 000 reis. A Parahiba, que alcançava até o Taperohú, actual Grahú, contava mais de setecentos moradores brancos, oito aldêas d´Indios, a cargo dos Franciscanos e Benedictinos, dez engenhos que enviavam por anno uns vinte e dois barcos d´assucar a Pernambuco, e rendia ao dizimo uns quatro contos. No Cabedêlo havia onze peças, dois camellos e quatro falcões de dado pedreiros, todos de bronze, os quaes se ordenára (dezembro de 1611) fossem a refundir-se em Pernambuco. Dava esta capitania ao alardo tresentos arcabuzeiros, em duas companhias, e mais trinta de cavallo. Gastos: com a igreja 358 $ 360; com os empregados do fisco 225 $ 000; com a milicia 1. 841 $ 760. Itamaracá, terminando da banda do sul no rio Igaruçú, contava mais de quinhentos moradores brancos, alguns bas- [p. 432]XXV. — GOVERNO DE MENESES. RELAÇÃO. CEARÁ. SEPARAÇÃO DO SUL. 437primeiro em Pernambuco, onde justamente se encontrava então o governador D. Diogo de Meneses. Não pode este occultar o seu grande descontentamento, e em carta ao rei de 22 de abril o desafogava, dizendo: „V. M. me mandou o viesse servir a este Estado, sem me declarar nenhuma separação, senão que o viria governar assi e da maneira que os passados; onde o tenho servido com toda fidelidade e satisfação de que V. M. me tem avisado. “ Todas as grandes promessas de avultadas rendas promettidas por D. Francisco, á custa de tantos gastos prévios, eram pelo mesmo D. Diogo judiciosamente combatidas com estas curtas frases: Crea-me V. M. que as verdadeiras minas do Brazil são assucar e páo brazil, de que V. M. tem tanto proveito, sem lhe custar da sua fazenda um só vintem. “ „O mesmo negocio hade mostrar cedo a V. M. a perda que hade ter a sua fazenda, mas será então um mal que. não se poderá remediar“.

Realisaram-se infelizmente os prognosticos do honrado estadista. D. Francisco seguiu para S. Paulo. Ahi sanccionou, em 11 de agosto, um contracto entre o seu filho primogenito D. Antonio e o provedor das minas Diogo de Quadros e Francisco Lopes Pinto para a erecção de uma nova fabrica de ferro, e nada mais fez; e os ordenados de todo o estado maior que comsigo trouxera, seguiam cobrando-se. Em 11 de junho de 1611 fallecia o mesmo D. Francisco, e, em conformidade de um dos privilegios que lhe haviam sido concedidos, deixava por successor o seu segundo filho D. Luiz, por achar-se ausente o primogenito.

Tomou o mencionado successor immediatamente posse em S. Paulo, e depois no Rio de Janeiro, em 13 de dezembro; mas vindo a ser, pelo alvará de 9 de abril do anno seguinte, revogada a provisão para a separação do governo do sul e de novo tudo annexado ao do norte, já confiado a Gaspar de Souza, teve o mesmo D. Luiz que fazer entrega do mando ao desembargador Manuel Jacome Bravo, delegado do mencionado Gaspar de Souza, de quem, apezar das suas poucas habilitações, veiu a conseguir ser nomeado successor em 1616, a titulo de indemnisação equitativa, pelos direitos herdados e que lhe haviam sido retirados. [p. 437]XXVIII. — DESDE A INVASÃO DE PERNAMBUCO ATÉ CHEGAR NASSÁU. 525Embarcando-se com uns seiscentos homens, em alguns navios ao mando de Lichthardt, foram todos aportar na Barra Grande, aos 11 de outubro; e, no dia seguinte, passaram ao Porto das Pedras, onde só chegaram á meia noite. Depois de ahi tomarem o assucar que encontraram, incendiando os barcos, que não lhes poderiam servir, passaram ao Camaragibe, preando os gados e entregando ás chammas o que não poderam conduzir comsigo. Seguiram logo ao porto dos Francezes, onde igualmente queimaram varios barcos fundeados, e mais de cem caixas de assucar; e d´ahi tomaram até a Alagoa do sul ou Manguaba, lançando fogo á villa de Nossa Senhora da Conceição (hoje cidade das Alagoas), que, apesar de recentemente fundada (desde 1611), já contava, segundo a propria confissão dos invasores, edificios de bonita architectura; e o mesmo pretenderam fazer á villa de Santa Luzia, na Alagoa do Norte: mas não o poderam realisar, em virtude da resistencia que ahi oppoz o valente capitão Antonio Lopes Filgueiras, á custa da propria vida. Por fim regressaram ao Recife, a 9 de novembro, trazendo por despojos duzentas e cincoenta caixas de assucar e noventa e oito toros de brazil. No emtanto recebia Mathias d´Albuquerque algum soccorro, que não deixava de ser de valia, no meio da penuria em que se achava. E ao mesmo tempo lhe chegavam reiteradas promessas de que outros novos soccorros se ficavam apromptando, e a certeza de que, tanto em Madrid como em Lisboa, se esmeravam os governantes em tomar providencias para que os mesmos soccorros se enviassem. Já antes de regressar Oquendo havia a Côrte deliberado que, á custa dos dois reinos, se preparasse outra frota de cincoenta galeões, vinte e quatro dos quaes deveriam ser armados por Portugal, consignando para isso o quinto das tenças e outro quinto dos bens da corôa, o subsidio das camaras, junto a um emprestimo forçado em Lisboa de quinhentos mil cruzados. Havendo encontrado muita opposição a idéa d´este último emprestimo, foi na capital do Tejo meada uma Junta ¹ para reunir os necessarios fundos, cobrando certos atrazados, ____________________¹) Regim. em 26 artigos de 26 de junho de 1631. [p. 525]NOTAS MAIS ESSENCIAES. 1. ªACERCA DE JOÃO RAMALHO E DE UM BACHAREL NA CAPITANIA DE S. VICENTE(pags. 120 a 122). Em nossa opinião existiram, de principio, na antiga capitania de S. Vicente, dois differentes colonos portuguezes, ambos com descendencia. Um era bacharel e fôra deixado degradado, mui provavelmente pela frota de 1501; vistoque Pero Lopes, que em 1531 diz, ao encontral-o perto da Cananéa, que ahi estava havia trinta annos. Este bacharel percorreria, com os seus Indios, toda a costa visinha para o norte e para o sul; pois tudo nos induz a crer que seria o mesmo encontrado quatro annos antes por Diego Garcia, embora ja então avalie nos mesmos trinta annos (que ha bien 30 annos) o dito tempo de residencia, quando contratou com elle o acompanhal-o ao Rio da Prata, e o fornecer-lhe 800 Indios escravos para mandar a Hespanha. O outro era o bem conhecido João Ramalho, que habitava e dominava nos elevados Campos visinhos á actual cidade de S. Paulo, e a quem Thomé de Souza promoveu a Capitão e alcaide mor do Campo, vindo a ser tambem vereador da Camara de Santo André, em cujas vereanças de 1555 a 1558¹ se encontra o seu nome assignado de cruz, ou antes com uma simples risca em fórma de ferradura (sendo as palavras de seu nome em letra do escrivão), prova de como não sabia escrever, e por conseguinte que não seria bacharel.

Este Ramalho devia ter vindo a estas terras em 1508; pois em uma carta escripta da propria capitania de S. Vicente, ao que parece de Piratininga, pelo jesuita Balthasar Fernandes, por commissão do P. e Rector Joseph de Anchieta, em 22 de abril de 1568, a nosso ver só a elle se podem referir estas palavras: „Hum homem branco, que ha 60 annos que está nesta terra entre este gentio, que agora he quasi de cem annos, estando entre os indios e vivendo não sei de que maneira, e não querendo nada de nossas ajudas nem ministerio, deu-lhe Deus de rosto com hum accidente, alem de muitos corrimentos e pontadas que tinha: veio em tanto hum filho seu, que pousava daqui uma legua, a dizer-nos que seu pai morrera, e suspeitando nós que não seria ainda morto: forão dous padres cedo a correr por aguas que estavão pelo Campo por onde havião de passar por ser grande chea.

Chegados á casa do miseravel velho que não queria nada de deus, veio deus a visitar com os nossos, porque o que estava dantes ja morrendo, em máo estado, acudiu lhe deus com a confissão que elle fez boa, pondo-se em bom estado e commungando; mas não morreo daquelle accidente, senão anda para isso aparelhado e posto na verdade, esperando por sua hora. Cedo lhe virá“. —Nem se diga que esteNem se diga que este mesmo João Ramalho seria o proprio designado como bacharel por Pedro Lopes, e Diego Garcia, e que um e outro lhe chamariam bacharel, porque seria este nome uma sua alcunha. O último destes(1) Rev. do Inst. vol. II, p. 527. [p. 669 do pdf]31, quando: 67, 22, a ceder: 68, 3, do apuro: 69, 24 e 25, parte do territorio. desconhe-cido: 75, 23, dos: 76, 15, o receio: 77, 30, por: 78, 2, a terra mais a loeste: 79, 25, opoente: 80, 11, do rio: 81, 23, de mandar: 87, 7, da not. 2ª, essa: 89, 26, pelas: 90, ris-que as lin. 7 e 8 e a comp. nota: 94, 4, Waldzeemüller: 95, lin. últ. do texto, factura dodito: ib. lin. últ. f. 25 v. e 42 do Livro da Mina: 96, 30, o acolhia: 97, 7, offerecidos:68, 13, rio: 99, n. 1, botocudo: 101. Acrescentem-se no fim do texto estas linhas: Segundonossas conjecturas, a descoberta fôra simultanea, em 1502. Mui provavelmente Solis, o Bofesde Bagaço, fazia parte da pequena expedição commandada por D. Nuno Manuel: 102, 29, em-patadas: 103, 21, e admiram: 105, 28 e 30, mais. e o mais: 106, 12, correr a costa: ib. 23, pouco antes: 110, 31, Acuna: 122, 28, mais de vinte: 129, 4, regressára: 133, 13, tal:144, 12, pela: 145, 27, ordenações: 148, últ. não fizessem: 150, 2, risque-se o periodo =Nas cidades etc. =: ib. 7, o orgaisarem: ib. 10, pezos: 151, 15, intitulado: ib. 26, magis-tratura: 152, 25 e 27, grandes pelo: 154, 35, afastadas: 159, 32, Diremos tambem que:163, 2, heresias: 167, not. 2, tratará: 169, 18, ilha que os Indios denominavam de Guaimbé, uome etc. : 170, 2, 33, 34 e últ. contratára sensivelmente de comprido o fundea-douro: 171, 28, esperança: 172, 25, provincias: 173, 2 da n. 2ª, encontrado: 175, 15, 16e 17, de tantos trabalho da construcção capellinha de S. Pedro Martyr: 184, da nota 2ª, da: 189, 25 e últ. os ter sido acrescentado: 190, 8 e 30, e: ib. 1ª da nota, 10, 11 e 12:193, 10, depois os: 195, 11, rio: 196, 21, risque um = sido =: ib. 28, „genros Paulo Dias eAffonso Rodrigues, natural este de Obidos e casado“ etc. : 199, 30, os mãos: 204, 6, 18, 19, 28, novos, das cujos da: 205, 19, jangada: 206, 15, não ajuda: 215, 17, o amor:220, 23, nas civis: 221, 9, numero se: 222, 34, decorosos: 224, 27, entendessem: 226, 10, 13, do mesmas: 231— Depois da lin. 19 lêa-se: D. João de Castro confiava tanto na suahonradez e prudencia que, poucos annos antes, pedia com instancia ao rei que lh´o mandassepara o ajudar no governo da India. 232, 19, veiu a me governar-se: 236, 1ª. e 7ª. da nota, João. sendo: 237, 5ª. da 1ª. nota. A data do Diario Official está errada: Será de dezembro?:239, 24, esteiro: 240, 26, judiciosas: 250, 13, levasse: 251, 2 da nota 2ª. dez. de 1550: 253, últ. do texto, terras: 256, 19, mais de quarenta: 261, 25, companheiros: ib. nota 4, ris-quem-se as sete primeiras palavras: 264, nota, Tebiriçá: 265, 28, Moniz: 266, 6, de rendas:267, 3 da nota, Freire: 268, 17, estava a: 272, 9, 1555: 278, 9, viveres: 292, 10, Mampos-teiro: ib. 23, das: 294, 30, dois mil e duzentos cruzados: 295, 17, risque = fazer =: 302, 17, admiram: 303, 5ª da nota 5ª, 1812 (não 1612): 305, antepen. de março: 306, 10, pessoa:311, 5. do Castello: 326, 21, governo do norte: ib. 32, Sebastião: 327, 29, a tal: 327, ult. fossem: 330, 3, porém: 331, 15, Jequiriçá: 336, a nota deve trocar-se com a 1ª. da paginaseguinte: 338, 19, 22, um de toda: 344, últ. a elrei: 345, 29, Valdez: 346, 29, Paraná-paguema: 347, 2, nos primeiros mappas: 353, 28, para o: 355, 2, 22 de: 362, 32, capitania:364, 11, moçacara (Mboçacara, o que e muito honrado, Montoya, Tes. f. 215): 367, 10, tarefas:ib. 35, as obras: 372, penult. ausentar-se: ib. últ. Reconcavo: 380, 6, cujo: 381, últ. 50 $ rs: 382, 1, o foro: 383, 24, por ventura pelas immediações do proprio chamado depoisde: 384, 19, governador: ib. 31, aqui as: 387, 26, em: 393, 10, para ella: ib. 21, FelicianoCoelho: 394, 9, das Neves: ib. 11, seguir Feliciano Coelho, á frente: 395, 17, ou: 396, 19, votado aos: 397, 30, Biraçoyava: 399, 6, uma: 400, 26, Essas ordens: 401, 18, delinquentes:404, 15, ao: 407, 35, antes: 408, o seguimento da 1ª. nota acha-se na pagina immediata. 419, 31, l. = Relação não = em logar de = criação não =: 422, segue depois da lin. 13 = que sófoi introduzida no Brazil em fins do seculo immediato (1696) =: 423, 23, sendo-lhe: 427, 25, fomentar-se: 428, últ. 10 de Setembro de 1611: 430, 6, toneladas: 431, 27, ficarem ao mando:432, 23, 3. 183 $ 960: 434, 1ª. das notas, Jesuitas, um conto e duzentos: 439, últ. 1609 (não1608): 439, 1, Colonisação do Maranhão-Para: 441, risque-se desde = Pode-se (lin. 11) atépescoço (lin. 23), periodo já impresso om outra pagina anterior: 443, 11, naturalmente: 448, 16, lea forte onde se diz = porto =: 449, 10, 1615 (não 1515): ib. 1ª. das notas, mission desPeres: 452, 13, risque o final do periodo depois de Moura: 453, 18, e no: 457, 4, a mesmametropole: ib. 15, Cochado: 459, risquem-se as linhas de 5 a 8: ib. troquem-se as duas no-tas: 467, 22, companhia hollandeza, : 472, 1ª. da nota, Chama-se-lhe na estampa: 479, 29, com menos facilidade: ib. 36, sôbre: 482, 15, para: 494, 24, doutrina: 496, penúlt. ponta:510, 23, prestaram: 542, 3, vencedores: 543, 6, que a: 544, depois da 4ª. lin. devem ler-seas 22 desde a 11ª. ate a 35ª. de p. 549. 553, 1ª. Nassau ate levantar o sitio da Bahia (vej. o indice): 558, 20, elle em: 585, 9, depois de = ordens = houve um salto, e deve seguir-se:= do coronel Koen, que foi mandado, com mais tresentos homens, invadir para as bandas doRio Real, o que elle executou destruindo quanto poude, sem que lhe ousassem offerecer resis-tencia as forças ahi deixadas por Barbalho ás ordens =: 588, 6 e 7, risquem-se as palavras de-pois de = Montalvão = ate = Bahia =, inclusive: 591, 17, duplicidade: 601, 2, setecentosindios: ib. 7, Valle, capitão mor. Os titulos estão mais correctos no Indice geral, que nosque acompanham cada secção. [p. 680 do
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Cassius Marcellus Clay Jr.
1942-2016
Cássius Clay é nome de escravo, não o escolhi, não o quero. Sou Muhammad Ali, um nome livre.

Fonte: ERRO!

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Dúvidas, críticas ou sugestões: Adriano César Koboyama